quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Isso também passará

Fui impulsoinado a escrever as linhas que se seguem depois de ouvir um relato de um irmão que após passar por várias experiências envolvendo concursos e vestibulares, nos quais, em sua maioria, ele sempre era reprovado. Sua maior tristeza não estava no fato da reprovação, mas na vergonha que sentia ao ver seus amigos que, segundo ele, às vezes nem estudava ou se preparava e eram aprovados. Suas alegações eram as mais honestas e justas possíveis. Dizimista, temente a Deus, correto em suas atitudes, sincero para com Deus, de testemunho admirável e caráter ilibado. Reconhecia as bençãos de Deus sobre a sua vida, mas o que seu coração realmente queria, até este momento não recebera do Senhor. Quando esse irmão veio conversar comigo, eu sinceramente não tive palavras, por que sabia que qualquer coisa que eu dissesse o feriria e seria facilmente reprovada por ele. O que dizer numa situação como esta? É claro que isso é apenas a ponta do iceberg para o que alguns estão enfrentando hoje, mas o que dizer para alguém que está há anos enfrentando uma doença, o desemprego, a ruína da família, o desprezo e outras coisas terríveis de suportar?

Sinceramente, minhas palavras nesse assunto são fracas para expressar o que penso a respeito de Deus e as provações. Minhas experiências são de pouca valia diante de tantas provas que tenho visto os seus santos enfrentarem.

Tive uma infância sofrida por que quando nasci, meu pai havia saído de casa, voltou quando eu tinha cinco anos de idade, moramos dois anos com a presença de um pai, depois disso ele saiu de vez, e nossa relação se reduziu a alguns encontros anuais, até finalmente nos vermos raramente quando ele vem à cidade. Meus irmãos sentem desprezo por ele, mas eu me esforço para vê-lo sempre.

Aos sete anos, fui acometido de um mal, passei a ter convulsões, ataques epilépticos. Tive de abandonar os estudos em 1997 porque os médicos acreditavam que o ambiente escolar poderia criar outros traumas. Alguns colegas se afastaram por ver-me naquela situação. Os remédios que tomava começaram a atingir minha mente e tudo o que eu estudava pela manhã, esquecia à tarde. Nunca tive uma namorada quando era jovem, pois ninguém achava legal namorar com um "doido". Sofri com isso até os dezessete anos de idade.

Perdi as contas das vezes que fui levado para casa depois ter sido achado na rua, dentro de ônibus e da Igreja. Minha mãe fez muitas campanhas para que eu fosse curado, até o dia em que eu mesmo fiz uma aliança com Deus. Minhas palavras foram muit simples, mas creio que era isso que Deus queria ouvir. "Se o Senhor me curar desta doença, eu me aplicarei ao estudo da tua Palavra e te servirei por toda a minha na exposição das Escrituras". Deste dia pra cá, nunca mais fui acometido de nenhum dos sintomas que me perseguiam. Parei de tomar os remédios, joguei fora as caixas cheias de eletroencefalograma. O Senhor Jesus operou o milagre em mim.

A mente que antigamente era esquecida, agora desfruta de um "HD" bem caprichado. Graças ao meu Bom Deus. Aos 22 anos, conheci o amor da minha vida, Ana Sara, com quem namorei quatro anos, enfrentando muitas dificuldades, pois estava desempregado e a família não via com bons olhos o nosso namoro. Dia 26 de Abril de 2008, contraí nupcias. Hoje sou um homem casado e tenho visto a cada dia a poderosa mão Deus ao meu lado, orientando-me e fazendo-me conhecer mais de sua vontade e amor.

Minha palavra aos que enfrentam adversidades mil? A mesma de Jesus aos irmãos que receberam a carta aos Hebreus: "Isso também vai passar. Ele já passou por isso". Nenhuma provação é para sempre.

continua...

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