quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Convite de Jesus

A maioria das pessoas só pensa em receber algo material. Dias atrás vi uma charge na internet que reflete que tipo de coisas as pessoas pedem a Deus. Três filas para as pessoas escolherem qual o tipo de oração que gostariam de receber. A primeira fila era composta por pessoas que queriam simplesmente que alguém intercedesse por elas. Apenas uma simples oração acalmaria seu coração. No meio da grande multidão, apenas uma minoria, minoria mesmo, encarava a oração do pastor intercessor. A segunda fila era destinada àqueles que queriam receber bênçãos espirituais. O número dessa era somente um pouco a mais que a primeira. Já a terceira fila era para aqueles que queriam receber bênçãos materiais. A multidão que compunha essa era incalculável, perdia-se entre os quarteirões da cidade. Mas será que é certo pedir a Deus somente aquilo que é palpável? Será que os miseráveis precisam apenas de dinheiro? Acredito que os feitos do Senhor Jesus vão muito além dessa visão terrena.

“As coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9). Nossos pensamentos acerca das benesses do Senhor estão limitados as nossas necessidades de primeiro grau. Oramos pelo pão diário na mesa e nos esquecemos do alimento espiritual que deve ser diário também (Sl 1.2). Clamamos para que nos livre das tentações e esquecemos de que Ele é poderoso para socorrer os que são tentados (Hb 2.18). Queremos alcançar o sucesso profissional e esquecemos que o mais importante de viver aqui na Terra é a promoção do Reino (Mt 6.33). As bênçãos de Deus para alguns resumem ao que é visível. Mas isso pode mudar.

“Vinde a mim”, ele diz, “todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Tenho um grande apreço por esse convite por que ele desfaz o nó complicado que alguns têm feito para servir a Jesus.

Em primeiro lugar, você tem um grande convite: “Vinde”. Para conhecer os planos de Deus e receber suas bênçãos é necessário dizer “sim” a este convite. Horizontes se abrirão, as escamas que encobrem a visão do homem sem Deus cairão.

Segundo, você tem um grande alvo: “a mim”. Todos os recursos que precisamos nesta vida para sermos felizes e prósperos estão em Jesus. Sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15.5).

Terceiro, você tem uma grande oportunidade: “cansados e oprimidos”. Qual foi a última vez que alguém lhe prometeu trazer solução pra sua vida? Duvido que alguém lhe tenha feito proposta melhor que essa. Como dizia um idoso de nossa Igreja: “Ele afofa a cama dos cansados!”

Quarto, você tem uma grande promessa: “eu vos aliviarei”. O que hoje faria você se sentir melhor? O que faria cair o peso de seus ombros e finalmente fazê-lo sorrir? Amor? Paz? Perdão? Eu garanto a você que seja qual for a sua necessidade, Jesus tem!

Quinto e último, você tem uma grande certeza: “achareis descanso”. Isso não é propaganda enganosa. Não precisa se esforçar para ler as letrinhas pequenas no rodapé da página por que isso não é comercial de tv. Ele lhe promete descanso. Descanso da vergonha, da vida de pecado, a imoralidade, dos sonhos perturbadores, das afrontas do diabo, de tudo aquilo que você jamais imaginou haver solução. Está garantido. Foi isso que a sua morte na cruz nos garantiu: descanso. A alma sedenta encontra a água que sempre procurou, o coração vazio encontra a maior prova de amor que alguém já lhe deu.

O cenário muda quando, distanciados da presença de Deus, graciosamente somos recebidos em casa como se de lá jamais tivéssemos saído (Lc 15.11-24).Esqueça as coisas palpáveis. O que Deus tem pra você está além do que os olhos podem ver. É só experimentar. Ele quer entrar em seu coração e mudar o cenário por completo (Ap 3.20). Só você pode lhe dar essa porta. Não está ouvindo alguém chamar? Corra, aproveita, abra a porta.

Tenha paz, muita paz.

Semana Teológica 2009


Programação da Semana Teológica 2009

Dias: 2, 3, 4 e 5 de Dezembro de 2009

Local: Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central, Ministério de Madureira (Rua Benjamin Constant, nº 2552, bairro São Cristovão, Porto Velho/RO)

Preletores:

  • Pr. Altair Germano (PE)
  • Pr. Ciro Sanches Zibordi (RJ)

Tema:

“Tendências Teológicas do Século 21”

  • Desvios Doutrinários e Teológicos (Pr. Ciro Zibordi)
  • A Supremacia da Bíblia ante a Teologia Moderna (Pr. Ciro Zibordi)
  • Ascensão Pentecostal da Teologia da Prosperidade (Pr. Altair Germano)
  • Ilusões da Teologia Gay e seus Perigos à Família (Pr. Altair Germano)

Horários*:

  • Dia 2 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 3 – 19:30h Pr. Ciro Zibordi
  • Dia 4 – 19:30h Pr. Altair Germano
  • Dia 5 – 8:30h / 19:30h Pr. Altair Germano

Público Alvo:

  • Alunos de escolas teológicas
  • pastores
  • evangelistas
  • líderes
  • obreiros
  • alunos e professores da Escola Bíblica Dominical e
  • interessados em geral

Material oferecido:

  • Apostila e Certificado

Inscrição:

  • R$ 30,00

Informações:

Realização:

  • Faculdade Teológica Assembleia de Deus – FATAD
  • Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho, Minsitério de Madureira

sábado, 3 de outubro de 2009

Em Memória de Mim

Hoje em muitas congregações de Porto Velho será realizado o culto da Ceia do Senhor. Um culto diferente, porque nele nos lembramos do sacrifício vicário de Cristo Jesus na cruz por nossos pecados. Pelo menos é pra ser assim, mas sei se isso nem sempre acontece.

Na maioria dos cultos que participamos a intenção final ou na maior parte do tempo que ficamos dentro das quatro paredes não é assim nos portamos. Vamos à Igreja por vários motivos. Para rever os amigos (amizade é tudo), para o pastor nos ver (não posso dar bandeira), para dizer que somos crentes (o mundo está de olho em nós), para mostrar a roupa nova (os crentes são abençoados) e deixamos o motivo do verdadeiro culto a Deus por último (às vezes até esquecemos que é pra isso que vamos à Igreja).

Quando eu era criança, a semana da ceia tinha um clima de santidade para muitos. Aqueles que estavam ofendidos procuravam os ofensores, dívidas eram pagas, nenhuma mentira, nenhum palavrão (você acredita que tem crente que xinga?), nenhum comportamento que escandalizasse o Evangelho de Cristo. Era a semana da Ceia do Senhor. Valorizávamos mais o ser crente. Pelo menos por uma semana. Depois tudo voltava ao "normal".

Mas o que vejo hoje é pior que no que em tempos passados. Numa aula de escola dominical, um aluno questionou porque a Ceia do Senhor era realizada todo mês. Por que não uma única ceia anual como é de costume entre os judeus? Fiquei a meditar nas coisas terríveis que poderiam acontecer se decidíssemos ceiar uma vez por ano como os judeus. Já imaginou 365 dias menos 7 sem nenhum incômodo da vida profana que alguns "cristãos" levam? Sucumbiríamos e seríamos mais uma denominação entre as milhares que já existem.

O propósito principal da Ceia, segundo Jesus, é lembrar o seu sacrifício. Sacrifício este que, se não fosse a Ceia, sumiria de nossos púlpitos como mensagem ao pecador. Para alguns esse tema é repetitivo demais. Ouvir um membro da Igreja dizer que é "pura apelação" falar do sacrifício de Jesus na cruz.

Depois de três anos e meio pregando o evangelho (os maiores e melhores sermões que pode um dia imaginar ouvir saíram da boca de nosso Salvador), ensinando nas sinagogas e à beira de rios (todas as doutrinas que conhecemos hoje foram por ele sisitematizadas através de seus ensinos e parábolas), alimentando os famintos (uma oração e, à semelhança do maná que caía do céu no deserto, milhares e milhares de famílias eram alimentadas), salvando vidas que caminhavam ao inferno (incontáveis os seus números), curando os enfermos (essa lista não tem fim) e vários outros feitos memoráveis que Jesus fez, o que lhe esperava para o fim de sua história como homem entre os homens era o Calvário, um castigo criado pelos romanos para humilhar os bandidos de sua época.

Foi isso que o mundo fez com aquele que veio para salvar os pecadores. Na última quinta-feira de Jesus antes do seu sacrifício, aconteceu a última ceia com os discípulos. Durante a vida de Jesus, três ceias aconteceram, mas somente a última foi registrada pelos evangelistas, talvez por causa do que aquela última representaria para todos nós.

Aquela noite é inesquecível para todos nós. "... o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim" (1Co 11.23-25).

Cada relato da Ceia vem acompanhado de muitas decepções. Aquela noite seria para sempre lembrada como a "noite em que foi traído". Traído por aqueles que estavam próximos, por aqueles que ajudou, por aqueles que Ele chamou de amigos. Traído. Dificilmente associaríamos essa palavra a alguém do tipo de Jesus. Não se encaixa com Ele. Traído por quê? Mas foi assim que entrou para a história: o Salvador foi traído.

Pão, vinho e muita comida eram os elementos do ritual da páscoa celebrada pelos judeus. Jesus se utilizou apenas do pão e do vinho para falar aos apóstolos sobre o seu sacrifício (pelos menos são os únicos registrados pelos quatro evangelho e epístolas). Na época, um único pão era servido a todos os participantes. O celebrante tomava o pão, rasgava um pedaço para si e o passava de mão em mão até que todos fossem servidos. Quando Jesus "tomou o pão... tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós". Deve ter sido uma profunda revelação para os apóstolos. Quantas páscoa não haviam comido? E quantas ceias não haviam participado? Mas a partir daquele dia, eles veriam o corpo de Jesus sendo rasgado.

O pão é o símbolo de sua carne e o vinho, de seu sangue derramado na cruz. E as últimas horas de Jesus foram de muito sangue derramado. Tendo ido ao Monte Getsêmani para orar, aquele não era o fim esperado para uma vigília. O barulho ouvido foi de centenas de soldados vindo em direção a Jesus liderados pelos principais dos judeus e seguidos pelo traidor Judas que se aproxima e lhe beija a face. Por que o único relato de alguém que beijou a face de Jesus entraria para a história como o beijo do traidor? Milhares de pessoas gostariam de ter beijado a sua linda face, mas não o fizeram. Para identificar a Jesus no meio dos discípulos, Judas o beijou. E o nosso Senhor Jesus foi levado para o pátio do templo e por aquela longa noite foi escarnecido pelos soldados romanos. Bateram em sua cabeça, foi chicoteado, cuspido, zombado, manietado para que de manhã fosse publicamente julgado pelos principais dos judeus e autoridades romanas.

Continua...