sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oração: Uma Conversa Maravilhosa

Na hora do melhor sono, depois de um cansativo dia de trabalho, a meia-noite, o despertador ao lado da cama faz um barulho lembrando de um compromisso diferente. Costumamos usá-lo para despertar-nos para ir ao médico, para ir trabalhar ou qualquer outra coisa. Dessa vez ele toca para lembrar-nos de uma conversa. Isso mesmo. Uma maravilhosa conversa. Você desperta e já se põe de joelhos.

Essa conversa é diferente. Você não precisa escolher as palavras. Elas não impressionam quem vai ouvir. Você não precisa se arrumar. Os olhos do Senhor perscrutam o nosso interior. Você não precisa de cerimônia. Ele é o Pai nosso.

Você só precisa falar. Incrivelmente nessa hora, uma pessoa consoladora se põe ao nosso lado e inspira as nossas palavras, fazendo-nos orar de acordo com a vontade do Pai. Suas palavras saem misturadas as suas lágrimas e uma torrente impossível de compreender jorra de sua boca. A Bíblia chama isso de línguas espirituais. A experiência é tão marcante que a teologia deixa essa parte para uma categoria chamada apofática, a categoria dos mistérios.

A experiência da oração marca a vida de uma Igreja. Particularmente, tenho pedido a Deus que me faça um homem de oração.

Quando propusemos a nossa Igreja transformar esse mês no Setembro de Oração, vi um exército se levantando e confirmando com a cabeça o desejo incubado de orar. A Igreja precisa orar.

Comumente, os pastores tentam resolver as contingências da Igreja através de mecanismos que envolvem intelecto, conhecimento, engenhosidade e auxílio pessoal. Mas louvo a Deus que tem me orientado quanto à oração. Posso contar inúmeros testemunhos de vitória que recebi através da oração.

Um dia, um casal me procurou dizendo que precisava de ajuda. Eu aconselhei-os a orar e que eu os ajudaria quando Deus me desse uma resposta. Fui chamado de negligente pela minha atitude. Seis meses depois, Deus me deu uma orientação para aquele casal e hoje estão super felizes.

Há um ano atrás, uma irmã contou-me sobre uma causa indenizatória na justiça. Na ocasião, orei por ela e disse que continuássemos orando porque Deus lhe daria a vitória. Um mês atrás, ela contou o testemunho da bolada abençoada que recebeu e ainda entregou uma importante contribuição na Igreja.

Quer mais? Eu te conto! Duas irmãs estavam em guerra durante um bom período. Uma delas me procurou com provas de que estava sendo prejudicada. Pediu-me que fizesse algo, que conversasse com a outra parte. Com um calhamaço de papel nas mãos, eu lhe disse: Vamos orar! Dois meses depois, Deus promoveu um encontro num lugar bem improvisado, as duas conversaram e agora estão em paz.

Duas semanas atrás, estava com um grande desafio frente a Igreja que pastoreio. Cheguei no Culto de Ensino e pedi à Igreja que, ao invés de ministrar o ensino, orássemos. Naquela mesma semana recebemos uma resposta.

Meu conselho? Ore!

Quando tudo mostrar-se perdido, ore.
Quando lhe faltar auxílio, ore.
Quando lhe faltar coragem, ore.
Quando lhe faltar alegria, ore.

Qualquer que for o momento, sempre será tempo de oração.

Um comentário:

Marcelo Oliveira disse...

muito bom pastor nilonei boa colocação
sobre a oração eu costumo a dizer que
quem não hora não pode ser considerar
cristão por que penso que único meio de nos ligar a Deus e através da oração.