sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Verdadeira Felicidade

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós".

(Jesus Cristo, Mt 5)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Minha Família, Meu Maior Patrimônio







"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta" (Sl 127).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ministério é Coisa Séria

"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Ef 6.10-17).

Parecia que Paulo estava olhando um soldado romano quando escreveu estas palavras. Comparando o cristão com um soldado, a mensagem ganha algo visível. Jamais imaginaríamos que a vida cristã seria tão prática. Couraça, sapatos, escudo, capacete, espada. Somos soldados de Cristo é isso que Paulo está dizendo aqui. Cada um desses itens tem a sua finalidade:

A couraça protege o coração. O sapato protege os pés. O escudo protege o corpo dos dardos inflamados. O capacete protege a cabeça. E a espada é a nossa arma de guerra, a Palavra de Deus. Todos são importantes.

Que soldado sairia para guerra sem sua couraça? Como correria nos lugares difíceis sem os sapatos? Enfrentaria o inimigo sem o seu escudo? Correria o risco de não usar o capacete? Teria coragem sem empunhar sua espada? Acredito que nenhum faria isso. Mas no meio cristão muitos têm esquecido sua armadura de soldado.

Por desprezar a couraça da justiça, seu coração tornou-se vulnerável à sedução dos palcos e holofotes. Os altos cachês roubaram-lhe do coração a graça.

Por não terem a necessária preparação na pregação do Evangelho, seus pés trilham caminhos tortuosos e o compromisso com o Reino vai perdendo o valor. Em pouco tempo, seu ministério perde expressão e seriedade.

A Bíblia, antes companheira de viagens, aos poucos foi substituída pelos livros de auto-ajuda. As mensagens inflamadas que desafiavam os ouvintes à santidade, foram trocadas por temas menos encorajadores. É alvo fácil de Satanás, pois por trás do homem da Palavra, está um completamente desprotegido a ponto de descuidar do polimento espiritual que é a oração, o jejum, a leitura diária das Escrituras. A consagração a Deus.

Têm abandonado a espada. Com mensagens pré-elaboradas, repetitivas, o homem de Deus vai se tornando um profissional do Evangelho e perde a capacidade de passar algumas horas com uma Bíblia aberta para que Deus lhe dê algo novo. Algumas espadas estão cobertas de ferrugens, sem brilho e sem fio.

Continua...

domingo, 29 de novembro de 2009

Ailton Muniz de Carvalho - Um Apelo à Outra Visão

Durante praticamente um mês nossa Igreja anunciou nos cultos a realização de um seminário escatológico com a presença do pastor e cientista Ailton Muniz de Carvalho. Pastor e cientista? Pode? O pastor da nossa Igreja, Antonio Baltazar, passou-me o material que seria ministrado e fiquei muito assustado. Sabia da existência de outras correntes escatológicas, estudadas em seminários e cursos teológicos e depois divulgadas em seminários ministrados por mim em várias Igrejas.

Enquanto lia as linhas do seu material, foi-me fugindo a capacidade de refutar a maioria dos seus pensamentos. Existe uma profunda análise de cada texto da Bíblia, sem falar nas inúmeras referências cruzadas, a maioria explicando coisas que ninguém jamais ousou pronunciar. Textos que a maioria dos ensinadores e estudiosos (incluo-me nesta classe) procuram evitar por causa das dificuldades hermenêuticas na interpretação como por exemplo:

  • alguns de vós não experimentarão a morte (Mt 16. 28);
  • as duas testemunhas no período tribulacional (Ap 11.3-10);
  • símbolos e figuras de apocalipse;
  • as setenta semanas de Daniel;
  • a geração do arrebatamento;
  • entre outras.

O autor trataria em seu seminário de questões polêmicas como:

  • Barack Obama - ó último presidente dos EUA;
  • Brasil - Potencial Econômica do período tribulacional;
  • entre outras.

A que me deixou três noites sem dormir tornou-se tema das minhas futuras conversas. Depois de pregar na primeira noite (a primeira das doze que ainda viriam), por trás de um homem tão inteligente, para mim se revelava também um homem muito simples, de admiração às coisas comuns. Permita-me usar esse espaço para falar da formação do Pr. Ailton Muniz:

  • Nascido em 2 de julho de 1952, na cidade de Belmonte, extremo sul do litoral da Bahia;
  • Engenheiro Industrial formado em 1977.
  • Doutor em Partícula Nuclear, com diversas especializações no exterior.
  • Atuou em diversas empresas nacionais e internacionais, chegando a cargos de diretoria.
  • Realizou várias viagens internacionais para implantação de projetos e treinamentos.
  • Professor de Teologia por opção, Ministro do Evangelho por eleição, Cristão por convicção, o autor se orgulha em ser o primeiro ocupante da cadeira de número 33, da APEL (Academia Paulista Evangélica de Letras), cujo patrono é o saudoso Pr. Paulo Leivas Macalão

Tentei colocar bem resumido o seu currículo, mas eu mesmo demorei quinze minutos para dizer tudo o que ele é. No segundo dia de sua estada em nossa Igreja, fui convidado a almoçar com ele; que honra! Comemos um delicioso peixe ao molho branco desfrutando de uma conversa saudável sobre a Obra de Deus e a Bíblia. Teminamos de almoçar e fui inquerido pelo Pr. Baltazar a fazer perguntas difíceis da Bíblia. Como considero-me um estudioso das Sagradas Escrituras e minha mente é conduzida pelas dúvidas (jugo serem necessárias para a descoberta dos detalhes que existem além do óbvio), abordei o tema escatológico da Grande Tribulação. Passado quinze minutos que ele, concomitantemente (essa palavra é a "cara" dele) falava e riscava um pedaço de lenço de papel do restaurante, as pessoas ao redor foram atraídas pela nossa conversa. As horas passaram e um número considerável de pessoas fitaram seus olhos a nossa conversa, sendo encorajadas a fazerem perguntas sobre o "difícil" tema.

Muitas pessoas ficaram perturbadas com a maioria de sua preleções. Quando confessei-lhe que havia conseguido dormir, ele disse-me: "É isso que eu quero despertar nas pessoas. A teologia não é uma ciência estática. Ainda existem grandes revelações".

Durante suas ministrações, confesso que tive vontade de arrancar-lhe o microfone e eclipsar a sua voz a fim de que ninguém mais ouvisse aquelas palavras (falo isso confiado na liberdade que adquirimos um para com o outro). Mas, como bom ouvinte, mantie o controle e esperei ver no que ia dar. O resultado? Minha mente ainda se pega viajando sobre a maioria de suas palavras. A Igreja pode ter esquecido dele, mas a minha vida de investigação teológica (falo sem demagogia) é Antes de Ailton e Depois de Ailton.

Acredito que suas palavras precisam ser ouvidas. Suas revelações bíblicas precisam ser divulgadas. Suas palavras precisam ser escritas várias e várias vezes. Aprendi a respeitá-lo, tornamo-nos amigos, mesmo considerando a incrível distância que nos separa (ele mora em São Paulo/SP e eu em Porto Velho/RO).

Hoje desfrutamos de muita amizade. Sempre que tenho oportunidade, ligo para sua casa e converso sobre muitas coisas. Não posso deixar de escrever: quando se refere a mim, ele chama-me de professor, mas confesso, minhas palavras são pobres para descrever o modo como devo referir-me a ele.

Sem muitas palavras, Nilonei Ramos.

sábado, 28 de novembro de 2009

Tendências Teológicas do Século 21

Chegamos ao limiar das inovações. Inovações estas que dominam todo o cenário sejam na Igreja, na política, na economia, na geografia e na história. O quadro do mundo atual é caótico. A fé do mundo está morrendo. O fogo que ardeu no século passado e impulsionou a Igreja da geração anterior, rompendo fronteiras geográficas e culturais, tem-se enclausurado entre quatro paredes, tentando “preservar” aqueles veteranos da fé.

Por mais que lutemos para preservar a identidade da Igreja (visível), o cristianismo puro e simples (nas palavras de C. S. Lewis) está cada dia mais minguado. Para mudar o atual estado em que nos encontramos, temos de agir. Como diz Hank Hanegraff, “um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele precisa ser extirpado”. Algo tem de ser feito. Mas o que faremos ante as novas tendências?

Primeiro, devemos entender o que são tendências teológicas. Essa compreensão envolve as primeiras duas palavras do tema proposto. Como o léxico Aurélio define:

  1. Tendência, do latim tendentia, “inclinação”, “propensão”, “vocação”, “pendor”, “força que determina o movimento de um corpo”, “intenção”, “disposição”. É a mudança do original por influência do meio em que está inserido.
  2. Teologia, do grego theología, “estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa”, “estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo”, “tratado acerca das verdades absolutas de Deus”.

Tendências Teológicas são mudanças licenciosas dos conceitos imutáveis de Deus promovidos por aqueles que negando a fé original, enredam em tornar convenientes suas doutrinas falsas, entremeando verdades absolutas com mentiras advindas de seus delírios malignos. Em simples palavras, é a secularização da teologia, fruto da aversão aos pensamentos de Deus.

Segundo, devemos buscar mais a Deus de forma sincera para não incorrermos nos mesmos erros daqueles que dizendo conhecer a Deus, negam com suas obras. É-nos necessário voltar à Palavra como o faziam os crentes de Beréia, “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). É tempo de amadurecermos na “fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

É lamentável ainda termos em nossos dias crentes volúveis que desprezam as Escrituras e abraçam, sem discernimento, modismos, inovações, falsos ensinos, doutrinas falsas, burlarias teológicas e mensagens que mais parecem com espiritismo e terapias de auto-ajuda do que o verdadeiro evangelho. Ou nos voltamos às Sagradas Escrituras como única fonte suficiente do conhecimento de Deus, ou brevemente não seremos mais o povo barulhento que perturbava as nações.

Terceiro, devemos clamar a Deus para que envie ceifeiros para sua seara. Ceifeiros da Palavra, que fale a verdade, que impunha a espada que é a Palavra de Deus (Ef 6.17), que tragam luz às trevas que cobrem as mentes da maioria dos cristãos que foram ensinados a acreditar em tudo o que os seus líderes e esqueceram-se de conferir com as Escrituras.

Que o Senhor desperte em nós o fogo da sua Palavra que arde em nós quando há exposição da sua verdade e que, à semelhança dos discípulos no caminho de Emáus, a despeito da noite em que se encontravam, corramos para anunciar a verdadeira boa nova do Evangelho.

Sola Scriptura!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Isso também passará

Fui impulsoinado a escrever as linhas que se seguem depois de ouvir um relato de um irmão que após passar por várias experiências envolvendo concursos e vestibulares, nos quais, em sua maioria, ele sempre era reprovado. Sua maior tristeza não estava no fato da reprovação, mas na vergonha que sentia ao ver seus amigos que, segundo ele, às vezes nem estudava ou se preparava e eram aprovados. Suas alegações eram as mais honestas e justas possíveis. Dizimista, temente a Deus, correto em suas atitudes, sincero para com Deus, de testemunho admirável e caráter ilibado. Reconhecia as bençãos de Deus sobre a sua vida, mas o que seu coração realmente queria, até este momento não recebera do Senhor. Quando esse irmão veio conversar comigo, eu sinceramente não tive palavras, por que sabia que qualquer coisa que eu dissesse o feriria e seria facilmente reprovada por ele. O que dizer numa situação como esta? É claro que isso é apenas a ponta do iceberg para o que alguns estão enfrentando hoje, mas o que dizer para alguém que está há anos enfrentando uma doença, o desemprego, a ruína da família, o desprezo e outras coisas terríveis de suportar?

Sinceramente, minhas palavras nesse assunto são fracas para expressar o que penso a respeito de Deus e as provações. Minhas experiências são de pouca valia diante de tantas provas que tenho visto os seus santos enfrentarem.

Tive uma infância sofrida por que quando nasci, meu pai havia saído de casa, voltou quando eu tinha cinco anos de idade, moramos dois anos com a presença de um pai, depois disso ele saiu de vez, e nossa relação se reduziu a alguns encontros anuais, até finalmente nos vermos raramente quando ele vem à cidade. Meus irmãos sentem desprezo por ele, mas eu me esforço para vê-lo sempre.

Aos sete anos, fui acometido de um mal, passei a ter convulsões, ataques epilépticos. Tive de abandonar os estudos em 1997 porque os médicos acreditavam que o ambiente escolar poderia criar outros traumas. Alguns colegas se afastaram por ver-me naquela situação. Os remédios que tomava começaram a atingir minha mente e tudo o que eu estudava pela manhã, esquecia à tarde. Nunca tive uma namorada quando era jovem, pois ninguém achava legal namorar com um "doido". Sofri com isso até os dezessete anos de idade.

Perdi as contas das vezes que fui levado para casa depois ter sido achado na rua, dentro de ônibus e da Igreja. Minha mãe fez muitas campanhas para que eu fosse curado, até o dia em que eu mesmo fiz uma aliança com Deus. Minhas palavras foram muit simples, mas creio que era isso que Deus queria ouvir. "Se o Senhor me curar desta doença, eu me aplicarei ao estudo da tua Palavra e te servirei por toda a minha na exposição das Escrituras". Deste dia pra cá, nunca mais fui acometido de nenhum dos sintomas que me perseguiam. Parei de tomar os remédios, joguei fora as caixas cheias de eletroencefalograma. O Senhor Jesus operou o milagre em mim.

A mente que antigamente era esquecida, agora desfruta de um "HD" bem caprichado. Graças ao meu Bom Deus. Aos 22 anos, conheci o amor da minha vida, Ana Sara, com quem namorei quatro anos, enfrentando muitas dificuldades, pois estava desempregado e a família não via com bons olhos o nosso namoro. Dia 26 de Abril de 2008, contraí nupcias. Hoje sou um homem casado e tenho visto a cada dia a poderosa mão Deus ao meu lado, orientando-me e fazendo-me conhecer mais de sua vontade e amor.

Minha palavra aos que enfrentam adversidades mil? A mesma de Jesus aos irmãos que receberam a carta aos Hebreus: "Isso também vai passar. Ele já passou por isso". Nenhuma provação é para sempre.

continua...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Convite de Jesus

A maioria das pessoas só pensa em receber algo material. Dias atrás vi uma charge na internet que reflete que tipo de coisas as pessoas pedem a Deus. Três filas para as pessoas escolherem qual o tipo de oração que gostariam de receber. A primeira fila era composta por pessoas que queriam simplesmente que alguém intercedesse por elas. Apenas uma simples oração acalmaria seu coração. No meio da grande multidão, apenas uma minoria, minoria mesmo, encarava a oração do pastor intercessor. A segunda fila era destinada àqueles que queriam receber bênçãos espirituais. O número dessa era somente um pouco a mais que a primeira. Já a terceira fila era para aqueles que queriam receber bênçãos materiais. A multidão que compunha essa era incalculável, perdia-se entre os quarteirões da cidade. Mas será que é certo pedir a Deus somente aquilo que é palpável? Será que os miseráveis precisam apenas de dinheiro? Acredito que os feitos do Senhor Jesus vão muito além dessa visão terrena.

“As coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9). Nossos pensamentos acerca das benesses do Senhor estão limitados as nossas necessidades de primeiro grau. Oramos pelo pão diário na mesa e nos esquecemos do alimento espiritual que deve ser diário também (Sl 1.2). Clamamos para que nos livre das tentações e esquecemos de que Ele é poderoso para socorrer os que são tentados (Hb 2.18). Queremos alcançar o sucesso profissional e esquecemos que o mais importante de viver aqui na Terra é a promoção do Reino (Mt 6.33). As bênçãos de Deus para alguns resumem ao que é visível. Mas isso pode mudar.

“Vinde a mim”, ele diz, “todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Tenho um grande apreço por esse convite por que ele desfaz o nó complicado que alguns têm feito para servir a Jesus.

Em primeiro lugar, você tem um grande convite: “Vinde”. Para conhecer os planos de Deus e receber suas bênçãos é necessário dizer “sim” a este convite. Horizontes se abrirão, as escamas que encobrem a visão do homem sem Deus cairão.

Segundo, você tem um grande alvo: “a mim”. Todos os recursos que precisamos nesta vida para sermos felizes e prósperos estão em Jesus. Sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15.5).

Terceiro, você tem uma grande oportunidade: “cansados e oprimidos”. Qual foi a última vez que alguém lhe prometeu trazer solução pra sua vida? Duvido que alguém lhe tenha feito proposta melhor que essa. Como dizia um idoso de nossa Igreja: “Ele afofa a cama dos cansados!”

Quarto, você tem uma grande promessa: “eu vos aliviarei”. O que hoje faria você se sentir melhor? O que faria cair o peso de seus ombros e finalmente fazê-lo sorrir? Amor? Paz? Perdão? Eu garanto a você que seja qual for a sua necessidade, Jesus tem!

Quinto e último, você tem uma grande certeza: “achareis descanso”. Isso não é propaganda enganosa. Não precisa se esforçar para ler as letrinhas pequenas no rodapé da página por que isso não é comercial de tv. Ele lhe promete descanso. Descanso da vergonha, da vida de pecado, a imoralidade, dos sonhos perturbadores, das afrontas do diabo, de tudo aquilo que você jamais imaginou haver solução. Está garantido. Foi isso que a sua morte na cruz nos garantiu: descanso. A alma sedenta encontra a água que sempre procurou, o coração vazio encontra a maior prova de amor que alguém já lhe deu.

O cenário muda quando, distanciados da presença de Deus, graciosamente somos recebidos em casa como se de lá jamais tivéssemos saído (Lc 15.11-24).Esqueça as coisas palpáveis. O que Deus tem pra você está além do que os olhos podem ver. É só experimentar. Ele quer entrar em seu coração e mudar o cenário por completo (Ap 3.20). Só você pode lhe dar essa porta. Não está ouvindo alguém chamar? Corra, aproveita, abra a porta.

Tenha paz, muita paz.

Semana Teológica 2009


Programação da Semana Teológica 2009

Dias: 2, 3, 4 e 5 de Dezembro de 2009

Local: Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central, Ministério de Madureira (Rua Benjamin Constant, nº 2552, bairro São Cristovão, Porto Velho/RO)

Preletores:

  • Pr. Altair Germano (PE)
  • Pr. Ciro Sanches Zibordi (RJ)

Tema:

“Tendências Teológicas do Século 21”

  • Desvios Doutrinários e Teológicos (Pr. Ciro Zibordi)
  • A Supremacia da Bíblia ante a Teologia Moderna (Pr. Ciro Zibordi)
  • Ascensão Pentecostal da Teologia da Prosperidade (Pr. Altair Germano)
  • Ilusões da Teologia Gay e seus Perigos à Família (Pr. Altair Germano)

Horários*:

  • Dia 2 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 3 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 4 – 19:30h Pr. Altair Germano
  • Dia 5 – 8:30h / 19:30h Pr. Altair Germano

Público Alvo:

  • Alunos de escolas teológicas
  • pastores
  • evangelistas
  • líderes
  • obreiros
  • alunos e professores da Escola Bíblica Dominical e
  • interessados em geral

Material oferecido:

  • Apostila e Certificado

Inscrição:

  • R$ 30,00

Informações:

Realização:

  • Faculdade Teológica Assembleia de Deus – FATAD
  • Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho, Minsitério de Madureira

sábado, 3 de outubro de 2009

Em Memória de Mim

Hoje em muitas congregações de Porto Velho será realizado o culto da Ceia do Senhor. Um culto diferente, porque nele nos lembramos do sacrifício vicário de Cristo Jesus na cruz por nossos pecados. Pelo menos é pra ser assim, mas sei se isso nem sempre acontece.

Na maioria dos cultos que participamos a intenção final ou na maior parte do tempo que ficamos dentro das quatro paredes não é assim nos portamos. Vamos à Igreja por vários motivos. Para rever os amigos (amizade é tudo), para o pastor nos ver (não posso dar bandeira), para dizer que somos crentes (o mundo está de olho em nós), para mostrar a roupa nova (os crentes são abençoados) e deixamos o motivo do verdadeiro culto a Deus por último (às vezes até esquecemos que é pra isso que vamos à Igreja).

Quando eu era criança, a semana da ceia tinha um clima de santidade para muitos. Aqueles que estavam ofendidos procuravam os ofensores, dívidas eram pagas, nenhuma mentira, nenhum palavrão (você acredita que tem crente que xinga?), nenhum comportamento que escandalizasse o Evangelho de Cristo. Era a semana da Ceia do Senhor. Valorizávamos mais o ser crente. Pelo menos por uma semana. Depois tudo voltava ao "normal".

Mas o que vejo hoje é pior que no que em tempos passados. Numa aula de escola dominical, um aluno questionou porque a Ceia do Senhor era realizada todo mês. Por que não uma única ceia anual como é de costume entre os judeus? Fiquei a meditar nas coisas terríveis que poderiam acontecer se decidíssemos ceiar uma vez por ano como os judeus. Já imaginou 365 dias menos 7 sem nenhum incômodo da vida profana que alguns "cristãos" levam? Sucumbiríamos e seríamos mais uma denominação entre as milhares que já existem.

O propósito principal da Ceia, segundo Jesus, é lembrar o seu sacrifício. Sacrifício este que, se não fosse a Ceia, sumiria de nossos púlpitos como mensagem ao pecador. Para alguns esse tema é repetitivo demais. Ouvir um membro da Igreja dizer que é "pura apelação" falar do sacrifício de Jesus na cruz.

Depois de três anos e meio pregando o evangelho (os maiores e melhores sermões que pode um dia imaginar ouvir saíram da boca de nosso Salvador), ensinando nas sinagogas e à beira de rios (todas as doutrinas que conhecemos hoje foram por ele sisitematizadas através de seus ensinos e parábolas), alimentando os famintos (uma oração e, à semelhança do maná que caía do céu no deserto, milhares e milhares de famílias eram alimentadas), salvando vidas que caminhavam ao inferno (incontáveis os seus números), curando os enfermos (essa lista não tem fim) e vários outros feitos memoráveis que Jesus fez, o que lhe esperava para o fim de sua história como homem entre os homens era o Calvário, um castigo criado pelos romanos para humilhar os bandidos de sua época.

Foi isso que o mundo fez com aquele que veio para salvar os pecadores. Na última quinta-feira de Jesus antes do seu sacrifício, aconteceu a última ceia com os discípulos. Durante a vida de Jesus, três ceias aconteceram, mas somente a última foi registrada pelos evangelistas, talvez por causa do que aquela última representaria para todos nós.

Aquela noite é inesquecível para todos nós. "... o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim" (1Co 11.23-25).

Cada relato da Ceia vem acompanhado de muitas decepções. Aquela noite seria para sempre lembrada como a "noite em que foi traído". Traído por aqueles que estavam próximos, por aqueles que ajudou, por aqueles que Ele chamou de amigos. Traído. Dificilmente associaríamos essa palavra a alguém do tipo de Jesus. Não se encaixa com Ele. Traído por quê? Mas foi assim que entrou para a história: o Salvador foi traído.

Pão, vinho e muita comida eram os elementos do ritual da páscoa celebrada pelos judeus. Jesus se utilizou apenas do pão e do vinho para falar aos apóstolos sobre o seu sacrifício (pelos menos são os únicos registrados pelos quatro evangelho e epístolas). Na época, um único pão era servido a todos os participantes. O celebrante tomava o pão, rasgava um pedaço para si e o passava de mão em mão até que todos fossem servidos. Quando Jesus "tomou o pão... tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós". Deve ter sido uma profunda revelação para os apóstolos. Quantas páscoa não haviam comido? E quantas ceias não haviam participado? Mas a partir daquele dia, eles veriam o corpo de Jesus sendo rasgado.

O pão é o símbolo de sua carne e o vinho, de seu sangue derramado na cruz. E as últimas horas de Jesus foram de muito sangue derramado. Tendo ido ao Monte Getsêmani para orar, aquele não era o fim esperado para uma vigília. O barulho ouvido foi de centenas de soldados vindo em direção a Jesus liderados pelos principais dos judeus e seguidos pelo traidor Judas que se aproxima e lhe beija a face. Por que o único relato de alguém que beijou a face de Jesus entraria para a história como o beijo do traidor? Milhares de pessoas gostariam de ter beijado a sua linda face, mas não o fizeram. Para identificar a Jesus no meio dos discípulos, Judas o beijou. E o nosso Senhor Jesus foi levado para o pátio do templo e por aquela longa noite foi escarnecido pelos soldados romanos. Bateram em sua cabeça, foi chicoteado, cuspido, zombado, manietado para que de manhã fosse publicamente julgado pelos principais dos judeus e autoridades romanas.

Continua...

LIVRE, MAS LIMITADO

Você é livre, é verdade. Inteiramente livre. Profundamente livre. É livre como nunca foi. Mas ainda que sejamos livres para fazer o que quis...