terça-feira, 8 de março de 2011

Duas Pessoas, Sete Opiniões Diferentes

Desde a minha infância almejei liderar uma Igreja. Quando ainda era uma criança, minha principal "brincadeira" era dirigir cultos com meus primos e amigos da rua. Pra variar, eu era sempre o pastor. Mas aí cresci, tive de enfrentar a realidade ministerial (que é bem diferente das brincadeirinhas). A gente tem de encarar uma outra dimensão. Tem amigos no ministério, tem inimigos no ministério, tem companheiros no ministério, tem os que te puxam pra trás... tem todos os personagens.

Amigos e inimigos, sinceros e falsos, trabalhadores e omissos, companheiros e negligentes, torcedores e opositores, Neemias e Tobias, Mardoqueu e Hamã, Jônatas e Saul, Josué e Datã, João e Judas, Lucas e Demas. A lista não tem fim.

Hoje estou sentindo na pele as intolerâncias de alguns. Tem gente do nosso lado, tem uns que ainda não se decidiram, tem uns que já se decidiram: alguns do nosso lado, outros, de seu próprio lado. Enquanto escrevo essas linhas, lembro-me da história do caminhante com seu filho e seu burrinho ajudador...

A história é simples, mas nos faz refletir sobre a diversidade de estereótipos que as pessoas tem sobre as outras. Um caminhante com seu filhinho confortavelmente andavam montados em seu burrinho. Quando adentrou a primeira cidade, os moradores dali murmuravam sobre o terrível peso que aqueles dois folgados impunham sobre o burrinho. "Que judiação com o animal. Porque não descem e ajudam o burrinho" era o que os olhudos dali diziam. Resultado? Os dois desceram e passaram a guiar o burrinho. Esse grupo parecia agora satisfeito.

Outra cidade já os esperava, quando com dó do garotinho, o velho homem coloca-o sobre o lombo do animal. "Que garoto sem coração! Como tem a coragem de andar montado no burro enquanto seu pai arrasta-se atrás?" Coração humano, quem o conhecerá? O garoto desce e junto com o velho segue seu caminho.

Entrando em outra cidade, o terrível esforço de andar muito a pé põe o velho sobre o animal. Agora as críticas dirigiam-se ao velho homem que, sem querer, segundo estes, escravizava o garoto. O resultado você já sabe. O velho desce do burro. Não restando mais o que fazer em relação a opinião dos outros, o velho e o garoto resolvem carregar o burrinho nas costas.

Moral da história: opiniões são importantes, mas nem todas deve influenciar nossas atitudes. Somos também seres de opiniões, na maioria das vezes, diferentes.

Porque conto isso? É que na Igreja cada um quer que a sua vontade prevaleça. Mas quem se interessa pelo que Deus quer? Quem fará o que lhe apraz? Quem cumprirá a sua soberana vontade? Quem realizará seu desejo?

Para concluir, vale a pena ler o texto de Isaías 40.1-13,14:

"Quem guiou o Espírito do Senhor, ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?"

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