quarta-feira, 4 de maio de 2011

Unidade na Igreja

Este mês, continuando com as comemorações do Ano do Centenário, escolhemos o tema “Unidade na Igreja”. É um tema muito abrangente, pois fala-nos de um estilo de vida. Temos de escolher viver em união. Talvez nessa ânsia, Davi se propôs a dizer-nos: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1). Para o salmista era incomparável a alegria em ver os irmãos unidos. Era assim que Deus havia planejado a vida da Terra. Até porque, num princípio desconhecido por nós, Deus era uma união. Tudo que Ele fez no princípio da criação foi inspirado naquilo que Ele sempre foi: unido – Pai, Filho e Espírito Santo. Um Deus que jamais entrou em atrito sob qualquer pretexto. Deus era um completamente unido consigo mesmo. Isso é-nos maravilhoso.

Foi o próprio Jesus que desejou que os seus discípulos fossem um com Ele assim como Ele era um com o Pai (Jo 17.21). A harmonia de Jesus com o Pai, que várias vezes Ele demonstrou isso em orações que jamais foram atendidas por qualquer outra pessoa. Deus e o Seu Filho eram um só. Mas que significa viver essa “Unidade na Igreja”?
Em primeiro lugar, a proposta desta Unidade na Igreja é estabelecer uma Unidade na Fé. Quando a Igreja compartilha da mesma fé em Cristo Jesus, tudo se torna diferente. É Paulo quem torna vívida a questão quando escrevendo aos Coríntios, exorta: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Co 1.10). Quando a Igreja compartilha da mesma fé não há espaço para heresias e modismos, nem invencionices e falsas visões.

Em segundo lugar, o objetivo desta unidade na Igreja é promover o crescimento num todo. Mais uma vez, a lição é extraída dos ensinos de Paulo: “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1Co 12.26). É através da verdadeira unidade na Igreja que todos sabem de todos, objetivando o crescimento. Quando alguém tem uma necessidade, ele tem um direito; e aquele que atenta para alguém com direito, tem um dever. Assim deve ser a tônica da Igreja em todos os tempos.
Em terceiro lugar, o alvo da Unidade na Igreja é a completa identificação com a Obra de Cristo. Usando o mestre Paulo ainda mais, assim foi escrito a Igreja em Éfeso: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.4-6). Perceberam quantas vezes a expressão “um só” aparece no texto? Ela não aí por acaso. Ele brinda-nos na Obra de Cristo.

Em quarto e último lugar, somente através da Unidade na Igreja alcançaremos os propósitos estabelecidos por Deus à Igreja. Será que uma única pessoa conseguiria pregar o evangelho de Cristo a todo mundo em todas as épocas? Será que alguém conseguiria discipular sozinho as pessoas que aceitam ao evangelho? Será que Deus espera que somente uma pessoa faça tudo o que tem de ser feito em todo o seu Reino? A resposta a estas perguntas é gritante “NÃO”. Dependemos dos outros em todos os sentidos e o que torna propício o benefício de outros é a união. Por isso, faça-se um em Cristo, pois Ele um dia há de “congregar em si todas as coisas” (Ef 1.10). Viva em união!

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