quinta-feira, 9 de julho de 2015

Não Estou Dando Conta

Eu não estou dando conta!
Não estou dando conta de ouvir um evangelho alternativo. Um evangelho capitalista, que reconhece bênção no âmbito material, que adere à teologia de mamom, que diz que está tudo bem se o corpo se sentir bem.
Não estou dando conta de ir ao culto e perceber que lá tem tudo, menos culto. Esse culto alterado, adulterado, que remove o Trono de Deus, sem se importar com Deus e glorifica a si mesmo; que me faz se sentir um pouquinho parecido com Deus em sua glória, nunca em sua vontade.
Não estou dando conta de ver dia-a-dia uma Igreja afundada e não fundamentada. Cavamos em outro solo que não é Cristo afim de achar um outro Messias que nos fale sempre com brandura, que reconheça os nossos esforços, que nos atenda no primeiro chamado. Essa teologia que transforma Deus num empregadinho e que nos promove a senhores do Senhor e reis do Rei.
Não estou dando conta de ver uma Igreja que aplaude o efêmero e abraça o supérfluo como se isso fosse o novo mover de Deus. Esse avivamento tão pregado e aparentemente tão esperado, é sectarista, fracionário, ignorante, divisor e cego. É sectarista porque parece que só vem sobre os mais iniciados. É fracionário porque divide a vida natural da vida cristã como se Deus só enxergasse o que somos no ambiente do culto. É ignorante porque não busca bases e exclui aquela que deveria ser o pilar de sustentação - a Palavra de Deus. É divisor porque propõe uma linha que separa santos e santos do Santo, onde o servido que é grande e quem serve tem como honra servir, não a Deus, mas aos seus gurus. E é cego porque o deus deles fez-lhe isso - arrancou-lhe o sentido de enxergar, de procurar, de fundamentar, de cavar, de buscar e de comparar.
Não estou dando conta mais de ver tanta idolatria. Fingimos um culto místico que aceita de tudo, inclusive entretenimento que exclui o evangelho. Mas consideramos que isso é bom e que é melhor o culto dissimulado do que culto nenhum.
Não estou dando conta de ver as doutrinas, principalmente a de Cristo que exaltam o nosso Salvador, serem substituídas por sacrifícios tolos, que diminuem a Cruz e a Redenção e que nos valorizam tanto a ponto de criar um Cristo constrangido e reprimido.
Não estou dando conta de ver a Igreja tão mal e achando que está tudo bem. Já não nos preocupamos com a saúde espiritual de ninguém. Queremos a casa cheia e esquecemos que no meio do povo há cegos, coxos, aleijados e miseráveis. Mas um detalhe: cada um desses deficientes acredita estar muito bem, ainda que esteja impossibilitado de ver, ouvir, falar, mover-se e sentir sua invalidez.
Não estou dando conta dessa transformação que nos faz ser credor de Deus, como se Ele nos devesse sempre e muito. Assimilamos muito rápido a ideia de que tudo o que faço na Obra, gera um crédito com Deus. Pobres miseráveis! Tudo o que lhe entregamos, já não veio dEle a nós?
Não estou dando conta desse Evangelho de morte que se alimenta de cadáveres e, à semelhança das funerárias, tem neles o seu lucro. Esquecem-se que, por mais que limpem e perfumem o defunto, nunca conseguirão impedir a decomposição que acontece de dentro pra fora.
Não estou dando conta de ver a confusão que estão fazendo com o genuíno Evangelho, aquele sem fermento e sem mistura alguma. Na visão da Igreja, o valor está em ter. Na visão do Evangelho, o valor está em ser. Trocamos a essência pela superficialidade. Trocamos o intrínseco pelo banal. Trocamos o coração pela aparência.
Não estou dando conta de ir ao culto e nem de longe ser ministrado. O culto, que deveria ser o ápice da minha vida cristã, porque desfruto ao mesmo tempo de paz e comunhão por estar entre os meus irmãos, é caracterizado por shows independentes. O flash das máquinas e a preocupação excedente de ter algo para mostrar para o mundo nas redes sociais, arrancam de nós a expectativa do culto, a glória do culto, a admiração do culto. Lá dentro, a porfia impera no mesmo ritmo de uma corrida de Fórmula 1, onde o melhor ultrapassa a todos sem se importar se este vai se chocar contra uma parede de concreto.
Não estou dando conta de viver numa comunidade que não vive em unanimidade. Não reconhecemos, mas estamos nos tornando mais perverso a cada dia. A capacidade de abandono, indiferença e desamor da Igreja é uma coisa absurda. Somos soldados com armas em direção de nós mesmos.
Não estou dando conta de ver a desigualdade social imperando entre nós que deveríamos pregar e viver o que nos é comum. Não identificamos o pastor ou dirigente pela fala ou serviço e sim pela indumentária, geralmente com uma etiqueta famosa e cara. Fizemos do púlpito uma vitrine onde quem está em baixo sonhar em chegar lá, quando, segundo o nosso Mestre, os aspirantes à grandeza deveriam ser servos de todos. Lamentável!
Não estou dando conta dos sermões direcionais que sempre visam atender necessidades do aqui e agora, que tenta despertar em quem ouve um maior contribuinte, alguém que dê tudo o que tem pela Igreja e não por Cristo. Que aliás, desprezam o trabalho de missionários que estão morrendo e de famílias inteiras que estão no corredor da morte.
Não estou dando conta desse evangelho que ao invés de nos fazer casa, faz-nos cavalos e assim voltamos à escravidão tendo um demônio sobre nós e não um Senhor. O Evangelho que promete o alívio, é substituído pela Teologia dos Fariseus que impõe uma carga que nem eles conseguem carregar.
Não estou dando conta de ver que os milagres modernos são parecidos com o que alegam os espíritas, transformando os homens em curandeiros, parecidos com macumbeiros. Abrir um corpo para evidenciar um milagre não tem base bíblica. A pobreza é tão grande que precisam fazer truques para realizarem um falso milagre. Alguns chegam a dizer que o próprio Senhor disse que faríamos obras maiores do que Ele, mas não disse que faríamos algo que Ele não fez. O registro bíblico deixa uma barreira intransponível, não de impedimento, mas de modelo para os milagres que continuam ainda hoje.
Não estou dando conta de ver os nossos líderes perderem a prioridade do Reino. Vejo muitos deles se alimentando, não do reconhecimento da ovelha, mas daquilo que deveria permanecer nela, até mesmo porque se tirar, pode impedir a vida dela. Mas a lã já não satisfaz; querem mais. E isso as oprime, adoece e mata.
Não estou dando conta de ver que os líderes estão mais doentes do que aquelas a quem oferecem saúde. São semelhantes a cegos que guiam outros cegos. Essa cegueira precipita-los-á para cada vez mais fundo. O resultado será uma vida asfixiada, mergulhada em trevas e morta. Não uma morte atestada clinicamente, mas uma morte impressa pelo Diabo, que mata sem tirar a existência. Uma vida cansada mas extremamente ativa, requisitada e aplaudida, que confunde o zumbi, que a despeito de estar morto, anda como se estivesse no piloto automático, cumprindo apenas instintos primitivos, nesse caso, instintos egoístas.
Não estou dando conta de ver a Bíblia ser diminuída, ofendida e pessimamente interpretada por alguém que alega ter recebido uma nova revelação. Que a partir disso ditam modelos de vida cristã, ignorando princípios básicos de amor e compaixão. Crêem eles, não na Bíblia, mas na sua visão personalista, que, imitando, finge ser deus, confundindo as mentes dos menos instruídos.
Não estou dando conta de ver que o sério trabalho pastoral é desconstruído por qualquer um aparentemente mais espiritual. Qualquer um que mostre a fórmula da vitória ou que exponha um jeito vendável de obter o favor de Deus, diminui aquilo que foi edificado por anos, levando a Igreja a desconfiar da verdade do pastor local.
Como não estou dando conta, eu quero prestar contas. Quero manter em mim a convicção de que não fiz tudo, mas que me gastei pra apresentar o maior número de serviço para o Reino. Quero que o Reino continue sendo minha prioridade, minha razão de ser cristão. Quero ser preparado pela Igreja para servir ao mundo e não disputar um lugar dentro dela mesma. Quero viver na expectativa de que, a qualquer momento, a oração modelo de Jesus, pode tornar-se realidade: "Venha o teu Reino". Nada mais importa!

A Hipocrisia Reina

Estava junto com uma multidão numa escola para obreiros que aconteceu no interior do estado em 2004. Muita coisa boa foi ministrada. Foram plenárias fantásticas. Só gente de peso falava ao público: Elienai Cabral, Jonas Batinga, Messias Barbosa, Alcindo Pimentel, David Nascimento e Alcindo Toledo.
As aulas foram super proveitosas, mas a ousadia do Pr. Alcindo Toledo, diretor da FAETEL me encantou. Ele ministrava sobre os altos e baixos da vida do obreiro até que chegou no tema "caráter" e disse que parte do ministério frustrado do obreiro era resultado de de mau-caráter e hipocrisia. Foi então que ele perguntou se alguém da platéia conhecia alguma pessoa hipócrita. Houve um burburinho no povo, considerando lógica a colocação do preletor. Essa foi a isca para o seu próximo passo. Em seguida fez a pergunta crucial: "você acha que aqui entre nós há alguém hipócrita?" Veio outro burburinho. Terceira abordagem daria provas do que falava: "Você poderia apontar algum hipócrita aqui agora?" Aí os rostos ficaram corados de tanta vergonha.
Em tese, todos ali conhecia gente hipócrita, mas na prática todos eram hipócritas a ponto de evitar o confronto.
Quantas vezes agimos assim. Somos ávidos para apontar, mas temos o dedo podre. E alguns casos, não só o dedo, mas os olhos, a boca, as mãos, os pés e todo o mais está estragado, deteriorando, e a próxima vítima da podridão será a alma.
O que vamos fazer: trataremos em definitivo ou vamos continuar usando paliativos?
Pense nisso!

18 Dicas para Ajudar Sua Igreja a Cantar Melhor

Jonathan Leeman

Passe algum tempo com membros de uma igreja da tribo Khosa, na África do Sul, e você logo perceberá quão lindamente eles cantam. Sem instrumentos. Sem microfones. Um indivíduo lidera, os demais o acompanham. Muitas palmas. E como eles unem suas vozes em um vigoroso louvor!
Este artigo não foi escrito para eles. Foi escrito para uma igreja ocidental tradicional. Ocidentais estão acostumados a música de qualidade profissional e orientada para o espetáculo. E, para o bem ou para o mal, isso afeta o que nós cristãos esperamos, em termos musicais, quando nos reunimos como igreja. A menos que uma igreja deliberadamente se mova numa direção alternativa, nós esperamos que a música no culto apresente a mesma qualidade e desempenho que ouvimos no rádio do carro ou por meio dos fones de ouvido de nossos tocadores de mp3. Qualquer coisa inferior a isso pode soar desajeitado, descuidado, ou até embaraçoso.
Além disso, há poucos lugares na cultura ocidental contemporânea onde as pessoas aprendem a cantar juntas. Talvez em um evento de Natal? Ou em um jogo de futebol?
Líderes de igreja subestimam quão deliberadamente eles precisam mover-se contra essas tendências culturais para fazer as suas igrejas cantarem; para ensiná-las que as vozes destreinadas, porém unidas da congregação fazem um som muito melhor do que o Sexteto do Programa do Jô; para ensiná-las que cantar alto na frente de outras pessoas não é embaraçoso; para ensiná-las que não necessariamente todas as nossas emoções devem ser individualmente espontâneas para serem apropriadas, mas que há lugar para sermos guiados e conformarmos nossas emoções individuais à atividade do grupo.
Se os líderes de igreja desejam congregações que de fato irão “falar entre si com salmos, [...] hinos e cânticos espirituais” (Efésios 5.19), eles terão que trabalhar para isso. Eles terão que tentar coisas que poderão parecer estranhas ou artificiais para pessoas que estejam acostumadas a sentar calmamente e assistir à apresentação no palco. Aqui estão algumas dicas, muitas das quais, sem dúvida, enquadram-se no âmbito da prudência.
1. Ensinem à congregação a importância de adorar a Deus por meio do canto.
Assim como os cristãos devem ser ensinados acerca da importância da oração e de outras disciplinas espirituais, eles também precisam aprender a partir da Escritura como Deus intenta que eles cantem. Quando a Palavra de Deus habita ricamente em nós, cantar é o resultado natural (ver Colossenses 3.16). Se Deus se alegra em nós com cânticos jubilosos (Sofonias 3.17), nós, que refletimos o nosso Criador, deveríamos responder-lhe cantando.
2. Encorajem o cantar com reflexão e propósito, por meio de orações particulares e publicas.
Quão fácil é honrar a Deus com nossos lábios, enquanto nossos corações estão distantes dele (Isaías 29.13; Mateus 15.8)! Então orem em particular e em público contra o cantar irrefletido e hipócrita.
3. Certifiquem-se de que a congregação sabe por que está cantando a música escolhida.
Se for uma oração, lembre-a brevemente disso. Se for uma canção de dedicação, mencione isso. Se ela reflete a mensagem pregada da Palavra de Deus, deixe isso claro. Cânticos escolhidos apenas por serem os cânticos preferidos de quem os escolhe, em geral, não são bem cantados. Embora congregações sejam geralmente submissas o suficiente para cantar qualquer cântico que seja sugerido, elas cantarão com mais entusiasmo se souberem por que estão cantando aquela canção em particular. Ajudem-nas a terem o cuidado de cantar “em espírito e em verdade”.
4. Escolham cantos “congregacionais” em vez de cantos “performáticos”.
Aqui vai um princípio geral (não absoluto): quanto mais um cântico depender de acompanhamento musical e não puder ser cantado por duas crianças no carro, no caminho para casa, mais performática e menos congregacional ela provavelmente é. Cânticos congregacionais tendem a ter melodias fáceis de cantar e memorizar. Apenas porque um artista cristão criou algo belo, não significa que seja apropriado para a congregação. A melodia pode não ser muito melódica. Pode ser aguda demais, grave demais ou com uma extensão ampla demais. Pode ser ritmada demais, talvez sincopada de um modo que dificulte o canto para cantores não treinados. Pode ser complexa demais, com suas pontes, refrãos ou mudanças de tom. Tal canção pode soar linda com o acompanhamento na gravação. Talvez o grupo de louvor possa executá-la perfeitamente. Porém, quanto mais uma congregação precisar dos músicos à frente para terminar um cântico, mais você pode esperar que eles apenas balbuciem as palavras enquanto assistem à banda fazer sua aparição.
5. Por favor, oh, por favor, acendam as luzes.
Deixar as luzes da plataforma acesas e, ao mesmo tempo, reduzir as luzes entre o povo transforma o povo em uma “audiência” e todos os que estão sobre a plataforma, em artistas. Isso faz com que todo o evento se torne uma imitação de um teatro ou casa de shows. Manter todo o salão acesso, por outro lado, sugere que todos são chamados a participar na “apresentação” que é feita perante a “audiência” de um só – Deus.
6. Por favor, oh, por favor, diminuam o acompanhamento musical.
Vocês não querem que suas guitarras, seu órgão, sua bateria ou os microfones do seu coral abafem o som da congregação cantando. Nós poderíamos até mesmo dizer que o som mais alto no salão deveria ser o da congregação. Os cantores regentes podem cantar alto o primeiro verso da canção, mas então recuar um pouco nos versos seguintes. O bom acompanhamento acompanha. Facilita. Encoraja. Não chama a atenção nem se sobrepõe. Se um pequeno grupo ou coral está liderando, eles deveriam ser um microcosmo auricular da congregação. Que o volume deles seja natural e sem muita amplificação. Se eles prepararam o hino no ensaio, eles irão “liderar” com o seu som.
7. Considerem os perigos dos ensaios performáticos, da música “com excelência”, e do instrumental excessivo.
Há um lugar para ensaios musicais. Mas por que vocês estão ensaiando? Com que fim? Ensaios musicais, com frequência, envolvem a inserção de elementos criativos que funcionam em apresentações, mas não no canto congregacional. Músicos e cantores deveriam usar todo o seu tempo de ensaio para perguntar a si mesmos como facilitar ao máximo o canto congregacional, não como impressionar. A ênfase costumeira em “excelência” e “qualidade” pode, ironicamente, distrair os músicos de buscarem servir a congregação, porque “excelência” é irrefletidamente definida em termos de boa apresentação. Que grande diferença faria almejar facilitar com excelência, e não apresentar-se com excelência. Pela mesma razão, um instrumental elaborado pode, às vezes, esmagar o canto congregacional. Um instrumental simples e acústico tende a favorecer o canto.
8. Busquem um equilíbrio entre canções novas e antigas.
Por um lado, as pessoas cantam bem quando cantam uma canção antiga e querida. Por outro lado, cânticos antigos podem ficar desgastadas, o que pode levar a um cantar sem reflexão. Por um lado, cânticos que sejam novos para uma congregação (sejam eles composições recentes ou não) são mais difíceis de cantar. Por outro lado, o repertório musical de uma congregação deveria crescer à medida que a congregação cresce em maturidade e profundidade. Congregações, como pessoas, passam por diferentes fases, e novos cânticos as ajudam a crescer em meio a essas fases. Tudo isso significa que ajudar as pessoas a cantar bem envolve tanto cânticos novos quanto antigos, e envolve encontrar o equilíbrio para a sua própria igreja. Nunca se recuse a aprender novos cânticos sejam eles composições recentes ou cânticos antigos que sejam novos para você. E ensine essas canções mais de uma vez.
9. Utilizem cânticos que representem uma ampla variedade de experiências e emoções humana.
Se toda a música de uma igreja for exultante e alegre, grande parte do canto da sua igreja será inautêntica e afetada. Quão verdadeira para com a vida é a letra de “Eu ouço as palavras de amor” [N.T.: no original, “I hear the words of love", de Horatius Bonar, em livre tradução]: “Meu amor é tantas vezes pequeno, / Ao sabor das marés minha alegria dança, / Mas a paz com Ele permanece igual, / Meu Salvador não conhece mudança”. Ou a sincera admissão de “Vem, ó Fonte de toda bênção” [N.T.: no original, “Come Thou fount of every blessing”, de Robert Robinson, em livre tradução]: “Inclinado a desviar-me, Senhor, me sinto, / Inclinado a abandonar o Deus que amo”. A hinódia de uma igreja, assim como o Saltério, deve ter palavras para cristãos alegres, cristãos tristes, cristãos em tentações, e todos os demais cristãos nesse espectro. Por isso, uma congregação é servida ao ter um repertório de 300 cânticos, em vez de 30. A vida é complexa e diversa. Assim deveria ser também a nossa adoração.
10. Variem o modo como o cântico é cantado.
Assim como um pregador pode falar as mesmas palavras em um tom diferente, entre um domingo e o próximo, ajustando-o ao ânimo do dia ou ao contexto do sermão em que as palavras são faladas, assim também um cântico pode ser conduzido de diferentes maneiras em ocasiões diferentes. A dinâmica do acompanhamento pode variar. Talvez o volume aumente; talvez ele diminua. Talvez a terceira estrofe seja cantada calmamente, talvez, vigorosamente. Talvez haja uma mudança de tom, talvez não. Talvez a capella, talvez não. Certamente, o texto de uma canção deve moldar o ânimo do acompanhamento, mas este também pode ser influenciado pelo ânimo da vida da igreja, ou pelo momento em que ela ocorre no culto da igreja.
11. Onde for possível, arrumem as cadeiras ou bancos de modo que uns estejam de frente para outros, e não apenas para o palco.
Cantar é um esforço de “equipe”, e geralmente a única parte do culto que é uma expressão visível de comunhão. Esse é um modo de lembrar o fato de que Paulo nos ordena a “falar um ao outro com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Efésios 5.19). Não há nada errado em fechar os olhos ao cantar, é bom deixar claro, mas na imagem pintada por Paulo parece que as pessoas estão olhando umas para as outras! Igreja não é lugar para uma super devocional individual.
12. Considerem a acústica do salão.
Uma acústica ruim atrapalha o canto congregacional provavelmente mais do que vocês imaginam. O piso é todo de carpete? Limitem o carpete aos corredores. Há forro acústico no teto? Removam-no e substituam por um reboco sólido. Cortinas pesadas? Tirem-nas. Bancos totalmente acolchoados? Há a possibilidade de remover todo o estofado, exceto dos assentos? Se o seu local de culto é incomum de algum modo e for necessário ajuda, talvez seja apropriado consultar um especialista em acústica arquitetônica para saber o que pode ser feito para melhorar o tempo de reverberação e limitar ecos desagradáveis.
Advertência: especialistas em acústica sempre irão presumir que você deseja “melhorar a acústica” em termos daquilo que é projetado da plataforma. Muitos desejam um auditório com “acústica morta” na audiência, de modo que tosses e barulhos estranhos não sejam ouvidos durante um concerto. Mas você deve informar-lhes que deseja aprimorar o canto congregacional. O culto não é um show, e a congregação não é uma audiência. Deixe-a ser ouvida por meio de uma acústica viva. Por que as pessoas gostam de cantar no banheiro? Porque a acústica amplifica o som.
13. Talvez, disponham os músicos e cantores na lateral por algum tempo.
Cada salão e cada cultura congregacional são diferentes. Dispor os músicos e cantores na lateral pode, em certas circunstâncias, atrapalhar o canto congregacional, porque a congregação necessita de uma liderança mais forte. Mas, se a sua congregação caiu em uma cultura e orientação voltadas para a performance, quando for possível, considerem dispor os líderes de canto na lateral. Havia uma boa razão pela qual algumas igrejas mais antigas dispunham seus corais numa sacada – para que eles pudessem ser ouvidos sem ser vistos. Quanto a presença do líder de canto no palco produz uma cultura de performance, Deus é menos visto e ouvido.
14. Sejam modelos de canto com entusiasmo.
Quer os presbíteros, líderes e diáconos estejam sentados numa plataforma ou na congregação, eles deveriam ser modelos de como cantar com entusiasmo e na altura apropriada. Cantar fora do tom é melhor do que não cantar. O pastor que ainda está revisando o esboço do sermão durante o canto está dizendo, com seu exemplo: “O canto em nosso culto não é tão importante!”. Em uma cultura que, às vezes, iguala a masculinidade ao estoicismo de um personagem de Clint Eastwood, moldar o canto entusiasmado é especialmente importante para a liderança masculina.
15. Imprimam a música, escolham cantos com boas partes, e procurem outros meios de promover o conhecimento musical.
Conhecimento musical não é mais o que costumava ser, graças ao declínio da educação musical nas escolas. Mas, ainda que dez por cento da igreja cantasse as partes, o canto de todos os demais seria avigorado. As pessoas falam sobre as vantagens de “olhar para cima” que há ao ler as letras projetadas. Mas então por que todas essas igrejas olhando para as projeções não parecem cantar tão bem quanto uma geração mais velha de igrejas que olhavam para baixo em seus hinários? Talvez seja a hora de as igrejas pensarem em hinários novamente, ou, pelo menos, em começarem a imprimir música em seus boletins. Escolham músicas com boas partes, e certifiquem-se de que algum coral ou líderes de música cantem as partes.
16. Mantenham uma classe de canto.
Seguindo o exemplo de Lowell Mason, compositor de “When I survey the wondrous cross” [Quando olho para a maravilhosa cruz], que criou “escolas de canto” na igreja, Justin Leighty, um membro da igreja Third Avenue Baptist Church, em Louisville, EUA, oferece à sua própria congregação uma aula mensal de canto de hinos. Os participantes são agrupados por suas partes, como um coral, e praticam lições básicas de música: “Isto é uma semínima; isto é uma semibreve. Aqui está a linha do tenor: quando ela desce, vocês descem, quando ela sobe, vocês sobem etc.”.
17. Ocasionalmente, cantem a capella (sem acompanhamento).
Talvez o terceiro verso, talvez o quarto. Ou talvez até uma música inteira, com um piano ou violão dando início à peça e então guiando nas transições. E não desperdicem a sua a capella cantando músicas só com linha melódica; cantem-na quando houver partes que sejam boas e bem conhecidas. O canto a capella ajuda a congregação a ouvir a si mesma e a contar apenas com as suas vozes combinadas para cantar num volume que diga que eles creem naquilo que estão cantando! Diminua um pouco o ritmo e libere a congregação para envolver cada parte de seu corpo, alma e espírito na canção.
18. Lembrem regularmente a congregação de que ela é o principal instrumento no culto corporativo.
Se eles não cantarem com prazer, a adoração musical não ocorrerá. Isso não significa agir como um líder de torcida: “Ok, vamos cantar pra valer... Eu quero ouvir vocês... Eu sei que vocês podem cantar mais alto!”. Esse tipo de liderança deprecia a seriedade da música, e não trata o seu canto como uma genuína expressão espiritual de amor, gratidão e louvor. Em última instancia, o canto congregacional deveria ser tão natural quanto palavras de admiração ditas diante de um pôr-do-sol incomum, ou palavras de lamento ao lado de um amigo que sofre. Ainda assim, é preciso ensinar às congregações que é responsabilidade delas cantar e ensinar uns aos outros por meio do canto. Elas precisam ser ensinadas a se reunirem com a expectativa de cantar.

Coração de Pedra

O coração de pedra também é um terreno, mas não é propício ao crescimento de nenhuma semente que vir a cair sobre ele. A princípio, devido umas pequenas porções de terra, brotará, mas quando for necessário aprofundar as raízes para adquirir firmeza, não vai conseguir. O resultado será sempre uma vida mirrada raquítica, superficial, melindrosa, cristalizada, frágil, fraca, impotente.

Dia do Pastor Trabalhador

Todos os profissionais tem um dia que o homenagea e mais o dia 1° de maio. Mas, a despeito do pastor ter um dia que o homenageia, não posso deixar que escrever algumas experiências que já vi e vivi nesses quase 5 anos que pastoreio.
Constantemente sou interrogado se, além de pastorear, eu ainda trabalho. E sempre explico que, além de servir na Igreja, vendo livros e coordeno um curso teológico. E sempre que respondo assim, vejo uma certa decepção nos olhos e sinto que as pessoas não vêem o trabalho pastoral como "trabalho" de fato.
Sinceramente, não posso falar por todos, mas a cada dia que passa, o trabalho pastoral dá mais trabalho. A Igreja, alvo do trabalho pastoral, acarreta um ritmo de atividades capaz de sugar todas as forças. Mas ninguém vê isso. Muita gente pensa que vivemos no bem-bom e que chova ou faça sol, sempre temos o melhor. Pouca gente sabe que a MAIORIA dos pastores não tem sequer ajuda de custo, nem casa própria ou carro. Não tem plano de saúde, não recolhe INSS, não tem nenhum tipo de regalia, não tiram férias, não tem um momento a sós com a família, não tem privacidade, não tem carteirinha de nenhum clube para um final de semana de lazer.
Considera luxo ter tudo isso? Então ficará admirado quando souber que a MAIORIA dos pastores tem suas noites interrompidas pois tem de mostrar prontidão cada vez que o telefone toca. Tem de ter presentes em cada aniversário, pois se der pra um e outro não receber, já achou uma briga. Tem de ser conselheiro dos mais diversificados assuntos, desde alcoolismo, drogas, violência doméstica, adultério, prostituição, contendas, criação de filhos, etc. Tem de ter sempre uma reserva de dinheiro para socorrer um irmão cada vez que precisar. Tem de ter toda a paciência do mundo para ouvir as pessoas depois do culto, falando de todos os detalhes até altas horas. Tem de ter a Igreja com seus equipamentos funcionando sempre, pois alguém pode falar do pastor se alguma coisa der errado.
Para nós (acredito que falo pela maioria dos pastores), não há maior recompensa do que ver a Igreja edificada, coma sã doutrina entronizada e Cristo ser glorificado em todos os aspectos. Ver um casamento salvo por uma orientação bíblica. Ver as pessoas se renderem a Cristo e recebê-lo como único e suficiente Salvador. Despertar a fidelidade nos irmãos pelo exemplo que ele mesmo é para com Deus e a sua Igreja. Ver uma ovelha chorar após uma longa conversa e perceber a mudança gerada por meio da verdade dos seus lábios. Ver que sua liderança é bem vista por saber que as ovelhas admiram sua seriedade e compromisso com a Obra de Deus.
O pastor da Igreja Batista Betânia, Neil Barreto, esclarece ainda mais essa asfixia: "Homens de Deus esqueceram que eram homens e decidiram viver a vida da Igreja. Eles (a Igreja) não conseguem viver as suas vidas e acham que ele (o pastor) deve viver a vida deles, negando a sua própria. O resultado é um pastor doente que, adoecido, adoece ainda mais suas ovelhas; no final, temos frutos de morte, defuntos gerando defuntos".
Alguns só conseguem ver o trabalho pastoral no horário do culto. E, por incrível que pareça, o culto é a parte mais fácil. Os bastidores não são vistos. Experimente preparar um sermão semanal! O que vem antes da exposição dominical cansa demais: orar, pesquisar, organizar e tentar através da fala ser o mais atrativo possível. E o mais surpreendente: possivelmente alguns pensarão que isso não é nada. Num mundo onde a maioria procura os seus sermões num site e ministra à Igreja como se o tivesse, por esforço próprio, construído.
Na América do Norte, ser pastor é algo nobre. Um grupo seleto tem até mesmo acesso à Presidência. São visto como pessoas respeitáveis e de grande influência. Billy Graham, Rick Warren, Max Lucado, Thomas Trask, Abraão de Almeida, James Montegomery, James Dobson e etc, são alguns nomes honrados. Mas aqui, quem temos?
Lá, um órgão do governo assiste psicologicamente os pastores, porque perceberam que eles estão fracassando mentalmente, tornando-se dependentes de medicamentos e, em casos mais tristes, cometem suicídio. Segundo dados oficias, em meados de novembro e dezembro de 2013, três pastores de megaigrejas na América tiraram suas vidas.
Aqui, segundo a visão de quem é de fora do país, a corrupção grassa entre os chamados " homens de Deus". Um exemplo foi aquele escândalo em que os beneficiados oravam recebendo suas propinas. Lamentavelmente, depois descobriu-se que aqueles eram pastores.
Mesmo com essa péssima fama, há ministros de Deus realmente comprometidos, que cooperam com Deus em sua Obra por amor. Sua motivação não está no salário que recebe, mas unicamente por chamado. Os que não têm essa convicção em si, agouram, desconfiam, suspeitam de todos os outros.
Sempre tem um que espera o pior dos pastores. Outro dia, um irmão chegou contando que alguém havia suposto que todos os pastores eram ladrões. Ao ouvir o caso, eu perguntei: "você me considera um ladrão?" Sabe o que ele respondeu? "Ainda não!" Foi a declaração mais difícil que eu ouvi esse ano. "Ainda" significa "até este exato momento"; "até agora"; "até então"; "que tende a chegar num tempo futuro"; "num certo dia"; "algum dia indeterminado". Mais uma vez vou escrever: sempre tem alguém esperando o pior dos pastores.
Pra falar a verdade, há muitas controvérsias envolvendo o pastor:
- Se o pastor é dinâmico, ele é ativista. Se for calmo, não tem visão ou é preguiçoso.
- Se o pastor é exigente, ele é intolerante e ditador. Se não exige, ele é displicente e negligente com o ministério.
- Se o pastor visita, é porque gosta de incomodar o sossego dos outros. Se não visita, é irresponsável e descuidado com as ovelhas.
- Se o pastor se veste bem, ele é vaidoso, extravagante ou janota. Veste-se mal, ele é relaxado e tem mau gosto.
- Se o pastor anda sorrindo, ele é irreverente e gaiato. Se não solta um sorriso, é porque anda estressado.
- Se o pastor fica com os jovens, é imaturo e não se coloca no seu lugar. Se com os adultos, é antiquado, ultrapassado e cafona. Se ficar com as crianças, é infantil e precisa amadurecer.
- Se o pastor procura atualizar-se, ele é mundano e tem mentalidade secular. Se não se atualiza, é mente fechada e não quer se reciclar.
- Se o pastor cuida da família, é descuidado com a igreja. Se cuidar da igreja, é descuidado com a família.
- Se o pastor prega muito tempo, é prolixo, cansativo, metido a intelectual. Se pregar pouco, é que não tem mensagem, nem da internet.
- Se o pastor procura agradar a todos, é sem personalidade e interesseiro. Se for positivo e procura corrigir e disciplinar o rebanho, é porque é parcial e só disciplina os fracos.
- Se o pastor realiza programas novos, é que só quer viver de promoções e ôba-ôba! Se não realiza, é que não tem idéias novas.
- Se o pastor é alegre, é sem linha e deveria ter mais compostura. Se chorar no púlpito, é chorão, sensível demais e não tem domínio próprio.
- Se o pastor organiza trabalhos e campanhas, é explorador do rebanho. Se não organiza, é que não dá trabalho ao rebanho e não tem criatividade.
- Se o pastor fala alto, é que não tem argumentos para convencer. Se falar baixo, é um coitado, tímido, e nem voz tem.
- Se o pastor prega nas ruas, é porque barateia o evangelho. Se só fica na igreja, está acomodado nas quatro paredes do templo.
- Se o pastor faz amizades no rebanho, é que tem panelinha e faz acepção de pessoas.
- Se o pastor ora muito, é porque não tem o que fazer ou está querendo aparecer. Se orar pouco, é um pastor relaxado, irresponsável, preguiçoso e carnal.
- Se o culto termina cedo, ele é frio e não deixa o Espírito operar na Igreja. Se o culto excede o horário, é irresponsável e impontual.
- Se o pastor fala em outras línguas em público, deveria evitar e atentar para a decência e para a ordem do culto. Se não fala, deixou de ser renovado ou perdeu o dom.
- Se o sermão pastoral tem dez pontos, é chato e cansativo. Se o sermão tem apenas dois pontos, ele não tem conhecimento bíblico.
- Se ao pregar trata de necessidades da congregação, está expondo as pessoas.
- Se o pastor falta a algum culto, é porque está pensando em deixar a igreja. Se nunca falta a qualquer culto, vai terminar um dia no psiquiatra.
- Se o pastor prospera financeiramente, deve estar roubando da Igreja. Se não prospera, está em pecado ou tem pouca fé.

Se o que o pastor faz não pode ser considerado trabalho, o que é então? Uma simples conversa com uma mulher de pastor ficará explícito o que desgaste que eles têm sofrido. Eles ficam velhos mais cedo, tem problemas de saúde ligado à estresse e hipertensão, desenvolvem gastrite e uma boa parte já é dependente de remédios.
Homens que deveriam ser honrados pelo seu trabalho, são ridicularizados. Constantemente alguém me pergunta sobre a minha profissão. Ao responder que sou ministro do Evangelho, eles inquirem: como assim? E geralmente explicar esse "como assim" é terrível porque também vou te explicar que não tenho nada a ver com os escândalos, terei de convencer que sou um pastor sério e comprometido e que minha alegria não é porque sou subsidiado, mas porque fui escolhido para tão nobre trabalho. Me alegro porque num mundo que está perdendo seus referenciais, eu tento a todo custo, discipular, ensinar e consolidar pessoas de todas as classes sociais e de diferentes níveis culturais no Reino de Deus. Isso dá trabalho!
Outro dia recebi um irmão enquanto trabalhava numa construção anexa à Igreja que pastoreio. Mostrei-lhe tudo. Quando chegou a hora de mostrar o gabinete pastoral, ele me perguntou sobre uma janela que permitia a visualização interna. Eu respondi que era uma necessidade, uma tentativa de suprimir a desconfiança, principalmente quanto atendesse uma irmã ou uma jovem. Sabe o que ele me disse? "Engraçado, eu atendi em consultórios durante anos, nunca vi a necessidade de ter uma janela que permitisse alguém de fora me ver lá dentro. Nem médico, nem advogado nenhum profissional tem essa necessidade, mas a Igreja, que deveria ser o lugar onde confiamos uns nos outros, carece desses artifícios". Isso não descreve trabalho?
Que Deus abençoe a todos os pastores trabalhadores e que comece por aqueles que ministram sobre mim.

Não quero!

Não quero número, quero valor.
Não quero riqueza, quero tesouro.
Não quero multidão, quero amigos.
Não quero pódio, quero reconhecimento.
Não quero holofote, quero luz.
Não quero desculpas, quero perdão.
Não quero a barriga cheia, quero ser alimentado.
Não quero sucesso, quero triunfo.
Não quero ganhos, quero vitória.
Não quero ganhar, quero vencer.
Não quero trocar, quero conquistar.
Não quero perder, quero aprender. 
Não quero correr, quero apreciar.
Não quero viver, quero viver intensamente.

Pastores, parem de pregar!

Parem de pregar sermões onde não há alegria e são pregados por obrigação com o emprego e porque estão sendo pagos pela Igreja.
Parem de pregar sem antes estudar a Bíblia para aplicar em suas próprias vidas.
Parem de pregar sem antes dedicar dez a quinze horas de oração e mergulho no texto bíblico sobre o qual falarão.
Parem de pregar sermões prontos do seu bispo ou apóstolo, sem coração , paixão ou emoção.
Parem de pregar sermões copiados da internet, sem vida e sem experiência pessoal.
Parem de pregar suas ideias pessoais, justificadas com alguns versiculos bíblicos.
Parem de pregar regras para as pessoas viverem, que vocês nunca viveram.
Perseguem a Palavra, poderosa, penetrante, transformadora e verdadeira.

Algumas considerações sobre sentar-se ao fundo na Igreja.

Depois de muito pensar, resolvi postar algo, considerando alguns anos como membro de uma Igreja.
Em primeiro lugar, escolher onde sentar-se na Igreja é um ato de liberdade. É bom estar num lugar onde você pode escolher que lugar sentar. A Igreja é um ambiente de liberdade. Não podemos institucionalizar ou ditar onde as pessoas vão sentar. Escolher é um dom de Deus e negar isso aos homens é um ato imoral.
Em segundo lugar, escolher o lugar onde sentar-se na Igreja diz muito sobre a condição espiritual. Os fariseus sentavam-se à frente por vaidade e soberba. Os miseráveis, por serem considerados indignos, sentavam-se atrás. Quando estamos bem com Deus, consideramos que estar mais a frente faz-nos mais próximos de Deus.
Em terceiro lugar, escolher o lugar onde sentar-se na Igreja denuncia o tamanho da nossa fome espiritual. Preste atenção onde sentam os novos convertido. Em nossa Igreja temos um que aceitou a Cristo na virada do ano passado e escolheu sentar-se nas primeiras fileiras. Sempre que eu ministro, seus olhos ficam "grelados", parecendo absorver palavra por palavra. Quanto mais fome espiritual, mais a frente nos sentamos. Verifique o que acontece quando vem uma celebridade ao um importante evento. Pessoas disputam os primeiros lugares. Quando estamos ansiando mais de Deus, naturalmente nos sentamos mais a frente.
Em quarto lugar, apenas para servir de antítese ao que foi dito antes, escolher sentar-se ao fundo na Igreja pode ser uma fuga, possível frieza e indiferença. 1) Fuga porque geralmente os que não se sentem bem com Deus, escolhem fugir. Fugir de um confronto ou encontro. 2) Frieza porque, quanto mais distantes de Deus, maior probabilidade de sentir-se ruim no ambiente do culto. 3) Indiferença porque já não se importa com o que acontece no culto e ao invés de participar dele, é apenas um expectador, que não assimila, nem emociona, muito menos se abre a mudanças.
Em quinto lugar, escolher o lugar onde sentar-se na Igreja pode ser simplesmente timidez. Durante anos eu fui assim e ainda hoje sinto muita vergonha de levantar-se, andar e outras coisas parecidas. A timidez de estar mais a frente pode ser um motivo para escolher sentar-se ao fundo. Alguns poderão dizer que "timidez não é coisa de Deus", mas exegeticamente falando, a timidez que Deus reprova é referente ao Evangelho, daqueles que envergonham-se do Evangelho e negam-se a pregá-lo de alguma forma.
Em sexto lugar, escolher o lugar onde sentar-se na Igreja, pode denunciar o propósito de ir ao culto. Quem quer prestar atenção, sem perder a sintonia com o que é ministrado do altar, se oração, louvor ou palavra, ficará mais à frente. Quem quer prestar atenção aos detalhes que não envolvem o culto, como roupas sapatos, conversas paralelas, celular, selfies ou simplesmente não participar do culto, geralmente sentam-se atrás.
Em sétimo lugar, sentar-se ao fundo só é bem visto quando não há lugar mais a frente. Quem está com boa expectativa quanto ao culto, quem quer receber algo, quem espera mais do culto e de Deus, senta-se mais à frente.
Em oitavo lugar, escolher sentar-se ao fundo na Igreja, pode ser sinal de pânico a lugares fechados. Os que possuem fobias a lugares fechados preferem sentar-se o mais próximo da saída, no caso da Igreja, mais ao fundo.
Em nono lugar, escolher sentar-se ao fundo da Igreja, pode denunciar falta de aceitação ao pastor e sua administração. A prática de sentar se ao fundo pode servir para observação de quem está ou não no time do pastor. A possibilidade de fazer uma leitura do público ao sentar atrás facilitará na investida a mais insatisfeitos.
Em décimo lugar, escolher sentar-se ao fundo da Igreja pode ser um ato de quem possivelmente quer irritar o pastor. Quase todos os pastores concordam que lhes dá vontade de arrancar pessoas do fundo e pô-los mais a frente.
Em décimo primeiro lugar, escolher sentar-se ao fundo da Igreja pode denunciar medo do ambiente do culto, de santidade e manifestação dos dons espirituais. Ao sentar-se ao fundo fica mais fácil "esconder" do olhar perscrutador dos profetas. Não encará-los de perto facilita a fuga antes que seja "revelado".
Em décimo segundo lugar, escolher sentar-se ao fundo da Igreja inibe os visitantes a estarem bem em um ambiente que não têm familiaridade. Ao chegarem na Igreja e encontrarem os lugares mais próximos da porta ocupados, ficam constrangidos de terem de andar entre os presentes no culto para achar um lugar.
Em décimo terceiro lugar, escolher sentar-se ao fundo da Igreja facilita as saidinhas rápidas no momento do culto. Geralmente ir ao banheiro, beber água e tirar aquela selfie com os recepcionistas acontece mais com quem se senta ao fundo da Igreja.
Em décimo quarto lugar, escolher sentar-se ao fundo na Igreja pode ser sinal de não-aceitação. Mesmo que a igreja acolha bem os seus visitantes e membros, sempre haverá pessoas que se sentem desprezadas e não amadas pela comunidade cristã.
Enfim poderíamos escrever várias outras razões sobre porque as pessoas escolhem sentar-se ao fundo da Igreja e se fizermos uma abordagem mais dura, sem medirmos consequências nem os motivos que elas têm, seria injusto nas minhas razões. Não gosto quando pessoas deixam de sentar-se a frente para sentar-se atrás, mas quem sou eu pra saber o que se passa no coração delas? Como posso fazer uma leitura acertada de cada caso? Já vi gente usar as últimas cadeiras por medo, outras por necessidades intestinais, outras por causa de seus filhos e por aí vai.
Torço para que cada pessoa se sinta o mais confortável possível no ambiente do culto. Que o incômodo seja apenas aquele gerado pela Palavra de Deus. "Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como martelo que esmaga a rocha?" (Jeremias 23.29).

Pensanso um Pouco

Na última semana, um ateu (será mesmo?) prometeu queimar e queimou mesmo a Bíblia em frente a Universidade Federal do Acre (UFAC). O acontecido trouxe muita repercussão e até políticos da bancada evangélica vão abrir inquérito contra o incidente. Vi alguns crentes fervorosos dizerem: "queria ver ele queimar o Alcorão", o que sem dúvida é uma atitude anti-cristã, pois no mundo de hoje, isso resultaria em morte e não é pra isso que estamos seguindo a Jesus.
Acho interessante essa manifestação, mas é o mínimo que se espera de alguém e de um movimento que existe simplesmente para negar a veracidade das Escrituras. É tão patética a ideologia atéia! Como podem lutar tanto para negar a existência de algo que acreditam não existir? Meio louco isso.
Ao primeiro momento, causa revolta porque amamos a Bíblia. Já tive oportunidade de ver um doutor chutar a Bíblia na hora da aula. Vi uma postagem de uma jovem fumando páginas da Bíblia, dizendo que finalmente havia encontrado uma finalidade para ela. Vi, dentro de minha família, um parente limpar o ânus com a Bíblia depois de fazer suas necessidades. Terríveis cenas! Mas deles não podemos esperar nada menos que isso.
O que me preocupa mesmo são os protestos dos que crêem que as Escrituras são de fato Palavra de Deus! Billy Graham disse que "nós somos a Bíblia que o mundo lê", mas será que somos mesmos uma Bíblia? Será que a Palavra de Deus está em nós como está nas Escrituras?
Anos atrás, eu li um documentário sobre os rolos do Mar Morto que foram encontrados nas cavernas das montanhas de Qunram. Deparei-me com uma parte que dizia que os rolos estavam dentro de vasos de barro cheios com cera para conservar os manuscritos. Tempo depois quando disse isso na Igreja, ouvi uma irmã que orava, dizendo: "Senhor, põe a Tua Palavra dentro de mim e lacra com cera para nunca mais se perder".
Como disse o Pr. Francy Cristian Couto: "Não me admiro de ver um ateu queimando a Bíblia. Me preocupa mesmo é ver um crente que não lê a Bíblia". Com a devida consideração ao que o estimado pastor disse, mas também considero preocupante um cristão que não ama a Bíblia que não lê, que não aplica a sua vida, que não a faz de espelho procurando ser o seu reflexo, que não a vive, que não a aceita como Palavra inerrante, infalível e inefável. É muito preocupante!
Quanto à Bíblia, fiquemos tranquilos. O que temos em nossas mãos é somente uma cópia do que está nos céus: "Senhor, tua palavra está firmada para sempre nos céus" (Salmos 119.89).
 Impérios levantam-se, caem e são esquecidos - ela resiste.
 Dinastias se sucedem - ela resiste.
 Reis são coroados e destronados - ela resiste.
 Imperadores decretam seu extermínio - ela resiste
 Desprezada e despedaçada - ela resiste
 Tempestades de ódio rugem ao seu redor - ela resiste.
 Os ateus lançam vitupérios sobre ela - ela resiste.
 Os agnósticos sorriem cinicamente - ela resiste.
 Ímpios profanos escarnecem dela - ela resiste.
 A descrença a rodeia - ela resi
 Críticos eruditos negam a sua inspiração divina - ela resiste.
 Relâmpagos de ira dão contra ela - ela resiste.
 Labaredas se acendem ao seu redor - ela resiste.
 As setas do ódio caem sobre ela - ela resiste.
 O radicalismo grita e se enfurece - ela resiste.
 O nevoeiro dos enganos a encobrem por um tempo - ela resiste.
 A pedra pesada do tempo corrói, mas não a destrói - ela resiste.
 Infiéis preveem o seu abandono - ela resiste.
 O progresso tenta diminuir o seu valor - ela resiste.
 Os devotos da insensatez a condenam - ela resiste.

"Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para lá, mas regam a terra e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me agrada e cumprirá com êxito o propósito da sua missão" (Isaías 55.10,11).

Pra pensar um pouco!

"Não estamos interessados em usar o povo para construir uma grande igreja. Estamos interessados em usar a igreja para construir um grande povo! Isso é decisivo para um planejamento de longo alcance.
O que aprendi sobre pastorear igrejas que crescem:
Aprendi que
1. Deus é bom.
2. O povo é basicamente amável e gentil.
3. Você pode entrar em dificuldades fazendo eu trabalho e obedecendo a Deus.
4. Nem todos são dizimistas!
5. Sou abençoado por ter uma equipe eficiente.
6. Sou abençoado por fazer parte de um excelente ministério.
7. Nem todos são dizimistas!
8. Tivemos um mínimo de dificuldades, desentendimentos e reclamações.
9. É bom ter uma mente voltada para missões.
10. Uma igreja pode ser abençoada até mesmo durante importantes programas de melhoria de capital.
11. Nem todos são dizimistas!
12. Testemunhar crescimento e o discipulado dos convertidos é uma delicia.
13. Não posso fazer tudo sozinho.
14. Nem todos são dizimistas!
15. É melhor tentar e falhar do que nunca tentar.
16. Deus é fiel.
17. Manter-se ocupado não é problema.
18. Minha esposa é muito paciente e longânime.
19. Nem todos são dizimistas!
20. Nem todos gostam de mim.
21. Tenho uma família maravilhosa.
22. Deus me ama.
23. Nem todos são dizimistas!
24. O futuro me empolga".

(Extraído do livro "PASTOR PENTECOSTAL").

Fique Esperto

Numa preleção em novembro de 2013 em nossa Congregação, o Pr.Geremias Couto advertiu sobre os cuidados na interpretação bíblica e citou, para exemplo de sua advertência, um clássico erro de entendimento.
Segundo ele, um afeito a Escatologia Bíblica (a doutrina das últimas coisas) interpretou que o anticristo será Lula e para chegar a essa conclusão, fez um acróstico:
L - Leão
U - Urso
L - Leopardo
A - Animal feroz

É cômico, mas infelizmente muitos têm espaço a partir de interpretações como esta e muitos ouvem e dão crédito por achar que a interpretação mais diferente possivelmente seja a mais correta. Lamentável!
Fique esperto!

Qualquer Semelhança não é Mera Coincidência

Mike Yaconelli conta a parábola de uma estação de salvamento numa pequena costa marítima da Inglaterra, onde freqüentemente havia barcos naufragados.
A estação era apenas uma pequena e velha casa de madeira, com apenas um bote, alguns marinheiros experimentados, que vigiavam dia e noite as águas daquela costa à procura de sobreviventes.
Abnegados, aqueles salva-vidas jamais pensavam em si mesmos quando saíam em missão de salvamento.
Com o passar do tempo, pessoas que haviam sido resgatadas pelos marinheiros da estação, em gratidão, resolveram criar uma associação de apoio ao posto de salvamento. Todos da cidade gostaram da idéia. Com o dinheiro levantado pela associação, eles compraram novos barcos, contrataram novos marujos, e assim a estação de salvamento ficou melhor aparelhada.
Logo alguns sócios disseram: - os barcos são novos, mas a estação é apenas uma casa caindo aos pedaços. Imediatamente um novo projeto foi feito e dali a semanas um amplo e confortável centro de convivência foi edificado no lugar da velha estação. Logo as velhas macas de atendimento foram substituídas por sofás macios, mobília sofisticada, ar refrigerado, música ambiente. O lugar ficou tão agradável, que os antigos guarda-vidas já não se interessavam em salvar pessoas no mar. Então terceirizaram o salvamento.
Certo dia houve um grande naufrágio na região. Os guarda-vidas de plantão foram com seus barcos novos e trouxeram dezenas de pessoas para a estação: elas chegaram encharcadas, doentes, maltrapilhas e simplesmente fizeram do centro de convivência uma grande bagunça. Logo a diretoria da estação se reuniu e resolveu construir um vestiário com duchas para lavar os náufragos antes que eles entrassem na estação.
Na assembléia seguinte, alguns membros da associação sugeriram que o setor de operação de salvamento saísse do centro de convivência para evitar depredações. Criou-se a polêmica: os velhos marinheiros levantaram-se dizendo que salvar vidas era a missão prioritária daquela estação. Houve uma acalorada discussão, mas os velhos marinheiros foram votos vencidos. Decidiu-se que os que quisessem salvar náufragos, que fizessem uma estação em outro lugar.
Então, alguns quilômetros dali uma nova estação de salvamento foi erguida. Com o tempo ela se tornou também um clube como a sua antecessora. Houve discussão e mais uma estação de salvamento foi levantada. E hoje, há dezenas de clubes de marinheiros naquela encosta. Ainda há naufrágios naquela área, mas a maioria dos tripulantes e passageiros morre por falta de barcos de salvamento.
Igrejas são agências do reino especializado e aparelhado para salvar e transformar vidas. Entretanto, facilmente elas podem se transformar em um clube de guarda-vidas.

Conselhos a um irmão desanimado.

Bom dia e que a Paz do Senhor esteja em ti hoje mais do que esteve ontem! Depois de orar, pois toda a direção que precisamos, especialmente para dar um conselho, vem do Senhor, posso lhe falar algumas coisas:
- Sentir-se perdido no ministério, conforme você disse, não é uma angústia só sua. Converso semanalmente com muitas pessoas e várias delas alegam a mesma coisa. Até alguns pastores estão desnorteados e dizem que não sabem mais o que fazer. Há uma crise existencial instalada na Igreja. As pessoas não estão mais enxergando o propósito de Deus para as suas vidas e aí a primeira coisa que acontece é sentir-se perdido mesmo. Não é culpa sua, é culpa da própria Igreja que está saindo dos trilhos pouco a pouco.
- O fato de você morar em frente a Igreja te faz refletir ainda mais, pensar, olhar pra lá e perguntar-se muito. Mais uma vez eu tenho de dizer: nós estamos perdendo o propósito! A Igreja está sem identidade. Os cultos são repetecos, a liturgia está cansada, os pastores doentes e o resultado é a Igreja ficar mais doente ainda. Tempos atrás estive num culto de uma grande Igreja e ela estava com muitos lugares vazios, era uma ceia. Saí dali pensando: o que está acontecendo com essa Igreja? O que eu posso fazer por essa Igreja? Será que posso estender a mão ao pastor? Será que consigo? Tive várias ideias. Conversando com alguns, cheguei a conclusão de que a Igreja está em crise, mas não fique triste. Aconselho-te a congregar mais do que congrega, a orar quando tiver oração e estar mais próximo do que já está.
- Sua falta de estímulo é resultado da distância, não física, mas espiritual. Vários irmãos alegam que se sentem desencorajados a assistirem determinados cultos e concluem, como você, dizendo que a sua casa é mais espiritual do que a casa de Deus. É lamentável, mas é verdade. As picuinhas, as metas que não tem nada a ver com o Reino de Deus, as exigências a que estamos sujeitos tiram de nós a alegria de ir a casa de Deus, mesmo sabendo que lá é um lugar especial!
- Quanto ao apoio que você esperava para ter um espaço e fazer o que fazia no passado, serei mais franco ainda: vai piorar! A filosofia da igreja hoje é manter perto e dar oportunidade aos bajuladores, pessoas que não apontam o dedo e discordam de nada e oferecem algum retorno financeiro. Vivemos um tempo de traição entre os irmãos. O ruim é porque fomos ensinados numa obediência cega e que só podemos fazer alguma coisa se for na Igreja quando a Bíblia diz que "o campo é o mundo". Seu ministério tem tudo pra crescer, mas não o limite dependendo dessas pessoas. O Reino de Deus não pode sofrer por causa de nossas preferências, vontades e suposições. Temos de trabalhar mesmo sem ter apoio algum, além do conselho do Espírito Santo.
- Pare de mendigar oportunidade! Estou sendo muito honesto contigo! Pare! Você tem potencial, histórico, então pare! Isso te faz se sentir rebaixado, humilhado. Deus pode fazer coisas inacreditáveis através de você. Fique alerta! Deus abrirá uma porta e você não pode se contentar em pular janelas! Não há espaços entre os cães para pessoas como você. Você é comprometido, eles são bajuladores. Você faz para Deus, eles fazem para si. Você quer promover mudança, eles já estão com a barriga cheia. Busque a Deus em oração. Se já está orando, ore um pouco mais, congregue mais, fortaleça-se espiritualmente, crie o hábito de buscar a Deus diariamente.
- Não espere nada de ninguém! Não espere nada de pastor, de líder, de amigos, de parentes, de ninguém. Estribe o seu compromisso em Deus. Os mesmos que te rejeitam e não incluem você do meio deles, deve falar mal de você quando não está presente! Triste realidade!
- Você tem duas alternativas a fazer com o que te escrevi: 1) Ler e considerar. 2) Ler e desprezar. Posso estar errado em tudo o que escrevi, mas lhe abri o meu coração para lhe dizer o mesmo que me disseram. Graças a Deus, alguém colocou o dedo na minha cara e disse: "Enquanto você estiver querendo se dar bem em tudo que faz, vai continuar sendo um fracasso e vai fracassar ainda mais como marido, como pai, como homem e como pastor. Vai ser um fracasso. Abra os olhos!" Eu fiquei impactado. Refiz o meu roteiro e passei a não economizar em nada. Cada oportunidade que tenho considero ser sempre a última. Não escolho palavras agradáveis aos meus ouvintes. Tudo o que Deus tem me dado, tenho repartido com a Igreja.
- Eu poderia te escrever mais coisas e chegar sempre a mesma conclusão: não somos mais uma Igreja; somos uma sociedade que disassocia. Somos uma comunidade que excomunga. Estamos matando pessoas.
- Quero encerrar essas linhas com alguns conselhos que tenho aplicado a minha vida:
• Faça tudo exclusivamente para agradar a Deus!
• Tenha em seu coração a firme resolução de ser mais crente e santificado a cada dia!
• Fuja da fama ministerial e apegue-se a piedade!
• Esteja sempre pronto como se fosse ser requisitado e alimente-se do que não permitiram que você entregasse!
• Viva a intensidade do Reino que acontece em sua originalidade dentro de nós.

Ao terminar de ler o que te escrevo, faça a Deus uma oração. Eu também estarei orando por você. Vamos vencer. Creia!
Tenha um maravilhoso dia!