sábado, 28 de novembro de 2009

Tendências Teológicas do Século 21

Chegamos ao limiar das inovações. Inovações estas que dominam todo o cenário sejam na Igreja, na política, na economia, na geografia e na história. O quadro do mundo atual é caótico. A fé do mundo está morrendo. O fogo que ardeu no século passado e impulsionou a Igreja da geração anterior, rompendo fronteiras geográficas e culturais, tem-se enclausurado entre quatro paredes, tentando “preservar” aqueles veteranos da fé.

Por mais que lutemos para preservar a identidade da Igreja (visível), o cristianismo puro e simples (nas palavras de C. S. Lewis) está cada dia mais minguado. Para mudar o atual estado em que nos encontramos, temos de agir. Como diz Hank Hanegraff, “um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele precisa ser extirpado”. Algo tem de ser feito. Mas o que faremos ante as novas tendências?

Primeiro, devemos entender o que são tendências teológicas. Essa compreensão envolve as primeiras duas palavras do tema proposto. Como o léxico Aurélio define:

  1. Tendência, do latim tendentia, “inclinação”, “propensão”, “vocação”, “pendor”, “força que determina o movimento de um corpo”, “intenção”, “disposição”. É a mudança do original por influência do meio em que está inserido.
  2. Teologia, do grego theología, “estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa”, “estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo”, “tratado acerca das verdades absolutas de Deus”.

Tendências Teológicas são mudanças licenciosas dos conceitos imutáveis de Deus promovidos por aqueles que negando a fé original, enredam em tornar convenientes suas doutrinas falsas, entremeando verdades absolutas com mentiras advindas de seus delírios malignos. Em simples palavras, é a secularização da teologia, fruto da aversão aos pensamentos de Deus.

Segundo, devemos buscar mais a Deus de forma sincera para não incorrermos nos mesmos erros daqueles que dizendo conhecer a Deus, negam com suas obras. É-nos necessário voltar à Palavra como o faziam os crentes de Beréia, “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). É tempo de amadurecermos na “fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

É lamentável ainda termos em nossos dias crentes volúveis que desprezam as Escrituras e abraçam, sem discernimento, modismos, inovações, falsos ensinos, doutrinas falsas, burlarias teológicas e mensagens que mais parecem com espiritismo e terapias de auto-ajuda do que o verdadeiro evangelho. Ou nos voltamos às Sagradas Escrituras como única fonte suficiente do conhecimento de Deus, ou brevemente não seremos mais o povo barulhento que perturbava as nações.

Terceiro, devemos clamar a Deus para que envie ceifeiros para sua seara. Ceifeiros da Palavra, que fale a verdade, que impunha a espada que é a Palavra de Deus (Ef 6.17), que tragam luz às trevas que cobrem as mentes da maioria dos cristãos que foram ensinados a acreditar em tudo o que os seus líderes e esqueceram-se de conferir com as Escrituras.

Que o Senhor desperte em nós o fogo da sua Palavra que arde em nós quando há exposição da sua verdade e que, à semelhança dos discípulos no caminho de Emáus, a despeito da noite em que se encontravam, corramos para anunciar a verdadeira boa nova do Evangelho.

Sola Scriptura!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Isso também passará

Fui impulsoinado a escrever as linhas que se seguem depois de ouvir um relato de um irmão que após passar por várias experiências envolvendo concursos e vestibulares, nos quais, em sua maioria, ele sempre era reprovado. Sua maior tristeza não estava no fato da reprovação, mas na vergonha que sentia ao ver seus amigos que, segundo ele, às vezes nem estudava ou se preparava e eram aprovados. Suas alegações eram as mais honestas e justas possíveis. Dizimista, temente a Deus, correto em suas atitudes, sincero para com Deus, de testemunho admirável e caráter ilibado. Reconhecia as bençãos de Deus sobre a sua vida, mas o que seu coração realmente queria, até este momento não recebera do Senhor. Quando esse irmão veio conversar comigo, eu sinceramente não tive palavras, por que sabia que qualquer coisa que eu dissesse o feriria e seria facilmente reprovada por ele. O que dizer numa situação como esta? É claro que isso é apenas a ponta do iceberg para o que alguns estão enfrentando hoje, mas o que dizer para alguém que está há anos enfrentando uma doença, o desemprego, a ruína da família, o desprezo e outras coisas terríveis de suportar?

Sinceramente, minhas palavras nesse assunto são fracas para expressar o que penso a respeito de Deus e as provações. Minhas experiências são de pouca valia diante de tantas provas que tenho visto os seus santos enfrentarem.

Tive uma infância sofrida por que quando nasci, meu pai havia saído de casa, voltou quando eu tinha cinco anos de idade, moramos dois anos com a presença de um pai, depois disso ele saiu de vez, e nossa relação se reduziu a alguns encontros anuais, até finalmente nos vermos raramente quando ele vem à cidade. Meus irmãos sentem desprezo por ele, mas eu me esforço para vê-lo sempre.

Aos sete anos, fui acometido de um mal, passei a ter convulsões, ataques epilépticos. Tive de abandonar os estudos em 1997 porque os médicos acreditavam que o ambiente escolar poderia criar outros traumas. Alguns colegas se afastaram por ver-me naquela situação. Os remédios que tomava começaram a atingir minha mente e tudo o que eu estudava pela manhã, esquecia à tarde. Nunca tive uma namorada quando era jovem, pois ninguém achava legal namorar com um "doido". Sofri com isso até os dezessete anos de idade.

Perdi as contas das vezes que fui levado para casa depois ter sido achado na rua, dentro de ônibus e da Igreja. Minha mãe fez muitas campanhas para que eu fosse curado, até o dia em que eu mesmo fiz uma aliança com Deus. Minhas palavras foram muit simples, mas creio que era isso que Deus queria ouvir. "Se o Senhor me curar desta doença, eu me aplicarei ao estudo da tua Palavra e te servirei por toda a minha na exposição das Escrituras". Deste dia pra cá, nunca mais fui acometido de nenhum dos sintomas que me perseguiam. Parei de tomar os remédios, joguei fora as caixas cheias de eletroencefalograma. O Senhor Jesus operou o milagre em mim.

A mente que antigamente era esquecida, agora desfruta de um "HD" bem caprichado. Graças ao meu Bom Deus. Aos 22 anos, conheci o amor da minha vida, Ana Sara, com quem namorei quatro anos, enfrentando muitas dificuldades, pois estava desempregado e a família não via com bons olhos o nosso namoro. Dia 26 de Abril de 2008, contraí nupcias. Hoje sou um homem casado e tenho visto a cada dia a poderosa mão Deus ao meu lado, orientando-me e fazendo-me conhecer mais de sua vontade e amor.

Minha palavra aos que enfrentam adversidades mil? A mesma de Jesus aos irmãos que receberam a carta aos Hebreus: "Isso também vai passar. Ele já passou por isso". Nenhuma provação é para sempre.

continua...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Convite de Jesus

A maioria das pessoas só pensa em receber algo material. Dias atrás vi uma charge na internet que reflete que tipo de coisas as pessoas pedem a Deus. Três filas para as pessoas escolherem qual o tipo de oração que gostariam de receber. A primeira fila era composta por pessoas que queriam simplesmente que alguém intercedesse por elas. Apenas uma simples oração acalmaria seu coração. No meio da grande multidão, apenas uma minoria, minoria mesmo, encarava a oração do pastor intercessor. A segunda fila era destinada àqueles que queriam receber bênçãos espirituais. O número dessa era somente um pouco a mais que a primeira. Já a terceira fila era para aqueles que queriam receber bênçãos materiais. A multidão que compunha essa era incalculável, perdia-se entre os quarteirões da cidade. Mas será que é certo pedir a Deus somente aquilo que é palpável? Será que os miseráveis precisam apenas de dinheiro? Acredito que os feitos do Senhor Jesus vão muito além dessa visão terrena.

“As coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9). Nossos pensamentos acerca das benesses do Senhor estão limitados as nossas necessidades de primeiro grau. Oramos pelo pão diário na mesa e nos esquecemos do alimento espiritual que deve ser diário também (Sl 1.2). Clamamos para que nos livre das tentações e esquecemos de que Ele é poderoso para socorrer os que são tentados (Hb 2.18). Queremos alcançar o sucesso profissional e esquecemos que o mais importante de viver aqui na Terra é a promoção do Reino (Mt 6.33). As bênçãos de Deus para alguns resumem ao que é visível. Mas isso pode mudar.

“Vinde a mim”, ele diz, “todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Tenho um grande apreço por esse convite por que ele desfaz o nó complicado que alguns têm feito para servir a Jesus.

Em primeiro lugar, você tem um grande convite: “Vinde”. Para conhecer os planos de Deus e receber suas bênçãos é necessário dizer “sim” a este convite. Horizontes se abrirão, as escamas que encobrem a visão do homem sem Deus cairão.

Segundo, você tem um grande alvo: “a mim”. Todos os recursos que precisamos nesta vida para sermos felizes e prósperos estão em Jesus. Sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15.5).

Terceiro, você tem uma grande oportunidade: “cansados e oprimidos”. Qual foi a última vez que alguém lhe prometeu trazer solução pra sua vida? Duvido que alguém lhe tenha feito proposta melhor que essa. Como dizia um idoso de nossa Igreja: “Ele afofa a cama dos cansados!”

Quarto, você tem uma grande promessa: “eu vos aliviarei”. O que hoje faria você se sentir melhor? O que faria cair o peso de seus ombros e finalmente fazê-lo sorrir? Amor? Paz? Perdão? Eu garanto a você que seja qual for a sua necessidade, Jesus tem!

Quinto e último, você tem uma grande certeza: “achareis descanso”. Isso não é propaganda enganosa. Não precisa se esforçar para ler as letrinhas pequenas no rodapé da página por que isso não é comercial de tv. Ele lhe promete descanso. Descanso da vergonha, da vida de pecado, a imoralidade, dos sonhos perturbadores, das afrontas do diabo, de tudo aquilo que você jamais imaginou haver solução. Está garantido. Foi isso que a sua morte na cruz nos garantiu: descanso. A alma sedenta encontra a água que sempre procurou, o coração vazio encontra a maior prova de amor que alguém já lhe deu.

O cenário muda quando, distanciados da presença de Deus, graciosamente somos recebidos em casa como se de lá jamais tivéssemos saído (Lc 15.11-24).Esqueça as coisas palpáveis. O que Deus tem pra você está além do que os olhos podem ver. É só experimentar. Ele quer entrar em seu coração e mudar o cenário por completo (Ap 3.20). Só você pode lhe dar essa porta. Não está ouvindo alguém chamar? Corra, aproveita, abra a porta.

Tenha paz, muita paz.

Semana Teológica 2009


Programação da Semana Teológica 2009

Dias: 2, 3, 4 e 5 de Dezembro de 2009

Local: Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central, Ministério de Madureira (Rua Benjamin Constant, nº 2552, bairro São Cristovão, Porto Velho/RO)

Preletores:

  • Pr. Altair Germano (PE)
  • Pr. Ciro Sanches Zibordi (RJ)

Tema:

“Tendências Teológicas do Século 21”

  • Desvios Doutrinários e Teológicos (Pr. Ciro Zibordi)
  • A Supremacia da Bíblia ante a Teologia Moderna (Pr. Ciro Zibordi)
  • Ascensão Pentecostal da Teologia da Prosperidade (Pr. Altair Germano)
  • Ilusões da Teologia Gay e seus Perigos à Família (Pr. Altair Germano)

Horários*:

  • Dia 2 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 3 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 4 – 19:30h Pr. Altair Germano
  • Dia 5 – 8:30h / 19:30h Pr. Altair Germano

Público Alvo:

  • Alunos de escolas teológicas
  • pastores
  • evangelistas
  • líderes
  • obreiros
  • alunos e professores da Escola Bíblica Dominical e
  • interessados em geral

Material oferecido:

  • Apostila e Certificado

Inscrição:

  • R$ 30,00

Informações:

Realização:

  • Faculdade Teológica Assembleia de Deus – FATAD
  • Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho, Minsitério de Madureira

sábado, 3 de outubro de 2009

Em Memória de Mim

Hoje em muitas congregações de Porto Velho será realizado o culto da Ceia do Senhor. Um culto diferente, porque nele nos lembramos do sacrifício vicário de Cristo Jesus na cruz por nossos pecados. Pelo menos é pra ser assim, mas sei se isso nem sempre acontece.

Na maioria dos cultos que participamos a intenção final ou na maior parte do tempo que ficamos dentro das quatro paredes não é assim nos portamos. Vamos à Igreja por vários motivos. Para rever os amigos (amizade é tudo), para o pastor nos ver (não posso dar bandeira), para dizer que somos crentes (o mundo está de olho em nós), para mostrar a roupa nova (os crentes são abençoados) e deixamos o motivo do verdadeiro culto a Deus por último (às vezes até esquecemos que é pra isso que vamos à Igreja).

Quando eu era criança, a semana da ceia tinha um clima de santidade para muitos. Aqueles que estavam ofendidos procuravam os ofensores, dívidas eram pagas, nenhuma mentira, nenhum palavrão (você acredita que tem crente que xinga?), nenhum comportamento que escandalizasse o Evangelho de Cristo. Era a semana da Ceia do Senhor. Valorizávamos mais o ser crente. Pelo menos por uma semana. Depois tudo voltava ao "normal".

Mas o que vejo hoje é pior que no que em tempos passados. Numa aula de escola dominical, um aluno questionou porque a Ceia do Senhor era realizada todo mês. Por que não uma única ceia anual como é de costume entre os judeus? Fiquei a meditar nas coisas terríveis que poderiam acontecer se decidíssemos ceiar uma vez por ano como os judeus. Já imaginou 365 dias menos 7 sem nenhum incômodo da vida profana que alguns "cristãos" levam? Sucumbiríamos e seríamos mais uma denominação entre as milhares que já existem.

O propósito principal da Ceia, segundo Jesus, é lembrar o seu sacrifício. Sacrifício este que, se não fosse a Ceia, sumiria de nossos púlpitos como mensagem ao pecador. Para alguns esse tema é repetitivo demais. Ouvir um membro da Igreja dizer que é "pura apelação" falar do sacrifício de Jesus na cruz.

Depois de três anos e meio pregando o evangelho (os maiores e melhores sermões que pode um dia imaginar ouvir saíram da boca de nosso Salvador), ensinando nas sinagogas e à beira de rios (todas as doutrinas que conhecemos hoje foram por ele sisitematizadas através de seus ensinos e parábolas), alimentando os famintos (uma oração e, à semelhança do maná que caía do céu no deserto, milhares e milhares de famílias eram alimentadas), salvando vidas que caminhavam ao inferno (incontáveis os seus números), curando os enfermos (essa lista não tem fim) e vários outros feitos memoráveis que Jesus fez, o que lhe esperava para o fim de sua história como homem entre os homens era o Calvário, um castigo criado pelos romanos para humilhar os bandidos de sua época.

Foi isso que o mundo fez com aquele que veio para salvar os pecadores. Na última quinta-feira de Jesus antes do seu sacrifício, aconteceu a última ceia com os discípulos. Durante a vida de Jesus, três ceias aconteceram, mas somente a última foi registrada pelos evangelistas, talvez por causa do que aquela última representaria para todos nós.

Aquela noite é inesquecível para todos nós. "... o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim" (1Co 11.23-25).

Cada relato da Ceia vem acompanhado de muitas decepções. Aquela noite seria para sempre lembrada como a "noite em que foi traído". Traído por aqueles que estavam próximos, por aqueles que ajudou, por aqueles que Ele chamou de amigos. Traído. Dificilmente associaríamos essa palavra a alguém do tipo de Jesus. Não se encaixa com Ele. Traído por quê? Mas foi assim que entrou para a história: o Salvador foi traído.

Pão, vinho e muita comida eram os elementos do ritual da páscoa celebrada pelos judeus. Jesus se utilizou apenas do pão e do vinho para falar aos apóstolos sobre o seu sacrifício (pelos menos são os únicos registrados pelos quatro evangelho e epístolas). Na época, um único pão era servido a todos os participantes. O celebrante tomava o pão, rasgava um pedaço para si e o passava de mão em mão até que todos fossem servidos. Quando Jesus "tomou o pão... tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós". Deve ter sido uma profunda revelação para os apóstolos. Quantas páscoa não haviam comido? E quantas ceias não haviam participado? Mas a partir daquele dia, eles veriam o corpo de Jesus sendo rasgado.

O pão é o símbolo de sua carne e o vinho, de seu sangue derramado na cruz. E as últimas horas de Jesus foram de muito sangue derramado. Tendo ido ao Monte Getsêmani para orar, aquele não era o fim esperado para uma vigília. O barulho ouvido foi de centenas de soldados vindo em direção a Jesus liderados pelos principais dos judeus e seguidos pelo traidor Judas que se aproxima e lhe beija a face. Por que o único relato de alguém que beijou a face de Jesus entraria para a história como o beijo do traidor? Milhares de pessoas gostariam de ter beijado a sua linda face, mas não o fizeram. Para identificar a Jesus no meio dos discípulos, Judas o beijou. E o nosso Senhor Jesus foi levado para o pátio do templo e por aquela longa noite foi escarnecido pelos soldados romanos. Bateram em sua cabeça, foi chicoteado, cuspido, zombado, manietado para que de manhã fosse publicamente julgado pelos principais dos judeus e autoridades romanas.

Continua...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pedro e o seu sermão poderoso

E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?

Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes:

"Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; e farei aparecer prodígios em cima, no céu; e sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; porque dele disse Davi:

Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança; pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo.

Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.

Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.

Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo".

E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? E disse-lhes Pedro:

"Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar".

E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo:

"Salvai-vos desta geração perversa".

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas...

(Atos 2)

Estevão e seu Sermão Histórico

Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.

Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.

O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.

Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé. Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão; e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio. Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei; porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu. Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo. Então, lhe perguntou o sumo sacerdote: Porventura, é isto assim? Estêvão respondeu:

"Varões irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a terra que eu te mostrarei.

Então, saiu da terra dos caldeus e foi habitar em Harã. E dali, com a morte de seu pai, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais. Nela, não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele filho.

E falou Deus que a sua descendência seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos; eu, disse Deus, julgarei a nação da qual forem escravos; e, depois disto, sairão daí e me servirão neste lugar.

Então, lhe deu a aliança da circuncisão; assim, nasceu Isaque, e Abraão o circuncidou ao oitavo dia; de Isaque procedeu Jacó, e deste, os doze patriarcas.

Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito; mas Deus estava com ele e livrou-o de todas as suas aflições, concedendo-lhe também graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação e de toda a casa real.

Sobreveio, porém, fome em todo o Egito; e, em Canaã, houve grande tribulação, e nossos pais não achavam mantimentos. Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou, pela primeira vez, os nossos pais. Na segunda vez, José se fez reconhecer por seus irmãos, e se tornou conhecida de Faraó a família de José. Então, José mandou chamar a Jacó, seu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pessoas.

Jacó desceu ao Egito, e ali morreu ele e também nossos pais; e foram transportados para Siquém e postos no sepulcro que Abraão ali comprara a dinheiro aos filhos de Hamor.

Como, porém, se aproximasse o tempo da promessa que Deus jurou a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito, até que se levantou ali outro rei, que não conhecia a José. Este outro rei tratou com astúcia a nossa raça e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a enjeitar seus filhos, para que não sobrevivessem.

Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai; quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho. E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.

Quando completou quarenta anos, veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam. No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros? Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio?

A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos. Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia. Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor: Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la. Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito. A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.

Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim. É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir. A quem nossos pais não quiseram obedecer; antes, o repeliram e, no seu coração, voltaram para o Egito, dizendo a Arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.

Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos. Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial, como está escrito no Livro dos Profetas: Ó casa de Israel, porventura, me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto, pelo espaço de quarenta anos, e, acaso, não levantastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que fizestes para as adorar? Por isso, vos desterrarei para além da Babilônia.

O tabernáculo do Testemunho estava entre nossos pais no deserto, como determinara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto. O qual também nossos pais, com Josué, tendo-o recebido, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles, até aos dias de Davi. Este achou graça diante de Deus e lhe suplicou a faculdade de prover morada para o Deus de Jacó. Mas foi Salomão quem lhe edificou a casa. Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?

Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes".

Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse:

"Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus".

Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia:

"Senhor Jesus, recebe o meu espírito!"

Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz:

"Senhor, não lhes imputes este pecado!"

Com estas palavras, adormeceu.
(Atos 6 e 7)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Manoel Ferreira: Uma Vida Inteira de Serviço ao Senhor

Manoel Ferreira nasceu em 30 de maio de 1932, em Arapiraca, Alagoas, filho de Pedro Ferreira da Silva e Otília Francisca Ferreira (in memorian). Realizou seu Curso Primário em Cefalância, São Paulo. Seu curso Ginasial foi realizado mais tarde, quando servia às forças Armadas do Estado de São Paulo. Recebeu as seguintes formaturas:
  • Teologia – Faculdade Teológica Batista de São Paulo; Batista de São Paulo;
  • Eletrônica – Instituto Edson Sociologia – Faculdade Toledo Pizza de Bauru;
  • Direito – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo;
  • Realizou mais oito Cursos de Especialização em Ciências Jurídica.
Casado com Irene da Silva Ferreira em 5 de maio de 1957, o casal recebeu de Deus cinco filhos que são Ministros Evangélicos. Todos os seus filhos têm excelente formação cultural e ocupam importantes posições na sociedade. Atuam com muita seriedade e respeitabilidade no cenário nacional social nas áreas sociais, educacionais, religiosas buscando sempre o bem estar dos menos favorecidos:
  • Pastor Abner Ferreira, advogado, Presidente da Sede-Mundial das Assembléias de Deus – Ministério de Madureira, Igreja que possui dezenas de trabalhos sociais espalhados pelo Brasil e Exterior, nas diversas áreas de amparo ao deficiente físico, crianças abandonadas, crianças acometidos do vírus da AIDS, crianças de rua, famílias desamparadas e menos favorecidas, idosos, dependentes químicos, orfanatos, escolas, abrigos para idosos, centros de recuperação de toxicômanos. Mantêm centenas de famílias com cestas básicas, remédios, alimentos, roupas e agasalhos. Além de vários centros de educação religiosa espalhados pela América e Europa; o mesmo é presidente da CEADMMERJ (Convenção Estadual das Assembléias de Deus do Ministério de Madureira no Estado do Rio de Janeiro) que tem em seu quadro de filiados mais de 20.000 (Vinte mil) Ministros Evangélicos;
  • Pastor Wagner Ferreira, atua na região nordeste do País, amparando famílias atingidas pela seca que assola o nordeste brasileiro; mantêm cursos de alfabetização, profissionalizante e educação cristã.
  • Pastor Magner Ferreira, advogado, e atua eficientemente na área social e missionária, mantendo postos missionários em outros países na América do Sul, que dão toda assistência espiritual, material e educacional a centenas de famílias;
  • Missionária Vasti Ferreira, advogada, que atua no amparo a crianças não assistidas e na direção de Escolas Teológicas e Missionárias, que preparam obreiros para as diversas regiões do país e exterior principalmente aqueles de língua portuguesa;
  • Pastor Samuel Ferreira, Presidente da Assembléia de Deus no Brás, Maior Igreja do Ministério de Madureira no Estado de São Paulo, lidera através da presidência da Convenção Estadual de Ministros do Ministério de Madureira no Estado de São Paulo, mais de 40.000 (quarenta mil) ministros. Atua com trabalhos sociais na recuperação de meninos de rua, toxicômanos, e distribuição de alimentos com centenas de famílias amparadas mensalmente, com cestas básicas.
Manoel Ferreira é Membro das Assembléias de Deus desde 02 de março de 1956, sendo ordenado Ministro Evangélico em 01 de maio de 1960, na sede das Assembléias de Deus em Madureira, Rio de Janeiro, bem como sede da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil – onde é Pastor até esta data.
Paralelamente, atuou como Pastor Presidente das seguintes Igrejas da Assembléia de Deus: Arapuá (SP), Capão Bonito (SP), Garça (SP), Bauru (SP), Vila Alpina (SP), Brasília (DF), Campinas (SP) e Madureira (RJ).
Além da Presidência das citadas Igrejas, têm participado Presidência da construção da Catedral das seguintes atividades eclesiásticas:
  • Presidência da construção do Templo da das Assembléias de Deus em Brasília;
  • Diretoria e Aconselhamento Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Campinas;
  • Diretoria do da Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus;
  • Aconselhamento da Casa Instituto por Correspondência Internacional;
  • Presidência de Missões Palavras de Vida;
  • Presidência da Associação Médico-Hospitalar Evangélica;
  • Presidência da Escola de Conselho de Pastores Evangélicos da Campinas;
  • Presidência do Ministério Ministério de Vídeo-Satélite de World Evangelism;
  • Presidência da Convenção Geral das Assembléias de Jimmy Swaggart no Brasil;
  • Presidência da Confraternização das Assembléias de Deus Deus no Brasil;
  • Presidência da Conferência Pentecostal Sul-Americana;
  • Presidência da Convenção Nacional das Presidência da Editora Betel;
  • Presidência da Igreja Assembléias de Deus no Brasil, Ministério de Madureira;
  • Presidência do Conselho Nacional Evangélica Assembléia de Deus em Madureira;
  • Presidência do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB.
Tem sido Conferencista em Seminários, Congressos, Escolas Bíblicas e Convenções – em todo o Brasil e em vários Países, tais como:
  • Concílio Geral das Assembléias de Deus em Springfield, Missouri, USA;
  • Seminário dos World Evangelism Internacional em Los Angeles, USA;
  • Seminário do Instituto Superintendentes das Assembléias de Deus em Costa Rica;
  • Conferência Internacional de por Correspondência Internacional em Costa Rica;
  • Conferência Pentecostal Mundial em Evangelistas Itinerantes em Amsterdã;
  • Conferência na Rússia;
  • Conferência Pentecostal Mundial em Jerusalém;
  • Conferência Pentecostal Mundial em Zurich;
  • Conferência em vários Estados e em vários outros Países do Leste Europeu;
  • Conferência em vários Países da Cidades da América do Norte, Canadá e México;
  • Conferência em todos os Países Sul-Americanos.
Pelos relevantes serviços prestados ao Brasil e ao Exterior, tem recebido várias “Medalhas” e Cidadania, com a mais alta condecoração e medalhas de Honra ao “Títulos”: Mérito pelos estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte – em várias cidades destes Estados brasileiros.
Alta condecoração e medalhas de Honra ao Mérito em dezenas de municípios de Medalhas especiais, conferidas a homens ilustres diversos estados brasileiros, tais como:
  • Medalha Anchieta (pela Câmara Municipal de São Paulo);
  • Medalha Pedro Ernesto (pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro);
  • Medalha Tiradentes (pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro);
  • Titulo de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, e várias outras Medalhas e Condecorações;
  • Recebeu o título de Comendador – pela Ordem Internacional de Jornalistas.
  • Medalha de “Doutor em Divindade”- pelo Bible College, em Baton Rouge, USA.
  • Honra ao Mérito Reverendo Paulo Leivas Macalão, a mais alta condecoração das Igrejas Evangélicas do Brasil, pelos relevantes serviços prestados a comunidade evangélica, inclusive instituindo em seu apostolado a Consagração de Missionárias e Diaconisas.
Tem realizado várias dezenas de Concentrações Evangélicas por várias Capitais brasileiras, reunindo aproximadamente dois milhões de evangélicos em cada uma dessas Concentrações, como também mutirões sociais, que socorrem as famílias de Estados de muita carência com alimentação, remédios, roupas, agasalhos e calçados.
O Bispo Doutor Manoel Ferreira, coordena dezenas de instituições sociais em todos os estados do país, que proporcionam a população de baixa renda, assistência médica, odontológica e educacional através dos vários centros de atendimento, Escolas de Ensino Básico, Médio e Universitário; hospitais, creches, orfanatos, casas de recuperação de toxicômanos, abrigos para idosos, crianças de rua e Escolas de Ensino Profissionalizante. Centenas de famílias no país são amparadas pelo Bispo Doutor Manoel Ferreira com a cesta básica que é distribuída mensalmente através dos centros de atendimento, somando mais de cem toneladas mensais de alimentos distribuídos a famílias carentes do país.
Vale ressaltar que todo esse atendimento social não recebe nenhum incentivo governamental, mais é mantido e promovido pela iniciativa própria do Bispo Dr. Manoel Ferreira.
Tem desenvolvido a Obra de Evangelização e assistência social em vários países do Leste Europeu e Ásia, dentre eles: Rússia, Ucrânia, Turquia, Mongólia, abrangendo outros países da Europa; Inglaterra, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Japão, Suíça, EUA, Irlanda do Sul. Também tem desenvolvido a Obra de Evangelização e assistência social na Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai.
Vale frisar que em todos estes países mantém missionários com tempo integral, sustentados espiritualmente e materialmente, através de sua sábia e forte liderança.
Através do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, órgão máximo representativo das lideranças evangélicas do Brasil e América Latina, com mais de 25 anos de existência, com mais de 20.000 pastores filiados, tem desenvolvido um trabalho fortíssimo de assessoria às Autoridades Federais, Estaduais e Municipais em todo o Brasil.
Atuante presidente que é, é notório em todo o Brasil que, quando da reforma do Código Civil Brasileiro, qualificava as igrejas evangélicas como uma simples associação e não como igreja, criando sérios entraves para a atuação das igrejas. O Bispo Doutor Manoel Ferreira esteve presente no Congresso Nacional, mobilizando a Bancada Evangélica da época, para que as reformas atinentes às igrejas evangélicas não fossem aprovadas, inclusive em audiência com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde ajustou o novo texto do Código Civil Brasileiro, satisfazendo as necessidades da comunidade cristã, obtendo grande êxito.
Devido a sua histórica atuação no cenário evangelistico no Leste Europeu, logo após a queda do regime comunista naquele continente, foi reconhecido e consagrado a Bispo Primaz da Igreja Evangélica Pentecostal daquelas nações.
Pela reconhecida liderança que exerce no Brasil, diante das autoridades civis, militares e eclesiásticas, e a vida pública que tem, foi candidato ao cargo de Senador da Republica no ano de 2002, quando obteve a expressiva votação de um milhão e oitocentos mil votos. Na oportunidade deixou para trás nomes tradicionais no cenário político brasileiro, dentre eles: o saudoso Leonel de Moura Brizola. No propósito de contribuir com a nação brasileira, com sua larga experiência de vida e sabedoria adquirida de Deus e da longa experiência de vida, foi eleito no ano de 2006, a Deputado Federal, com uma expressiva votação.
Com uma atuação Parlamentar ilibada no Congresso Nacional, e membro de várias comissões parlamentares, dentre elas: Constituição e Justiça e de Cidadania, Direitos Humanos e Minorias, Comissão de Seguridade Social e Família e Comissão de Proposta de Emendas a Constituição. Destaca-se dentre os congressistas pelo discurso preciso, contundente e sábio, em favor do meio ambiente, família, e área social, tendo o reconhecimento de seus pares políticos.
O Bispo Dr. Manoel Ferreira é o Presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, órgão colegiado que representa o segmento evangélico de todo o Brasil, composto de 02 Senadores da República e 46 Deputados Federais.
Hoje no Brasil, o Bispo Dr. Manoel Ferreira, não é somente uma liderança reconhecida ou um político sério; mas um ícone que marca a historia da política brasileira e do Congresso Nacional.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Deus Grita nos Meus Ouvidos

Lembrei-me de algo parecido com o tema hoje pela manhã quando, fatalmente tive minha motocicleta furtada. Depois de chegar ao meu local de serviço, tive a terrível experiência de perder pelas mãos de ladrões aquilo que lutei tanto pra adquirir. Já fui a delegacia, registrei a ocorrência e agora tenho de esperar. E esperar é sempre difícil.
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Enquanto escrevo isso, lembro-me de três semanas atrás quando caí de moto com a minha esposa na BR 364 e experimentei a saúde de nosso estado por vinte horas. Terrível. E agora, para descrever a frase conhecida de Beethoven que diz: "Algumas pessoas têm o privilégio de ouvir a voz de Deus, mas nos meus ouvidos Ele grita o dia todo". No momento, acho que Ele está gritando no meu, mas diferente de Beethoven, somente agora estou conseguindo entender alguma coisa.
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Em minha vida de cristão, sempre quis saber a vontade de Deus de alguma forma. Alguns dizem que não é difícil, mas pra mim, consultar a Deus é mais que difícil. Não consigo ver muita luz. Enquanto estou tentando andar no Centro de sua Vontade, brigo contra mim mesmo, por que desejando ver algo, questiono minha espiritualidade, meu conhecimento acerca de Deus, sinto-me como Asafe no Sl 73.13,14: "Na verdade que em vão tenh purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência, pois todo o dia tenho sido afligido e castigado cada manhã".
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Será que não estou preparado para receber de Deus a sua pena? Será que ainda não alcancei a maturidade necessária para passar por essa escola do deserto? Será que ainda não sou um crente? Meus questionamentos não são triunfalistas. Tenho aprendido muita coisa com as lutas que enfrentei e vi as pessoas enfrentarem, mas jamais pensei que pudesse suportar isso?
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Na terça-feira passada, eu tentava achar algo que pudesse desenvolver como tema para um livro. Já não estou me sentindo como Asafe no Sl 73.13,14. Agora sou o Asafe do Sl 73.16-28. Compreendi muita coisa ao entrar na Casa de Deus. Pode ser que exista outro lugar para estar, maso melhor de todos os lugares, é a Casa de Deus. Foi lá que Ana entrou quando perturbada de espírito, mas foi de lá que ela saiu confiante de que Deus atenderia suas orações (1Sm 1.9-19).
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Asafe invejava a prosperidade dos ímpios, acha injusto da parte de Deus eles serem tão abençoados, mas depois de entrar na Casa de Deus "entendeu o fim deles" (v.17). A mesma mão que os exalta, deruba-os. E isso tudo é permissão de Deus. Para Ele, sua aparente derrota era "um sonho pra Deus". Quando Ele acordar, tudo vai mudar, olhará para mim e verá quem de fato permanece inabalável e confiante nEle (v.20).
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"Sou como um animal perante ti" (v.22) é a expressão para descrever sua ignorância das ações invisíveis de Deus. Animal. No original, significa aquele que é levado pelo instinto.
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Pode parecer místico demais, mas sinceramente sinto a mão de Deus guiando-me por um caminho que nunca antes havia percorrido. O que será que Deus está fazendo agora? Será que contempla o meu estado? Será que vai agir por mim? Como homem de carne e osso, tenho sentimentos e facilmente consigo duvidar das recompensas que Ele disse ter para aqueles que lançam a mão no arado, mas como cristão, aprendi que nada pode me fazer olhar para trás, senão a queda pode ser maior. Tenho visto pessoas perderem a confiança em Deus por que acreditam que nada pode atingi-los enquanto estiverem com Deus. Tempos atrás recebi um e-mail de um homem que bravejava contra Deus por ter deixado uma pedra atingir sua cabeça. Porque? Que vergonha não sentiu quando o Senhor abriu-lhe os olhos e ele viu quão pequenas eram as pedras quando comparadas com aquelas que atingiam primeiro aquele que o guardava.
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Quantas vezes não vi nos jornais pessoas perderem a vida em assaltos? O anjo que guardava a minha moto não vacilou quando deixou que assaltantes a levassem. O que ele fez foi me tirar de lá para que as pedras maiores não me acertassem. Glória a Deus.
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Volto ao Sl 73 e pergunto: "A quem tenho eu no céu além de ti". Ninguém me poderia fazer o que o Senhor tem feito. Ninguém tem mais amor por mim do que Ele. Ninguém pensa mais em mim do que Ele e ninguém me mima mais do que Ele. Por isso" Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre" (v.26).
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Até agora, enquanto escrevo essas linhas, não recuperei minha moto, mas sinto ter recuperado algo mais precioso que havia perdido. Ninguém tomou de mim, eu mesmo perdi. Aprendi...
  • Que falar de confiança em Deus é fácil e emocionante, mas bem melhor mesmo é poder sentir na pele e ouvir de Deus uma nova direção.
  • Que ninguém conhece a Deus até experimentar de Seu amor. A cruz foi a mair revelação desse amor, mas, como às vezes sofremos de miopia, Ele expressa em letras gigantes o reflexo daquilo que Ele já fez por nós.
  • Que conhecer a Deus é uma jornada sem fim (enquanto estivermos aqui), mas um dia "o conhecerei como também sou conhecido" (1Co 13.12).

Enquanto a poeira abaixa, sinto de Deus uma tranquilidade indizível, inexplicável, incompreendível e minha conclusão é a mesma de Asafe: "Mas para mim, bom é aproximar-se de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as suas obras. No fim, acabo crendo que nem isso tira de Deus o controle de todas as coisas. Alguma coisa Ele vai fazer e o dia de amanhã vai ser melhor que hoje.

Se Jesus estiver no barco, temos de ficar tranquilo. Se Ele dormir no barco, descansemos, pois milagres maiores nos esperam. Se Ele não estiver no barco, sosseguemos; na hora certa Ele vai aparecer. E se por um acaso, nosso barco afundar, foi porque as pedras maiores atingiram Ele para que somente as pequenas acertassem em nós. Tudo é para a Glória de Deus.

LIVRE, MAS LIMITADO

Você é livre, é verdade. Inteiramente livre. Profundamente livre. É livre como nunca foi. Mas ainda que sejamos livres para fazer o que quis...