
Bem que podia ser mais simples! Viver por uma espécie
de intuição divina. Inclinar-se sempre para o que Deus quer. Ao mesmo que seria
uma bênção, seria também, em essência, uma violação. Nós não seríamos nós, nem
Deus seria Deus. A via escolhida por Deus é outra. Ele prefere nos convencer,
nos atrair, mostrando o certo pelo errado. Não fomos "fisgados";
fomos "visgados". Não foi no muque; foi na calmaria. Não foi na queda
de braço; foi esperando. Não foi no grito; foi no
silêncio.
Como um peixe preso pelo anzol, foi dado o quanto de
linha estava disponível. Nem percebemos que essa era a estratégia de nos
convencer que lutar era em vão, que já tendo provado a isca, era inútil tentar
escapar!
Quem escolheria o deserto como sala de aula, uma cova
de leões como professor e uma fornalha de fogo como lição? Quem optaria pelo
silêncio no lugar da direção? Quem lutaria em nome de Deus contra um gigante?
Quem colocaria o pé nas águas na esperança de que elas se abrissem?
Os nossos percursos, por nós mesmos, são mais rápidos
e mais fáceis. Fazemos a rota e pedimos a benção de Deus. Nossos olhos brilham
e queremos aprovação. O coração se apaixona e já oramos: Me dá!
Não! Esse não é o jeito de Deus. Por algumas razões:
1. Tudo o que supomos conhecer, Ele já sabe. Em sua
eternidade, passado, presente e futuro é visto em toda sua extensão.
2. Sua avaliação para definir algo bom não segue os
nossos padrões. Bom, em sua perspectiva, resulta em sua glória. Não atendeu
esse critério, é melhor nem tentar.
3. O que Ele permite, não pode dar certo. Se você
insiste em algo, e parece que Deus resiste em atender, das duas uma: ou Deus
quer que persevere e enquanto isso, Ele anima-o cada vez mais; ou Ele
simplesmente está dizendo: Não é isso que eu quero pra você!
Como diz a letra de uma antiga canção: "Quando o
que eu desejar não for a tua vontade, me livra da minha!" Enquanto não
sabe o que Deus quer pra você, vai se entregando, cada dia mais, até o dia em
que, quando orar, vai falar inspirado pelo seu Espírito, que sonda as
profundezas de Deus (Rm 8.27); nesse tempo, vai ser tiro e queda!
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