sexta-feira, 29 de junho de 2012

Escala de Valores

É sempre bom realizar-se naquilo em que estamos empenhados. Ver que tudo está se encaixando, ganhando forma, e, de acordo com a vontade de Deus, nossos planos irem alcançando dimensões jamais imaginadas. Mas o grande diferencial para nós, que servimos a Deus é a sua benção. “A maldição do Senhor permanece sobre a casa do ímpio, mas ele abençoa o lar dos justos” (Provérbios 3.33). A maior parte de nossos projetos não torna-se real porque no fundo são apenas para nossa satisfação pessoal (Tiago 4.3). Mas será que Deus não está interessado em nossa satisfação pessoal?

É importante dizer que é uma atitude nobre fazer planos. “Mas o nobre planeja coisas nobres; ele permanecerá na sua nobreza” (Isaías 32.8). Os planos traçados criam alvos. Planos são alvos que estabelecemos para alcançar. O que cada um precisa estabelecer é o nível de prioridade que cada plano requer. Segundo as Escrituras, o ideal é que as prioridades respeitem esse esquema:

Em primeiro lugar, Deus deve ter a primazia em tudo o que estabelecemos na vida. Jesus disse: “Onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração”. Deus se importa com tudo o que fazemos se conseguimos, por meio disso, honrá-lo! Olhe para as Escrituras: Israel durante séculos honrou a Deus com tudo. Cada animal do campo que nascia, cada nova colheita, cada filho que saía de suas entranhas, as festas mensais, feriados, refeições, roupas, corte de cabelo, famílias, casas... tudo trazia a idéia: Isso é para honrar a Deus! Colocá-lo em primeiro lugar é dar-lhe a honra devida, permitindo que Ele comande nossa história nos mínimos detalhes.

Em segundo lugar, a família deve ocupar um lugar de destaque. Quando coloco minha família acima de minha realização pessoal, não apenas sou uma pessoa feliz, mas a família é feliz. E vamos concordar com uma coisa? Precisamos de felicidade para nossas famílias. O número assustador de lares destruídos nos denuncia que a felicidade está diminuindo cada vez mais. Por isso, quando promovemos na Igreja seminários de famílias, casais ou para namorados estamos, através disso, restituir a felicidade da família, como também, fazer com que as novas famílias que estão nascendo não morram por motivos os mais variados. Família requer prioridade. Não diminua nem troque sua família por nada deste mundo. Quando a família vai bem, tudo se encaixa.

Em terceiro lugar, a Igreja deve ser o local onde encontramos benção, vida e paz. Isso não é difícil de explicar, muito menos de acreditar e viver. Mas quantas vezes somos impedidos de encontrar tudo isso. Quando partidarizamos nossa comunhão, aquilo que deveria ser um corpo que trabalha para objetivos comuns, fica dividido e não chega a lugar nenhum. As palavras de Davi aqui encaixam como luva: “Como é bom e agradável os irmãos viverem em união!” (Salmo 133.1). Bom e agradável!

Em quarto lugar, minha realização pessoal tem a sua importância. Não é pecado desejar realizar-se, desde que não inverta as prioridades. Quando trocamos os valores das coisas, a família e a Igreja padecem. Então, lembre-se: Deus em primeiro lugar; depois, família; depois, a Igreja e em último lugar, eu. Não deixe que sua família e a Igreja sofram por decisões impensadas e que excluem Deus no trono que Ele deve ter.

No Senhor Jesus.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ao Pastor Antonio Baltazar

A poucos dias de inteirar sete anos a frente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho (RO), por decisão da CONAMAD – Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, o Pastor Antonio Baltazar Cardoso foi transferido de nossa cidade para Bauru (SP). Para muitos, a transferência ou mudança de pastor é algo bastante comum, mas para quem acompanhou a trajetória desse homem, a despedida desce seca na garganta, sendo molhada apenas pelas lágrimas que de vez em quando, sem ao menos esperar, escorrem dos olhos das ovelhinhas que ficam.

Falar do sucesso que o acompanhou seria praticamente testemunhar o óbvio que vimos em todas as áreas eclesiásticas. Ministerialmente, a transformação foi da água para o vinho. O número de ministros na capital, de igrejas, de pontos de cultos; praticamente em tudo o número foi multiplicado diversas vezes. Lembro-me com alegria do dia 24 de Outubro de 2006, em comemoração ao aniversário da cidade, que o Pr. Baltazar juntamente com outros pastores fizeram um clamor a Deus por nossa capital, carregando um mapa por toda a Igreja, para que Deus abrisse portas de prosperidade. Todo meu testemunho seria pequeno demais para falar da grandeza de tudo o que aconteceu.

Mas, algo relevante para esta noite chama-nos atenção. Pastor Baltazar está sendo transferido sete dias antes de completar sete anos à frente da Igreja em Porto Velho. Como todos sabem, o número sete tem sentido espiritual nas obras de Deus. Alguns o chamam de o número de Deus por estar atrelado às obras divinas.

Sete é freqüentemente usado nas Escrituras para significar inteireza. Às vezes tem referência a se levar uma obra a cabo. Ou pode referir-se ao ciclo completo de coisas como estabelecidas ou permitidas por Deus. Por concluir a sua obra para com a terra em seis dias criativos e repousar no sétimo dia, Deus estabeleceu o padrão para todo o arranjo sabático, desde a semana de sete dias até o ano de jubileu que seguia o ciclo de sete vezes sete anos (Êx 20.10; Lv 25.2, 6, 8). A Festividade dos Pães Asmos e a Festa dos Tabernáculos duravam sete dias cada uma (Êx 34.18; Lv 23.34).

Sete ocorre muitas vezes com relação a regras levíticas de ofertas (Lv 4.6; 16.14, 19; Nm 28.11) e de purificações (Lv 14.7, 8, 16, 27, 51; 2Rs 5.10).

As “sete igrejas” do Apocalipse, com todas as suas características, fornecem o quadro completo de todas as congregações de Deus na terra (Ap 1.20–3:22).

Deus foi longânimo com os israelitas, mas avisou-os de que, se o desconsiderasse, apesar da Sua disciplina, então os castigaria “sete vezes”, ou seja, cabalmente, pelos pecados deles (Lv 26.18, 21, 28).

Nas partes históricas das Escrituras, sete ocorre freqüentemente para denotar inteireza, ou a realização completa duma obra. Os israelitas exerceram plena fé e obediência por marcharem durante sete dias em volta de Jericó, rodeando-a sete vezes no sétimo dia, após o que a muralha da cidade desmoronou (Js 6.2-4, 15).

Elias mostrou plena fé na eficácia da sua oração a Deus por ordenar seu servo, no monte Carmelo, a ir observar o céu sete vezes antes de aparecer a nuvem de chuva (1Rs 18.42-44).

Naamã, o leproso, teve de banhar-se sete vezes no rio Jordão. Ele, como poderoso general sírio, teve de demonstrar considerável humildade para executar este procedimento recomendado pelo profeta Eliseu, mas Jeová o purificou por ele ter feito isso obedientemente (2Rs 5.10, 12).

A pureza, a inteireza, a perfeição e a excelência das declarações de Deus são comparadas com força e intensidade poéticas à prata refinada num forno de fundição, depurada sete vezes (Sl 12.6).

A misericórdia de Jeová é magnificada pela declaração: “O justo talvez caia até mesmo sete vezes, e ele se há de levantar” (Pv 24.16).

Que Ele merece todo o louvor é declarado pelo salmista: “Eu te tenho louvado sete vezes por dia” (Sl 119.164).

Múltiplos de sete são usados em sentido similar de inteireza. Setenta (dez vezes sete) é usado profeticamente nas “setenta semanas” da profecia de Daniel que trata da vinda do Messias (Dn 9.24-27). Jerusalém e Judá ficaram desolados por setenta anos, por sua desobediência a Deus, “até que a terra tivesse saldado [completamente] os seus sábados” (2Cr 36.21; Jr 25.11; 29.10; Dn 9.2; Zc 1.12; 7.5).

Setenta e sete, repetição de sete no número, equivalia a dizer “indefinidamente” ou “sem limite”. Jesus aconselhou os cristãos a perdoarem seus irmãos a tal ponto (Mt 18.21, 22). Visto que Deus ordenara que aquele que matasse Caim, o assassino, tinha de “sofrer vingança sete vezes”, Lameque, que parece ter matado um homem em defesa própria, disse: “Se Caim há de ser vingado sete vezes, então Lameque setenta vezes e sete” (Gn 4.15, 23, 24).

Sete representa a perfeita obra divina. Traduz a plenitude do querer e efetuar do Deus que vê além-tempo. Foram sete os dias da criação, completando a obra que não precisou de reparos. Foi a sétima geração que agradou a Deus ao ponto de sumir, sendo relatado na história como o primeiro traslado da Bíblia. Sete foram os anos que Jacó trabalhou por sua amada Raquel. Sete são as alianças de Deus com o homem, culminando na eternidade.

Foram sete anos de muitas bênçãos. Não há dúvida que sete anos pastoreando as Assembleias de Deus em Porto Velho, chega ao fim, não da obra de Deus, mas de tudo aquilo que Ele preparou, para que por mãos do Pr. Antonio Baltazar, a Igreja aqui presente fosse agraciada, adornada, abençoada, edificada, instruída, corrigida e admoestada, cumprindo o propósito de Deus através de sua vida e que agora, pelas mãos do Pr. Sebastião Valadares Neto a Igreja permanecerá militante como sempre foi e quem sabe suba as alturas recebendo os últimos adereços das mãos de quem esteve entre nós, voltando sete anos depois, para terminar aquilo que o Todo-Poderoso, que não se perde no tempo, o designou para fazê-lo.

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho sente-se honrada por ser tão cuidada por Deus, que envia-lhes pastores segundo o seu conselho. Sabendo que Deus tem planos que não podem ser compreendidos, muito menos explicados, confiamos que sua potente mão estará com o seu povo durante toda a jornada, como foi com o povo de Israel, garantindo-lhe tudo o que precisamos.

Agradecemos ao Pastor Antonio Baltazar os dias em que peregrinou entre nós. Sua dedicação, seu amor pela Obra de Deus, sua amizade, seu companheirismo, seus conselhos foram essenciais para todos. Que o Senhor te leve em paz, guiando-lhe na liderança das Assembleias de Deus em Bauru (SP) melhor do que foi para nós. Muito obrigado!

Pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus Central em Porto Velho (RO).

Porto Velho (RO), 25 de Abril de 2012.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bodas de Casamento

1º - Bodas de Papel
2º - Bodas de Algodão
3º - Bodas de Couro ou Trigo
4º - Bodas de Flores, Frutas ou Cera
5º - Bodas de Madeira ou Ferro
6º - Bodas de Açúcar ou Perfume
7º - Bodas de Latão ou Lã
8º - Bodas de Barro ou Papoula
9º - Bodas de Cerâmica ou Vime
10º - Bodas de Estanho ou Zinco
11º - Bodas de Aço
12º - Bodas de Seda ou Ônix
13º - Bodas de Linho ou Renda
14º - Bodas de Marfim
15º - Bodas de Cristal
16º - Bodas de Safira ou Turmalina
17º - Bodas de Rosa
18º - Bodas de Turquesa
19º - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20º - Bodas de Porcelana
21º - Bodas de Zircão
22º - Bodas de Louça
23º - Bodas de Palha
24º - Bodas de Opala
25º - Bodas de Prata
26º - Bodas de Alexandrita
27º - Bodas de Crisoprásio
28º - Bodas de Hematita
29º - Bodas de Erva
30º - Bodas de Pérola
31º - Bodas de Nácar
32º - Bodas de Pinho
33º - Bodas de Crizopala
34º - Bodas de Oliveira
35º - Bodas de Coral
36º - Bodas de Cedro
37º - Bodas de Aventurina
38º - Bodas de Carvalho
39º - Bodas de Mármore
40º - Bodas de Esmeralda
41º - Bodas de Seda
42º - Bodas de Prata dourada
43º - Bodas de Azeviche
44º - Bodas de Carbonato
45º - Bodas de Rubi
46º - Bodas de Alabastro
47º - Bodas de Jaspe
48º - Bodas de Granito
49º - Bodas de Heliotrópio
50º - Bodas de Ouro
51º - Bodas de Bronze
52º - Bodas de Argila
53º - Bodas de Antimônio
54º - Bodas de Níquel
55º - Bodas de Ametista
56º - Bodas de Malaquita
57º - Bodas de Lápis-lazúli
58º - Bodas de Vidro
59º - Bodas de Cereja
60º - Bodas de Diamante
61º - Bodas de Cobre
62º - Bodas de Telurita
63º - Bodas de Sândalo
64º - Bodas de Fabulita
65º - Bodas de Platina
66º - Bodas de Ébano
67º - Bodas de Neve
68º - Bodas de Chumbo
69º - Bodas de Mercúrio
70º - Bodas de Vinho
71º - Bodas de Zinco
72º - Bodas de Aveia
73º - Bodas de Manjerona
74º - Bodas de Macieira
75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro
76º - Bodas de Cipestre
77º - Bodas de Alfazema
78º - Bodas de Benjoim
79º - Bodas de Café
80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho
81º - Bodas de Cacau
82º - Bodas de Cravo
83º - Bodas de Begônia
84º - Bodas de Crisântemo
85º - Bodas de Girassol
86º - Bodas de Hortênsia
87º - Bodas de Nogueira
88º - Bodas de Pêra
89º - Bodas de Figueira
90º - Bodas de Álamo
91º - Bodas de Pinheiro
92º - Bodas de Salgueiro
93º - Bodas de Imbuia
94º - Bodas de Palmeira
95º - Bodas de Sândalo
96º - Bodas de Oliveira
97º - Bodas de Abeto
98º - Bodas de Pinheiro
99º - Bodas de Salgueiro
100º - Bodas de Jequitibá

sábado, 3 de março de 2012

Escola Bíblica Dominical (parte 10)

O PAPEL DO PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NAS IGREJAS

O professor cristão deve ser:

Amigo, procurando relacionar-se bem com os alunos;

Intérprete, traduzindo para os alunos aquilo que lhes é ensinado;

Planejador, procurando adaptar as lições, os currículos às necessidades dos alunos;

Aprendiz, estando disposto a colocar-se no lugar dos que querem aprender mais para ensinar melhor;

Exemplo. “Assim falai, assim procedei...” (Tg 2.12). Na escola secular, o professor pode ser um mero transmissor de conhecimentos. Na Igreja é diferente. O professor tem que ser didático e exemplar.

ATITUDES DO PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
 
O professor, na igreja, precisa ser “apto para ensinar” (2Tm 2.24), “dedicado ao ensino” (Rm 12.7) e, como obreiro, precisa apresentar-se “a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (2Tm 2.15). O professor então precisa ser:

Orientador das mentes e vidas dos alunos.

Entusiasmado, sincero, humano e otimista.

Atualizado, não só em termos do que ensina, mas em outras áreas.

Não fugir do assunto da lição, contando “testemunhos” e histórias, para passar o tempo.

Enriquecer a lição com fatos novos.

Não ler simplesmente a lição diante da classe; seguir o roteiro, comentando e dando oportunidades aos alunos para se expressarem.

Não confiar no improviso; deve-se ler e preparar a lição com antecedência, conferindo com a Bíblia.

Pontual e assíduo, para não decepcionar os alunos.

Ao final de cada aula, sempre fazer a avaliação (perguntas, testes, etc).

Ver o aluno como seu potencial suplente, para isso deve treiná-lo.

Escola Bíblica Dominical (parte 9)

PRINCÍPIOS RELEXIVOS DO EVANGELISMO HOJE NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Não negamos o fato de que temos de melhorar e melhorar muito nossa idéia de EBD hoje em nossas Igrejas. Cada um deve, antes de tudo, reconhecer que fomos chamados por Cristo para falar de seu amor e a EBD é uma ferramenta que Deus disponibilizou-nos neste sentido.

1. Nosso ensino e evangelização têm que ter inserção na comunidade como EBD e não ser uma dicotomia entre querigma e didaquê.

2. Nosso evangelismo e ensino têm que ter estratégias e alvos a ser alcançados dentro do programa estabelecido no planejamento da Igreja na escola.

3. Nossa EBD necessita ter berço bíblico, histórico, ter raízes, tradição e identidade dentro da visão bíblica.

4. Nosso ensino e evangelismo na EBD têm que gerar uma comunidade transformada segundo a imagem de Jesus, tendo discípulos e não meros alunos.

5. Precisamos de uma EBD que, no ensino e evangelismo, leve o ser humano para o relacionamento vertical com Deus e horizontal com o próximo.

6. Precisamos de uma EBD que construa nossa identidade a partir de nossa cristologia. Nosso ensino e evangelismo têm que gerar crentes e comunidades com discipulado.

7. Se a EBD, em sua mensagem, não leva o aluno a um relacionamento com Deus e a amar o próximo, isto não é educação cristã (ensino) e nem proclamação porque Deus é Deus de relacionamentos.

8. Se na mensagem da EBD, a técnica e a forma tiverem modismos ou atrativos que objetivem tão somente o crescimento numérico, o evangelho ensinado é mais um produto e não é a mensagem do reino de Deus.

9. O ensino e a mensagem da EBD que constituem obrigação e não compromisso revelam uma distorção bíblica em seus propósitos.

10. A EBD necessita se alicerçar pelo relacionamento, ensino e evangelismo, gerando vida e crescimento na Igreja.

Escola Bíblica Dominical (parte 8)

REVITALIZANDO A TAREFA EVANGELÍSTICA NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A evangelização, como parte da missão, é encarnar o amor divino nas formas mais diversas da realidade humana, para que Jesus Cristo seja confessado como Senhor, Salvador, Libertador e Reconciliador. A evangelização sinaliza e comunica o amor de Deus na vida humana e na sociedade, através da adoração, proclamação, testemunho e serviço.

Educação Cristã e Evangelização formam uma base fundamental na vida cristã. A Educação Cristã na EBD estrutura e revitaliza a igreja. Sua filosofia deve basear-se num sólido conhecimento bíblico (teológico), que acreditamos determinar os objetivos de nosso ensino, sua metodologia e conteúdo.

A EBD é, ao mesmo tempo, educacional e evangelística. Richard Dramelhaus disse o seguinte: “A evangelização é a chave para se realizar a obra de Deus e a EBD é a mão que gira essa chave”.

A evangelização e a EBD devem existir numa dependência mútua para que a mesma exerça sua função bíblica. Tudo que a Igreja realiza deve passar pela vertente da Educação Cristã. A tarefa evangelizadora da Igreja sempre passou pela ênfase da educação teológica ou bíblica convergindo no discipulado. A igreja tem a tarefa de fazer discípulos (mathetês), e isso vai além de fazer convertidos.

É necessário o ensino (didaquê) que atinge o ser humano com a reflexão, capacitando para uma vida melhor sob os ditames das Escrituras. Evangelização e Educação Cristã são inseparáveis: não se pode evangelizar sem ensinar e, enquanto se ensina, evangeliza-se também.

J.M. Frost, disse o seguinte: “A EBD se torna, em seu papel de agência, aquilo que a Igreja faz dela; sendo capaz de expansão quase indefinida na eficiência da Igreja como um canal para a produção de sua energia e vida, como uma força para o estudo e ensino da palavra de Deus, como uma força para a evangelização, como uma força para a instrução e educação, como uma força para a operação missionária, como uma força para incutir o caráter cristão nos homens e mulheres e para abrir a porta da utilidade em larga escala”.

Alguns questionamentos se fazem prioritários para revitalizar a EBD: Ela está sólida? Ela está arcaica? O que irá capacitar a EBD a funcionar como uma ferramenta de crescimento eficaz? Nossa EBD evangeliza? A Igreja recebe bem os visitantes? Há um acompanhamento imediato às pessoas que freqüentam a EBD? Os membros convidam amigos para a EBD? A estrutura (disposição) das salas ajuda na recepção do visitante? O professor é um educador? Há um clima positivo para mudanças, se necessárias? Os membros da Igreja, o pastor, professores visitam e se interessam por outras pessoas? Os alunos da EBD mostram responsabilidade e compromisso com a visão, dando acompanhamento imediato a essas pessoas?

Ken Hemphill aborda quatro pontos para nossa reflexão:

Uma visão na tarefa da evangelização: é preciso recuperar o foco da evangelização, que é o conteúdo da missão. Foi este o foco que determinou a organização e a estrutura da EBD em sua gênese na Inglaterra e na América. O foco do evangelismo na EBD tem um efeito dominó, capacitando-a a se tornar uma ferramenta de crescimento. Somos chamados a ir = evangelizar, batizar = assimilar, e a ensinar = discipular.

Ênfase no compromisso: muitos têm relegado a EBD a um segundo plano. É preciso apoio pastoral a esse ministério, bem como da liderança da Igreja.

Visão do trabalho em equipe: a EBD precisa ter evangelismo, assimilação, ensino e comunhão na integração dos novos crentes em classes ou grupos pequenos.

Propósito definido: uma vez que a EBD perde sua ênfase na evangelização, os seus programas começam a fracassar. A EBD precisa redefinir seu propósito senão ela permanecerá mutilada. Se ela for adequadamente plantada, organizada, ela se tornará uma ferramenta para alcançar o ser humano para Cristo.

LIVRE, MAS LIMITADO

Você é livre, é verdade. Inteiramente livre. Profundamente livre. É livre como nunca foi. Mas ainda que sejamos livres para fazer o que quis...