sábado, 1 de outubro de 2011

A Harpa Cristã é uma Bêncão

As igrejas evangélicas têm mudado muito suas liturgias nos últimos anos. Essas mudanças são muito boas, porque oferecem uma pequena demonstração da multiforme forma de Deus trabalhar no meio do seu povo. É o apóstolo Paulo quem dá as primeiras orientações quanto o culto ao Senhor: “... falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração...” (Ef 5.19). Os mais tradicionais não abrem mão de um bom culto ao Senhor e toda a sua liturgia deve incluir uma boa música de adoração, onde celebramos nossa filiação, o amor do Senhor, Seu poder e Sua vinda para nos buscar.

Neste mês de outubro, decidimos homenagear no Ano do Centenário, a Harpa Cristã, um dos hinários mais antigos na história do protestantismo moderno. A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembleias de Deus com 640 hinos que são entoados nos cultos congregacionais. A primeira versão conhecida com letra e música data de 1929 com originais manuscritos e copiada em processo mimeográfico. Em 1941, teve sua primeira edição impressa, tendo participado deste trabalho os irmãos Samuel Nyström, Paulo Leivas Macalão, Jahn Sorheim e Nils Katsberg. Em Janeiro de 1999, a CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) publicou a Harpa Cristã Revisada e Ampliada com 640 hinos. E de lá pra cá, ela tem sido o nosso hinário oficial em nossas reuniões, seja nas congregações ou nos lares.

Muitos crentes acostumaram a ter uma harpa à mão quando têm de ir à Igreja, demonstrando a prontidão para o louvor a Deus. Convém salientar que a vida cristã deve ser recheada com canções de adoração ao Verdadeiro Deus, nosso Senhor. Música traz alegria a qualquer ambiente. Experimente participar de um culto sem música. Música é importante.

Jesus nos deu o exemplo. Em várias passagens bíblicas é possível ver a importância que o nosso Mestre dava à música. Depois de uma noite de oração e instrução aos discípulos, Ele reservou tempo para um hino (Mt 26.30). A texto original chama de “hallel”, numa possível referência aos Salmos 136, um salmo que repetidas vezes louvam a bondade do amor de Deus. Que forma maravilhosa de encerrar uma vigília!

O Apóstolo Paulo ensinou a prática do louvor congregacional na Igreja. “Quando vos reunis, um tem salmo...” (1Co 14.26). Cantar com e na Igreja é importante, pois a adoração através leva o povo a abrir o coração para Deus. O louvor não prepara o ambiente para a Palavra, mas quebranta as barreiras que estejam pela frente antes de receber a Palavra pregada.

Muitas vitórias do povo de Deus foram alcançadas através da música. Quem não se lembra da vitória de Israel durante o reinado de Josafá que venceu um exército cantando hinos ao Senhor? Esqueceríamos o cântico de Miriã, de Débora e Baraque, de Ana e Maria? Desprezaríamos o seu poder que fez tremer os alicerces do cárcere onde estavam Paulo e Silas? Vencemos as provações cantando louvores ao Senhor.

Depois de Paulo ensinar os irmãos coríntios sobre os dons espirituais, fechou o assunto dizendo que um culto de adoração a Deus pode levar as pessoas que o assistem a louvar a Deus: “Os segredos do coração serão conhecidos; por isso, ele se prostrará com o rosto em terra e adorará a Deus, dizendo: Deus está realmente entre vocês” (1Co 14.25). Halleluyah!