terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A NOIVA NÃO QUER


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Ouvi um testemunho que não me sai da cabeça. É um relato do Pr. José Rodrigues, presidente da AMDC, uma agência missionária, enquanto esteve como profissional liberal na Somália. Ele disse que ali as meninas são vendidas pelos pais para serem prostitutas desde muito novas ao preço de 50 a 80 dólares e que essas meninas são obrigadas a terem relações sexuais com 15 a 20 homens por dia e que muitos após o ato, urinam em cima delas. Ao ver a situação do país, ele pediu a alguém que o levasse à praia, porque queria orar um pouco. Ao chegar à praia, de joelhos dobrados, ele disse: "Senhor, dá-nos esse país!" Aí, veio a resposta de Deus: "Eu quero dar, mas a Noiva não quer. A Noiva gosta de se olhar no espelho e achar-se bela, só isso. A Noiva não quer nada!"

"A Noiva não quer!" Isso está martelando em mim sem parar!

Está mais que comprovado que usamos o dinheiro da Igreja para benefício próprio. As semelhanças entre a Igreja de Atos 2 e 4 com a Igreja atual, estão a diminuir cada vez mais.

Não temos fogo do Espírito. Percebeu que o número de batismos com Espírito Santo diminui a cada dia e que nossas festas são sempre para exibir o melhor pregador?

Não temos iniciativas sociais. Grupos estão nas ruas evangelizando de madrugada, oferecendo comida, mas, e depois? Como tirá-los das ruas, se não nos preocupamos em criar um albergue ou centro de recuperação de dependentes químicos?

Não visitamos os doentes. Outro dia vi uma irmã dizer que sua mãe estava internado há dias em fase terminal e ninguém da sua Congregação apareceu.

Não perseveramos em ensinar a doutrina dos apóstolos. Um Evangelho ufanista impera nossos púlpitos a cada dia. Pastores vendem a alma a Satanás pelo preço de ter igrejas lotadas.

Não temos vida de oração. Enfrentamos a guerra cada vez que propomos a Igreja a orar mais. Ficamos viciados nas chamadas "campanhas de oração". Essa é uma palavra que eu quero excluir da Igreja que pastoreio, porque torna os crentes viciados em buscar só quando tem algo em troca.

Não estamos preocupados com missões. O mundo clama e a Igreja tapa os ouvidos. Apagamos das nossas vidas a vida do outro. Nos comovemos muito mais com entidades que cuidam de animais abandonados do que com o apelo das agências missionárias. Temos a interpretação rasa de Mateus 24.14 de que Jesus só arrebatará a Igreja quando todo o mundo ouvir o Evangelho, mas o que estamos fazendo para que isso aconteça.

Das quase 5 mil línguas que existem no mundo, as sociedades bíblicas só conseguiram traduzir a Bíblia para pouco mais de 40%. Ainda falta muito. Em países do Oriente Médio e Ásia, cristãos estão sendo perseguidos, torturados e mortos, simplesmente por sua fé. A gente sabe que quando morrem aqui, são coroados no céu.

O Pr. Josué Yrion, fundador de uma agência missionária no Canadá, disse que um dia estava em Meca, cidade sagrada para os muçulmanos e viu cerca de um milhão de muçulmanos curvarem-se à hora da oração. Sentado e vendo a cena, ele disse: "Quem virá aqui, Senhor, aprender a língua deles para pregar-lhes o Evangelho? Quem?" Ele disse que sentiu quando o céu ficou à espera de uma resposta também.

Deus sabe quem pode fazer alguma coisa para mudar esse quadro, mas "a Noiva não quer!". Por isso, por mais que eu escreva aqui alguma coisa, expondo o caos espiritual que estamos vivendo, seria inútil se alguém não reagir, mostrando-se disponível para Deus.

Segue alguns conselhos para uma mudança de cena:

- Reveja os conceitos da sua Igreja sobre comunhão, Bíblia, oração, ação social e missões. Esses cinco elementos precisam estar presentes em uma Igreja chamada de evangélica.

- Converse com pessoas apresentando Jesus e não a Igreja. Muita gente me pressiona sobre a falta da placa de identificação em nossa Congregação e eu respondo sempre do mesmo jeito: " Isso não é a coisa mais importante!"

- Transforme o altar da sua Igreja numa sinagoga. Pessoas precisam ouvir mais do que ver. O Evangelho da visão não acrescenta nada a vida das pessoas, muito pelo contrário, vicia. "A fé vem ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus.

- Procure estar mais perto das pessoas e não do que elas têm. Sem comentários!

- Dedique-se a Oração secreta e coletiva. Ore sozinho e convide pessoas a orar com você.

- Participe de algum projeto missionário. Informe-se sobre os missionários em nosso país e no mundo. Ele precisam de apoio mais do que a gente imagina.

Deus quer dar mais, mas a Noiva precisa querer! "O Espírito e a Noiva dizem: Vem!" (Apocalipse 22.17).

EQUILÍBRIO


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Houve um tempo em que não nos importávamos com o pregador, desde que ele pregasse a Palavra de Deus. Não nos atrevíamos a falar nada, porque tínhamos um profundo temor em relação ao mensageiro de Deus. Isso passou! Não porque tenhamos perdido o "temor" pelo "homem da Palavra", mas porque passamos a olhar exatamente para o que Jesus nos ensinou quanto aos frutos.

De uns anos pra cá, tenho ouvido muitos sermões fazendo um apelo a uma vida conforme o sermão, ou seja, uma busca por um equilíbrio entre o que se vive e o que se prega.

Recentemente, ouvi um pastor contar que certo pregador, desejoso por um Ministério de pregação impactante, tomou em suas mãos o sermão de Johnathan Edwards "Pecadores Perdidos nas Mãos de um Deus Irado" e decorou-o completamente, recheando com sua eloquência e avidez. Obteve uma oportunidade e pregou-o na íntegra. Pasmem, ao invés de se agarrarem as colunas do templo, como diz a história do antigo pregador, o povo "agarrou-se" ao sono. Nada aconteceu!

Um jovem seminarista, inflamado pelo desejo de pregar, esboçou sua mensagem no Salmo 23, o conhecido Salmo do Pastor. Em sua prédica, expôs minuciosamente cada palavra do salmo, enfatizando o original hebraico e os tempos verbais. A Igreja estática ouviu-lhe sem esboçar qualquer reação. Dias depois, um velho pastor leu o mesmo salmo, na mesma Igreja e os irmãos puderam celebrar a linda exposição bíblica. O jovem seminarista aproximou-se do velho pastor e disse-lhe: "Há poucos dias, preguei neste mesmo salmo, enriquecendo a Igreja com os detalhes exegéticos e nada aconteceu. Agora o senhor vem e prega o que todos já sabem e a Igreja se alegra. O que aconteceu? O que você tem?" O velho pastor respondeu: "O que aconteceu? O que eu tenho? A diferença, meu filho, é que você conhece o 'Salmo do Pastor', mas eu conheço 'O Pastor do Salmo'!"

Assim tem sido nos nossos dias. Ouve-se brilhantes sermões de quem não tem nada de Deus. Os homens piedosos estão em extinção. Busca-se mais leitura do que oração. Passa-se mais tempo debruçado em cima de livros do que com os joelhos no chão. Perguntaram à Aiden Tozer: "O que é mais importante: ler a Bíblia ou orar?" Ele respondeu: "O que é mais importante para um pássaro: a asa direita ou a asa esquerda?" Nossa vida cristã como pregador do Evangelho não pode ser dissociada daquilo que vivemos.

Tenho ouvido sermões duros de quem é liberal. Tenho ouvido sermões profundos de quem é superficial. Tenho ouvidos sermões que exaltam a vida cristã de quem é profano. Tenho ouvido sermões sobre família de quem já trocou de cônjuge. Tenho ouvido sermões sobre criação de filhos de quem já perdeu os seus. Tenho ouvido sermões sobre fé de quem chora suas misérias. Tenho ouvido sermões sobre misericórdia de quem é ávido por julgamentos e lerdo para ajudar o próximo. Tenho ouvido sermões sobre honestidade de quem publicamente conduz a Igreja para seus próprios devaneios. Isso precisa mudar!

O seu sermão condiz com o que você prega? Sua vida é aliada do seu sermão ou testemunha contra ele? Na próxima vez que for pregar, não pregue nada que não seja uma verdade em sua vida. Não pregue nada que não seja o Evangelho e que o Evangelho seja a sua vida. Como bem disse F. B. Meyer: "A maior prova de que a Bíblia é a verdade e funciona, são as vidas transformadas daqueles que creram nela".

O PESADO PRAZER DA PIEDADE


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A última vez que ministrei sobre o arrebatamento da Igreja, falei sobre a nossa apatia escatológica, uma espécie de aversão a esse tema que é a coroação da nossa vida como servos de Deus. Em pensar que na época do apóstolo Paulo, após falar sobre isso, ele disse aos irmãos: "Consolem uns aos outros com essas palavras". Mas já viu que ninguém mais quer ouvir sobre o assunto? Aí é que entra a questão da alegria em lugar da tristeza e a tristeza em lugar da alegria.

A alegria de servir a Deus parece ser um peso. Sentimo-nos fatigados em congregar. Geralmente, ouço dos irmãos que faltam aos cultos: "Cheguei do trabalho cansado, por isso, não fui" e lá se vai mais uma semana sem congregar. Não sou daqueles que pregam que congregar define sua vida cristã, não. Não é isso. Mas tenho visto muitos cristãos enfermos em decorrência da falta de congregar. Congregar não é o ápice da vida cristã. O culto é uma celebração em nossa vida. Lamentavelmente, nossos cultos tem sido falsos, porque somos um quando estamos no culto e outro quando estamos longe dos olhos da congregação. Para esses, o culto é sempre alternativo: vamos ao culto quando não temos uma programação melhor. E cá pra nós, sempre tem uma programação melhor! Lógico que sou irônico aqui. A programação melhor geralmente é definida pela carne. Tudo o que ela escolhe satisfaz-lhe. Não lhe faltam alternativas.

Outro dia, vi uma charge de um homem arrastando uma sombra. Pelo desenho, era a carne. A carne não quer congregar, mas o espírito sim e a alma tem a necessidade de louvar a Deus. Você pode dizer: "Mas que adianta congregar com um povo hipócrita? Melhor ficar em casa". Eu também já pensei assim, mas pensar assim, não resolve; muito pelo contrário, piora. Alguns mandamentos neotestamentarios dependem exclusivamente da prática congregacional. Servir aos domésticos da fé, amar os irmãos, ser Igreja, prestar culto coletivo, ter comunhão, honrar seus pastores, ser ovelha, exercer ministério, expandir o Reino de Deus. Muitas dessas atividades conseguiríamos sozinhos, mas é bom estar ladeado por alguém. O cordão de três dobras não se quebra facilmente!

Como a obra do Calvário abrange todas as áreas do homem, corpo, alma e espírito, não é satisfazendo a carne que vamos suprir a necessidade do espírito. Podemos ter entretenimento, sim. Mas já que ficamos felizes por estar num ambiente de satisfação à carne, por que não estarmos alegres num ambiente que afaga o espírito? Entendeu? A adrenalina vai a mil numa montanha russa, ou pulando de paraquedas, ou jogando bola, ou comendo uma deliciosa comida ou contando histórias engraçadas com os amigos, por que não na presença de Deus? Como uma vez escrevi, já estive em ambientes em que culto era o menos provável e cultuei, mas também já estive em ambiente de culto, mas o culto não aconteceu! Culto somos nós quem fazemos! Se ele é bom, a Deus foi bom. Se foi ruim, a Deus foi ruim. Agora chega mais perto que eu quero te falar uma coisa: Se nós que estamos fazendo o culto, consideramo-lo bom ou ruim, imagina o que Deus acha?! Se com nossos critérios diferentes do dEle, avaliamos os nossos cultos, aprovando ou reprovando, imagina Ele?!

Culto bom é culto pra Deus! Aí sim, se for pra Ele, vai ser bom! Mas se for pra você ou com qualquer outra finalidade, que não a glória de Deus, vai ser ruim. Por isso, não tenho qualquer apreciação pelos cultos de homenagem a pastor, aniversários, datas comemorativas, específico para faixa etária, temáticos com a intenção de fazer você se sentir em qualquer lugar menos uma Igreja ou coisas parecidas. Não não! Eu não suporto! "Mas não pode haver culto em homenagem ao pastor ou a outra pessoa?" Eu lhe pergunto: "Pode?" Que adianta fazer culto de homenagem a alguém, se fora dali fazemos a mesma coisa que fazemos com Deus, esquecendo-o? Isso mesmo que você leu: nos esquecemos de Deus fora do ambiente do culto! Olha a nossa vida, veja se ela não atesta isso! Consagramos o culto como o clímax da nossa comunhão, sendo que o culto nem deveria terminar. Não há cristianismo depois do culto. Todo o nosso ser, corpo, alma e espírito "sejam conservados irrepreensíveis para a sua vinda".

Viver essa verdade faz do culto um alívio, um lugar de descanso, onde temos paz e comunhão. A carne quer o que lhe dá prazer. Como um bebê que resiste a ingestão de frutas, verduras e legumes devido o gosto estranho à boca, a carne carece de um discipulado constante até sentir prazer em estar na casa de Deus.

Rostos cansados, semblante sisudo e olhar apreensivo ao relógio, travam o servir com alegria. E culto precisa ser alegre e depende muito de nós.

Bem, se congregar é um peso, imagina orar? Eu não duvido da vida devocional de ninguém. O secreto de cada um não é ignorado por Deus. Mas, sem querer ser alarmante, chega de novo aqui perto, quero dizer algo só pra você ouvir: "a oração coletiva não era uma característica da Igreja primitiva?" (Atos 1.14). Continuamente, a Igreja de Jerusalém reunia-se para orar e logo no comecinho de sua história, por um único propósito, oraram dez dias ininterruptos. Dali, vemos práticas coletivas fervorosas e poderosas, comunhão, adoração, louvor, ajuda social, etc. Podemos ter nossa vida particular, mas a vida em comunhão é uma benção e não um fardo. Não estou a dizer que isso é o supra sumo da vida cristã, estou dizendo que isso também é vida cristã. Vida cristã inclui vida particular e vida coletiva, aquilo só Deus vê e aquilo que todos veem, o que só Deus sabe e o que todos sabem. Faremos da nossa vida cristã uma janela para todos? Não, não é isso! Mas é bom saber que alguém que olha pela sua janela, vê o que você faz sendo reflexo do que você é!

Orar, portanto, nada tem a ver com convencer Deus sobre a nossa vontade, mas buscar entender a Vontade dEle e trabalhar para que ela seja executada no mundo! Por muitos anos, acreditei que oração era pra fazer Deus cumprir minhas vontades. Como me enganei! Minha vontade concentra-se na minha carne, apela aos seus desejos, obriga todos a olharem só pra mim. Minha vontade tem a ver com sombra e água fresca, carne assada e amigos, sorvete e bom papo, cinema e pipoca! Essa é a minha vontade. Limitada, carnal, egoísta, terrena, fútil, inútil e contra Deus... até curvar-se em oração, até antes da oração, oração verdadeira, oração segundo a Vontade de Deus. Ali, em rendição, esqueço de mim e glorifico o Reino de Deus.

Eis a prática mais difícil da Igreja! Nenhuma tem sido mais árdua! Convencer a Igreja de que precisamos orar.

Aos domingos, em todo o mundo, Igrejas lotam. Centenas, milhares de pessoas acotovelam-se querendo ter a melhor visão no culto, mas as reuniões de oração são vazias e silenciosas. Se nossa identidade fosse a oração, quão fraca seria! Se nossa força fosse pela nossa oração, quem venceríamos? A razão de muitas tragédias na vida da Igreja é a ausência de oração. Somos uma Igreja que não ora.

Para dar certeza da conversão de Paulo, Ananias disse: "Ele está orando"! Começou bem a sua jornada! Quando, por lei, ordenou a Daniel que fosse lançado na cova dos leões, Dario passou a noite sem dormir, pensando na cilada que sofrera o profeta. Conhece alguém que só ora quando está em apuros? Daniel estava sossegado em meio às feras, graças à constância de suas orações que aconteciam três vezes ao dia! Pedro saiu milagrosamente guiado por um anjo, graças a uma Igreja que, insistentemente, orava por ele.

Stedman tem uma ideia revolucionária para ver Igrejas crescerem. Diz ele: "Coloquem os pastores na cadeia e a Igreja será poderosa!" Não gostamos muito dessa ideia, mas é a mais pura verdade. Igrejas sofredoras oram mais. O sofrimento é a mola propulsora da oração. Oramos mais quando enfrentamos dilemas!

O próprio Jesus sofreu com a sua congregação com 12 membros e todos eram obreiros. Nos momentos em que se dedicou à oração, eles estavam por perto, mas raramente oravam. O cansaço os vencia e eles adormeciam. Nem os insistentes convites de Jesus era-lhes suficientes para mantê-los pelo menos acordados. Dormiam quando deveriam orar e oravam quando deveriam descansar. Lembra disso? A tempestade lhes sacudia a alma e Jesus tranquilamente dormia com a cabeça em uma almofada. Você acha que isso não era um convite? Quem ousaria incomodar o Mestre em tão raro momento de descanso? Eles deveriam saber que com Jesus, o barco não afunda. E outra, por trás daquela turbulência toda, haviam forças espirituais que tentavam impedir Jesus de chegar ao seu destino. Pensa que isso tirou a paz de Jesus? Ele dorme em alto mar sem fazer a menor diferença entre noite tranquilas e tempestade em alto mar. Como dizia um velho obreiro da nossa Igreja: "Ele afofa a cama".

Congregar é cansativo, orar não é fácil, então pelo menos cantar deve ser prazeroso fazer. Será? Acho que não! Alguém disse que dificilmente mentimos mais do que quando cantamos. Cantamos músicas que expressam de forma extravagante nossa cristandade, mas que, infelizmente, é só mais um embalo. Por falar em nossas músicas, já parou pra ouvir mesmo as músicas que cantamos? Nossa hinologia divorciou-se da boa e velha teologia. O resultado? Heresias, heresias, heresias. Se essas músicas fazem algum mal quando cantamos? Com certeza! Muito mal! Somos levados a crer em coisas que não estão na Bíblia e reclamar promessas que não são nossas e a viver de um jeito utópico, com compromisso com Deus cada vez mais raso.

O mais terrível dos nossos louvores é a falta de sintonia entre quem canta e quem adora! Às vezes, os que menos adoram são os que mais cantam! Que paradoxo! Já tive oportunidade de ouvir um adorador. Sem muito esforço, era-me possível que Deus se agradara daquela adoração. A certeza veio quando por meio de uma brisa suave, aconteceu o derramar de sua presença. Aquele momento inconfundível e inesquecível de quem já esteve em adoração sem que preocupar com mais nada, só com o que dizer pra Deus.

Nosso culto é primeiro a Deus. É culto na perspectiva de Deus e não nossa. Deus é quem determina quando é culto e não nós. Podemos fazer uma reunião com todos os elementos de um culto, mas pode ainda não ser culto, entendeu? Somos inclinados a oferecer o melhor, ser o mais sensível a inspiração de Deus para cada momento do culto. É assim que Deus faz. Quando isso acontece, então finalmente temos um culto.

Que Deus nos fortaleça a cada dia e com inspiração nos reunamos mais vezes a fim de celebrar tudo o que somos e fazemos quando estamos em separados, mas unidos no propósito missional da Igreja.

O MELHOR DE NÓS


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Às vezes é preciso ouvir o que não queremos para acontecer o que Deus quer! O sermão duro é só um grito de Deus nos alertando do perigo cego aos nossos olhos!

Às vezes, a palavra que fere a consciência, salva a alma! A repreensão é só a outra face do amor do Salvador!

Às vezes, a dura correção termina por corrigir pra sempre! E se não fossem os tratamentos severos, seríamos piores do que somos!

Às vezes, Deus balança forte o nosso mundo para nos desprendermos do que passa e agarrarmos o que é eterno! Largar não é fácil e escolher certo é dificílimo!

Às vezes, Deus fecha porta, não para abrir outra, mas para dar a direção que precisamos. Portas fechadas podem ser um fracasso ou resistência a nós. Na contabilidade de Deus é um novo caminho!

Às vezes, Deus permite a tragédia justamente para estabelecer a paz.

Deus está te balançando? Sente-se chacoalhado por Ele? Ele está te segurando pela gola da camisa? Calma! Tem um caráter sendo moldado! Creia!

O JUÍZO POR VIR


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Há mais dos homens a ser revelado do que se imagina.

A vida à mostra dos olhos é pequena comparada com a vida secreta que têm. E mais terrível ainda é saber que o que não é visto já está fedendo. Impossível que permaneça como está.

Todo lixo varrido para debaixo do tapete será mostrado. Toda palavra frívola dita em fofocas será descoberta. Todo intento maligno projetado em secreto será exposto. Tudo o que foi visto às sombras será revelado.

Temo muito pela vida dos que escolheram mais as trevas do que a luz. Compadeço-me por aqueles que, alertados por Deus, cerraram os ouvidos para não ouvirem Sua voz. Angustia-me pensar que alguém tenha vivido tantos anos na hipocrisia que agora a verdade lhe dói.

Há anos, ainda criança, ouvia um curto hino que dizia: "Jesus vai peneirar, Jesus vai peneirar, os crentes que vão subir e os outros que vão ficar". Hoje eu posso dizer: Ele começou a peneirar! Espere pra ver! Torça pra ficar no lado bom a partir de agora. Não leia isso como coisa ruim, porque é bom! "No céu não entra pecado", diz o hino da harpa, mas a Bíblia já fiz isso há mais tempo.

Deus está aplicando seu juízo sobre a Igreja.

Líderes que esqueceram do propósito pelo qual Deus o confiou a direção de sua santa Igreja e que agora sentam-se na mesa de Jezabel, servindo de escândalo ao povo de Deus, CUIDADO!

Pastores que deveriam servir ao rebanho como mordomos, tornaram-se senhor e exigem tratamento vip, arrancando a lã e a carne das ovelhas para ter uma vida de sombra e água fresca, ARREPENDAM-SE!

Crentes nominais que conhecem o Evangelho, mas o negam com a sua vida, pecando deliberadamente, colocando o nome de Deus em jogo, manchando a fama da Igreja e escandalizando os membros do corpo de Cristo, O TEMPO DO JUÍZO É CHEGADO!

Chega de púlpitos lotados de cadáveres! Desçam ao cemitério ou ressuscitem! Chega! Muitos estão morrendo por causa de poucos!

A podridão começou a exalar mau-cheiro e vai explodir se esse lixo não for removido! Deus tem sido paciente com esses que não temeram o Seu nome, mas já chegou o tempo e começará pela Casa de Deus (1 Pedro 4.17).

Ouviremos péssimas notícias relacionadas a fé cristã a partir de agora, mas acalme-se, Deus está limpando a casa e podando a árvore!

NEM SEMPRE É O QUE É


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Tem gente que é bom sendo mau e tem gente que é mau sendo bom.

Tem "sim" que é pior do que "não" e tem "não" que é melhor do que "sim".

Tem mão que é pior ferrão e tem ferrão que serve como mão.

Tem nada que é tudo e tem tudo que é nada.

Tem conforto que paralisa e tem luta que impulsiona.

Tem afago que machuca e tem dor que sara.

Tem manhã que causa desespero e tem noite que traz inspiração.

Tem gente que é amado por causa de mentiras e tem gente que é odiado por causa de verdades.

Tem calmaria que nos faz duvidar e tem tempestade que traz a certeza.

Tem dezembro que é começo e tem janeiro que é final.

Tem meio-dia que já é tarde e tem meia-noite que é ainda é cedo.

Tem presente que é uma tragédia e tem tragédia que é um presente.

Tem alegria quando um ser nasce e tem reflexão quando chega o final.

Tem chegada que é uma tragédia e tem despedida que é um suspiro.

Transforme o que lhe vem às mãos. Proteja o seu coração. Coloque filtros em seus ouvidos. Reveja o caminho dos seus passos. Conserve a pureza em seus olhos. Ame intensamente. E se alguém perguntar a razão de ser assim, responda: "Decidi não andar por mim!"

POR POUCAS HORAS


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Só por poucas horas, parecia que a morte tinha vencido. O povo enlutado, os discípulos amedrontados, os apóstolos recolhidos e os religiosos comemorando. Só por poucas horas.

Da sexta até a manhã de domingo. Sim, por poucas horas! Não deu tempo de ninguém comemorar intensamente. O sábado era de descanso, ninguém se movia. Esperaram chegar o domingo para finalmente ouvirem a maior notícia de todos os tempos: Jesus ressuscitou!

Não adianta mentir dizendo que roubaram o corpo, porque, se roubaram, cadê o corpo? Não, eles não tinham como levar adiante essa história! Tentaram, mas não conseguiram. Enganaram e acabaram sendo enganados. Ninguém que viu "o corpo" sentiu medo. O que sentiram foi paz e certeza que o que Ele disse em vida, agora vida depois da morte.

Por poucas horas, a pedra pareceu ter sido dinamitada, explodida e feita em pó. Só por poucas horas. O jornal da sexta trazia o maior luto da história, e não haveria enredo para terminar o que começaram. Por poucas horas, os jornais tinham uma errata a ser publicada: o morto está vivo! Loucura! Mortos são enterrados, não são vistos andando pelas ruas, nem aparecendo a ninguém! Verdade! Por poucas horas, tudo o que sabiam sobre a morte mudou drasticamente. A teologia sobre os que vão e nunca voltam, agora tem um novo capítulo e é um capítulo de esperança. Os que morrem, podem voltar a viver, basta crer!

Em poucas horas, a notícia da morte viva penetrou as salas secretas e deixou a todos perturbados. Naquele sábado, ninguém falava sobre outra coisa, murmuraram pelos cantos e cochichavam nos ouvidos como se ainda estivessem diante do morto. O corpo estava encerrado na tumba, mas sua essência já estava com o Pai.

Bastou clarear um pouquinho aquele domingo e algumas mulheres correram para o ritual de embalsamamento do corpo de Jesus. Mas chegando lá, nada de corpo encontraram. Encontraram a pesada pedra removida e seres celestiais sentados em cima dela, com a boca pronta pra contar a maior história de todos os tempos: Ele não está aqui, já ressuscitou!

Foram poucas horas para um grande acontecimento! Foram três anos de intenso ministério! Foram trinta e três anos entre nós como homem! Mas nem a eternidade toda tirará o brilho de saber que, de onde Ele está, é Emanuel nosso!

Enxugue as lágrimas! A morte o levou por poucas horas, e dentro de poucas horas a morte já não levará mais ninguém!

A SÍNDROME DOS PASTORES ASSÍRIOS


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por Elizeu Gomes

Uma das culturas que permeiam nosso meio e já dura décadas, é ver a frustração de alguns pastores que percebem que seu trabalho durou apenas enquanto ele esteve na liderança daquela igreja. E a motivação que liderou todo processo, foi por água abaixo com a chegada do “novo” ou do "outro" pastor.

Todos nós vemos a situação quando um pastor deixa sua igreja e seus objetivos, sua visão saem de lá com ele também. Peca-se demais quando alguns pastores não tem a humildade de dar continuidade ao trabalho de um colega, e a isto eu chamo de "Síndrome dos Assírios”. Por quê?

Remetendo-se à história, muitos impérios passaram pela face da terra, entre eles, por exemplo, o Babilônico, que quando conquistava os povos, trazia cativos os líderes, levava as mentes pensantes, e deixava nas nações os costumes, a língua, a cultura e o código de leis. No entanto, ao contrário dos Babilônicos, os Assírios, quando conquistavam uma nação, destruíam tudo que viam pela frente, faziam uma devastação sem precedentes, para não deixar vestígios que um dia um povo anterior ou nação se quer existiu. Eles tinham prazer em acabar com tudo. Eram temidos pela forma brutal com que matavam e exterminavam seus inimigos. Por conta deste infame comportamento a humanidade perdeu gloriosos registros e documentos importantes, fora obra de artes, etc.

Pois bem, hoje em dia vemos claramente isto acontecer exatamente na transição pastoral.

O pastor que está saindo elaborou tantos sonhos, lutou, orou, suou a camisa, investiu e cumpriu boa parte do projeto (se não todo), o povo local foi envolvido, algumas pessoas abraçaram a causa e colocou sua paixão, coração; a igreja desenvolveu um tipo de identidade, foi de certa forma mobilizada. Todavia, quando chega o novo pastor (especialmente os Assírios), ele tem o prazer de apagar tudo o que o outro construiu. É aquela famosa ilustração onde as pessoas não querem colocar a azeitona em cima da empadinha dos outros.

A psicóloga Arlete Gomes afirma que um adulto para se autoafirmar precisa ter vivido uma experiência traumática que o fez sentir-se ignorado, rejeitado, esquecido ou colocado em algum lugar inferior. Após viver todos esses percalços, esse adulto não teve condições de superá-los. Sendo assim, ele tornou-se incapaz diante dos valores e das expectativas sociais. Por este motivo, a autoafirmação é manifestada como uma necessidade muito forte de se firmar diante dos outros, afinal, ele quer ser aprovado, reconhecido, elogiado. Essa necessidade de exaltação faz com que esse adulto deixe de olhar para dentro de si, ignorando que é no seu interior que se encontram os reais motivos que irá induzi-lo a parar de almejar o reconhecimento.

A motivaçao destes “pastores assírios” é má, seu interesse não é o reino de Deus e sim seu “reino pessoal”, sua índole não é inclinada ao sentimento em que “todos podem somar na individualidade e comemorar na coletividade”, não mesmo, eles querem “reinventar a roda” para dizer: “fui eu e não ele...”, eles idealizam uma comemoração “para sí”. São pedantes, arrogantes, "interesseiros" e cada ação comprova sua incapacidade.

A incapacidade promove uma luta desenfreada pela auto afirmação de identidade pastoral.
Por falta destes pastores em dar continuidade aos processos que foram sucessos comprovados (eles não conseguem reconhecer porque a mediocridade os cega), a igreja local sente, a mesma igreja sofre, perde-se pessoas e a obra de Deus atravanca porque o Espírito Santo se entristece com esta forma de realizar o ministério pessoal.

Minha primeira igreja como pastor titular foi em Caruaru, PE. Eu era um pastor jovem, recém-formado, cheio de apostilas e livros tipo: “Como fazer para ter a maior igreja do mundo...” Cheguei mudando tudo e apagando tudo o que fosse possível do pastor Euclides, que era o pastor anterior (hoje me lembro de sua feição de tristeza, e isso me dói). Mudei o nome de cultos, horários das reuniões, reloquei os dias dos eventos, pintei o salão, comprei equipamentos, tudo em cima da infame frase: “pastor novo, vida nova”. Como se diz no popular: “deu ruim”. A frequência caiu, as entradas minguaram e o silêncio foi letal. Foi drástico aquele momento, era a minha primeira igreja.

Rapidamente, quando me vi em apuros, liguei para o SD, que na altura era meu pai, Pr. Manoel Murilo Gomes e lhe contei a tristeza do meu primeiro impacto como pastor titular. Papai, era um pastor experiente, na época com 30 anos de ministério, sorriu e me disse: “Filho, eu me esqueci de te aconselhar. A melhor forma de assumir uma igreja é chegar e perguntar: “Como vocês dançam aqui?” e aí você dança com eles, mesmo que não seja a sua dança, até que eles sintam que você se interessou pela dança que eles já estavam acostumados a dançar. Desta forma, você vai ganhar a confiança deles e ai vai chegar o momento, isto é natural e rápido, em que eles vão te perguntar: “pastor, e aí, qual é a sua dança?” então, você pode fazê-los dançar a sua música”.

Pastor que chega numa igreja apagando tudo e implantando sua dança, vai magoar pessoas, ferir outras e entristecer a Deus. Recomece, tente saber o que está terminado, ou em construção, ou que você mexeu que era importante para eles, busque recolocar “o que era do outro pastor”, faça o povo saber que você respeita a liderança passada, embora você saiba que a sua é bem “melhor”. Confesso que foi a minha salvação, e logo depois de 4 meses a igreja estava nos passos da minha dança.

Na transição, dar continuidade no que você encontrou, não significa anular sua vida e ministério, porque o que você é ou o que você tem, se é algo que Deus lhe entregou, nada e ninguém vai arrancar de você. No entanto, Deus tem o momento certo para que tudo isto possa aflorar.

Não se engane! Neste “progresso assírio” uma coisa pior pode acontecer: a igreja te interpretar como arrogante e soberbo; aí será o fim, e pra recuperar, a demora vai ser grande. Uma vez li uma frase: “Não reclame do que você encontrou, porque quando foi feito você não estava aqui para participar”.

Se você deseja ser um pastor humilde, se você almeja ser um pastor que todos amem e gostem, por favor, respeite os marcos antigos, valorize onde as pessoas deixaram seus corações, aos poucos receba o reconhecimento do povo e assim você poderá fazer igual aos Babilônicos (se isto foi uma das coisas boas que eles deixaram), mudar os paradigmas, e mudança de paradigmas constrói uma visão inabalável.

Respeite seu colega que saiu e não tenha medo de colocar azeitona na empada dele, afinal, ambos trabalham para o mesmo Rei e Reino, não é mesmo? A glória não é sua e nem do outro pastor, embora os méritos sejam de ambos, mas a Glória é de Deus que a todos recompensa segundo seu trabalho. Assim você terá a melhor e a maior igreja, enquanto firma-se como o melhor e maior pastor de todos os tempos para aquele povo.

Dar continuidade ao trabalho, suor, esforço e paixão do colega antecessor não significa anular sua visão pessoal e sim, respeitar, honrar, reverenciar o serviço que seu antecessor deixou como legado e a partir dai Deus dará a oportunidade de estabelecer uma igreja maior e melhor, onde as pessoas entendam que o ministério é realizado por obreiros que possuem o mesmo objetivo enquanto trabalham de forma diferente.

Como eu viajo bastante e sou conferencista, encontro muitos pastores tristes no período de seis meses após os concílios, porque o primeiro semestre após as nomeações é o tempo em que os “pastores assírios” destroem tudo o que os outros deixaram para se auto promoverem e chegarem “bombando” na sua estreia. O lado ruim é que vejo alguns colegas cabisbaixos dizendo: “dei meu sangue naquele projeto, sacrifiquei minha família, naquela causa, muita coisa deu certo e o amigo lá mudou tudo e apagou tudo, trocou nomes, etc”. Nesta hora, tudo o que faço e abraçar e consolar colega porque eu já passei pela mesma experiência e sei como dói.

Certa vez, meu amigo, o cantor Dilardino Ferreira, me lembrou do costume dos Leões que ao conquistar a fêmea do leão rival, mata os filhotes. A escritora Maria Ramos, em seu blog: “Toca da Leoa, vida de leão” diz: “Tirando a visão romântica tipo "Rei Leão", as leoas não precisam de um par para sobreviver. Elas são capazes de caçar e de se sustentar. Elas defendem os filhotes e são sociáveis. Elas formam grupos e dividem as tarefas. O leão só se junta ao grupo para "dominá-lo". Você já deve saber que quando há "troca" de leão dominante, o novo macho mata todos os filhotes para que as leoas entrem no cio; eles, na verdade, estão mais interessados em ter um território e ter fêmeas que os alimentem".

Veja o exemplo de João Batista: “eu vim preparar o caminho...” João não tinha problema em colocar “azeitona na empadinha de Jesus” (desculpe o colóquio), o próprio Jesus deu honras a João e ainda disse: “eu vim fazer as obras do meu pai”. Há pastores que dizem com suas ações: “eu vim destruir as obras do meu antecessor”. Bom, fiquemos com a mensagem dAquele que nos envio de fato: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17.21).

A CRISE DO AMOR


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Difama, depois diz que ama. Calunia, depois diz que admira. Fere, depois diz que foi sem querer. Trai, depois diz que fraquejou. Cospe, depois se resolve. Maltrata, depois disfarça. Fofoca, depois encena. Finge, depois se acerta. Nega, depois afirma. Sim, depois não. Jura, mas, se ameaçar, mente.

Há pouca verdade em circulação! É uma pena que nossa malícia tenha crescido tanto a ponto de nos tornar desconfiados em tudo.

Queremos amar, mas sempre temos um pé atrás, uma pulga atrás da orelha. Queremos amar, mas as decepções sugaram nossas forças. Queremos amar, mas temos medo de nos entregarmos de verdade. Queremos amar, mas será que reconheceriam algo tão sublime? Será que existe amor aos moldes de Deus? Será que alguém ama como Jesus ensinou?

Tudo bem, eu sei que subi o padrão demais. É que sempre que pensamos em amor, relacionamos com Deus, porque nEle encontramos a expressão mais-que-perfeita do amor.

Assim como a mentira é coisa dos homens (Números 23.19), o amor é coisa de Deus, porque a identidade de Deus é o amor (1 João 4.8). Daí, deduzimos algumas coisas:

1. Deus é a fonte de todo amor! Não confunda o que chamam hoje de amor com o amor de Deus. Esse amor divino é altruísta, veraz, doador e condescendente. É solidário, generoso, bondoso e benigno. É desinteressado, abnegado, resignado e decidido. Nesse amor, alcançamos salvação, perdão e reconciliação.

2. Deus nos ama! Apesar de nós, Ele nos ama. Incansável, inegável e indesistível. Ele nos espera com paciência. Recebe-nos com festa, mas não esqueça: banho de graça antes das novas vestes. Ninguém abraça o Senhor sem depois se lavar. É que sua santidade, o zelo do seu amor nos constrange. Não dá pra ficar sujo perto dEle. Quem tentou, percebeu a distância (Isaías 59.2).

3. Não há amor onde não há Deus! Nem em família é possível sentir amor sem Deus nos encha antes. Por vezes, confundimos afeição, simpatia, afinidade ou sentimento com o amor. É compreensível tal ignorância e confusão. O amor está em crise, é raro de se ver, de se sentir e de se receber!

Pensando nisso:

1. Assuma o compromisso de amar!

2. Ore a Deus para que ministre em seu coração mais amor!

3. Discirna as oportunidades de amar!

4. Ame sem esperar nada em troca, sem precisar ser visto!

5. Desperte amor nas pessoas!

6. Ame de verdade!

LIVRE, MAS LIMITADO

Você é livre, é verdade. Inteiramente livre. Profundamente livre. É livre como nunca foi. Mas ainda que sejamos livres para fazer o qu...