quinta-feira, 8 de abril de 2010

Deus e o Gênesis


Existem inúmeras razões para um crente fazer de Gênesis o seu livro favorito.

Escrito por Moisés, esse livro tem um nome que se origina do hebraico Gennao e do grego Toldah.

Em verdade, ele trata do princípio da criação, do pecado, do homem, da civilização, da família, de Israel, etc.

É o grande livro das genealogias ou gerações, tais como: dos céus e da terra (2.4), de Adão (5.1), de Noé (6.9), de Sem (11.10), de Terá (11.27), de Ismael (25.12), de Isaque (25.19), de Esaú (36.9) e de Jacó (37.2).

Jesus mencionou fatos que estão no Livro de Gênesis, como parte dos Livros de Moisés: Lc 24.27,44; At 28.23.

Quando Deus confiou a Moisés essa tarefa, concedeu-lhe inspiração (2Tm 3.16) e lhe deu suficiente sabedoria e memória para extrair o útil e o verdadeiro da tradição oral disponível.

Primariamente Moisés escreveu o Gênesis para os judeus, e o fez provavelmente no ano 1440 antes de Cristo. Os fatos nele narrados abrangem um período de aproximadamente 2400 anos.

Ler Gênesis significa contemplar o poder, a soberania, a soberania, a habilidade, a providência, a misericórdia, a inteligência, a graça, a justiça, a grandeza e a glória do Grande Deus.

O primeiro retrato de Deus na Bíblia está em Gn 1.1 e projeta a Pessoa de Deus como Criador. É assim que Ele é adorado no Céu, por todos os seres celestiais. E, como tal, jamais houve qualquer possibilidade imitação por parte de Satanás.

A palavra semente aparece 58 vezes; geração ocorre 21 e princípio (ou similar) 12 vezes.

Sem dúvida o versículo-chave do livro é 3.15, chamado há séculos de proto-evangelho.

Gênesis apresenta não somente a história da criação, mas também lança os fundamentos da Redenção da Humanidade, cuja doutrina prossegue através de toda a Escritura.

A origem das nações, o desenvolvimento do pecado, o futuro de Satanás, a razão da escolha do povo judeu e a promessa do Messias jamais seriam entendidos por qualquer pessoa, se não existisse o livro de Gênesis.

As pessoas de maior destaque no livro são: Adão (2-5), Abraão (12-21), Isaque (22-27), Jacó (28-38), José (39-50) e Melquisedeque (14).

Gênesis pode ser o nosso livro favorito porque ele retrata Cristo de maneiras especialmente maravilhosas.

Na verdade, Jesus é Semente da mulher (3.15), o Cordeiro (22.8), o Siló Esperado (49.10), o Melquisedeque Celestial (14.17-24), o Divino Isaque (17.6,7), o Eterno José (50.20), a Escada que leva ao Céu (28.12), o sacrifício por trás das peles que vestiram Adão e Eva (3.21), o sacrifício de Abel (4.4) e a Arca da Salvação universal (6.14; 7.16).

Gênesis demole o frágil castelo do evolucionismo (1.27,31; Sl 139.13-16). Ele anuncia a teologia suicida que nega a realidade do pecado (Gn 6.5; Rm 3.23).

Gênesis anuncia que existe esperança quando há derramamento de sangue (3.21; 4.4; Hb 9.22).

Gênesis é um princípio, que conduz a um fim vitorioso. Gênesis termina com José deitado em um caixão. A Bíblia termina com o Cristo Ressuscitado, abençoando a todos nós.

Se você deseja escolher um livro da Bíblia como seu favorito, por que não Gênesis?

Uma exaustiva pesquisa através de milhões de livros escritos no passado e no presente leva sempre à conclusão de que nenhum outro livro tem um início tão extraordinariamente fascinante quanto a Bíblia Sagrada: “No princípio criou Deus os céus e a terra”.

Com apenas sete palavras (no idioma português) o Espírito Santo conduziu Moisés a introduzir para a Humanidade o princípio da revelação escrita do pensamento de Deus, descrevendo de modo majestoso a glória do Criador.

Assim, o primeiro retrato de Deus na Bíblia é o de Criador.

O Adversário tem desviado para si a atenção de milhões de criaturas, e tem feito com que elas acreditem que ele é pai, é amigo, é mestre, é senhor, é rei, etc.

Jamais foi possível encontrar qualquer evidência de que o diabo é criador de alguma coisa. Nada existe que tenha a marca de sua criação. Ele jamais criou. Somente Deus é Criador.

O homem descobre e inventa, o diabo imita e deturpa.

Deus é adorado predominantemente no Céu como Criador.

Ao longo de suas páginas, a Bíblia focaliza a Pessoa de Deus como Criador.

Na condição de Criador, Deus desenvolve vários de Seus sublimes e inerentes atributos.

Deus tudo criou porque é Soberano. Ele criou todas as coisas com sabedoria e perfeição. Cada detalhe da criação tem seu propósito específico. Isto projeta a autoridade, a soberania e a infinitude do Criador.

A majestade de Deus como Criador deve ser uma das mais intensas motivações da criatura humana para adorá-lO.

Gênesis 1.1 reflete a eternidade transcendental de Deus. A palavra princípio, nele contida, é uma época desconhecida para todos os demais seres do Universo.

Unicamente Deus entende esse princípio, que se situa admiravelmente além de qualquer noção macroscópica do tempo.

O próprio Deus é o Princípio, não em relação a Si Próprio, mas no que diz respeito ao Universo por Ele criado com superior perícia.

Gênesis 1.1 tem produzido um severo e crucial efeito demolidor sobre certas teorias que o Adversário injetou na mente humana e que agentes da falsa sabedoria desenvolveram como se tivessem algum valor.

Deus criou os Céus e a Terra. O primeiro versículo das Escrituras separa de uma vez por todas e para sempre o sobrenatural do natural, o espiritual do físico, o permanente do temporal.

Este texto estabelece princípios que não poderão jamais ser removidos. Por exemplo, a pluralidade dos céus e a unicidade da Terra.

Os céus manifestam a glória de Deus e a Terra anuncia Sua imensurável graça.

Deus criou todas as coisas. O verbo usado originalmente em Gn 1.1 (barah) diz respeito a criar do nada. A ausência de matéria-prima demonstra quão imensurável é a capacidade do Altíssimo.

Sempre devemos oferecer a Deus nossa gratidão pela existência do livro de Gênesis. Esta palavra vem do vocábulo grego que significa princípios e esse livro é o grande fundamento de toda a revelação contida nos 66 livros que constituem a Bíblia Sagrada.

Gênesis 1.1 é o prólogo não somente do primeiro capítulo, senão de todo o livro, que trata com precisão e propósito divinos do princípio da criação, do homem, do pecado, das promessas messiânicas e da nação de Israel.

A Bíblia deixa claro que nada, senão Deus, existia antes da Criação. Igualmente transparente é o ensino de que tudo, menos Deus, teve um princípio, foi objeto de uma criação.

O mundo foi sacudido durante os dois últimos séculos pela avalanche mortífera da teoria evolucionista. Um verdadeiro tsunami espiritual, que tentava alcançar pelo menos 3 objetivos: 1) solapar a fé possuída pelos filhos de Deus, 2) cobrir de descrédito os textos bíblicos alusivos à Criação e, como alvo maior, 3) deixar a Pessoa de Deus em situação de humilhação e constrangimento.

Os mais recentes acontecimentos nos dão conta de que os dias do Evolucionismo estão contados.

Estimulo todos a acreditarem cada vez mais e melhor na Bíblia. Ela se mantém como Palavra de Deus, viva, inerrante e eficaz. Para acreditar em toda a Bíblia é necessário acreditar em Gênesis.

Para acreditar em Gênesis é indispensável acreditar nos três primeiros capítulos, os que mais tormento causam ao Inimigo de Deus.

Para crer nos três primeiros capítulos de Gênesis é imprescindível acreditar em Gênesis 1.1. Que versículo desafiador!

A Glória do Criador, revelada em Gênesis 1.1 precisa ser melhor apreciada, mais intensamente festejada e muito mais piedosamente adorada.

Para aqueles que desejam examinar mais textos bíblicos que projetam a Pessoa de Deus como Criador, sugiro os seguintes: Êx20.11; 31.17; 1Cr 16.26; Ne 9.6; Jó 26.13; 38.4; Sl 8.3; 33.6,9; 89.11; 96.15; 102.25; 115.15;124.8; 136.5; 148.4,5; Pv 3.19; Ec 12.1; Is 37.16; 40.26; 42.5; 44.24; ; 51.13,16; Jr 10.12; 32.17; 51,15; Zc 12.1;At 4.24; 14.15; 17.24; Rm 1.19,20; 11.36;1Co 8.6; Ef 3.9; Cl 1.16,17; Hb 1.2; 3.4; 11,3; 2Pe 3.5; Ap 3.14; 4.11; 4.11; 14.7; 21.6; 22.13.

Por último, para não me tornar extensivo, recordo a necessidade de todos nos mantermos fiéis à superior declaração de Gênesis 1.1, razão por que concluo com o apelo do rei Salomão: “Lembra-te do teu Criador...”.

Um comentário:

Caio Carvalho disse...

Pastor Nilonei, paz e graça !

Excelente sua avaliação de Gênesis e é importante ensinar a igreja para que esteja sintonizada com a verdade e a verdade seja usada contra o sofisma. Tenho formação científica e fiz um paralelo de Gênesis com as últimas descobertas sobre a formação do sistema solar e da terra. Peço por gentileza avaliar e se achar bom pode usar para o ensino.

Abraços