terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ministério é Coisa Séria

"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Ef 6.10-17).

Parecia que Paulo estava olhando um soldado romano quando escreveu estas palavras. Comparando o cristão com um soldado, a mensagem ganha algo visível. Jamais imaginaríamos que a vida cristã seria tão prática. Couraça, sapatos, escudo, capacete, espada. Somos soldados de Cristo é isso que Paulo está dizendo aqui. Cada um desses itens tem a sua finalidade:

A couraça protege o coração. O sapato protege os pés. O escudo protege o corpo dos dardos inflamados. O capacete protege a cabeça. E a espada é a nossa arma de guerra, a Palavra de Deus. Todos são importantes.

Que soldado sairia para guerra sem sua couraça? Como correria nos lugares difíceis sem os sapatos? Enfrentaria o inimigo sem o seu escudo? Correria o risco de não usar o capacete? Teria coragem sem empunhar sua espada? Acredito que nenhum faria isso. Mas no meio cristão muitos têm esquecido sua armadura de soldado.

Por desprezar a couraça da justiça, seu coração tornou-se vulnerável à sedução dos palcos e holofotes. Os altos cachês roubaram-lhe do coração a graça.

Por não terem a necessária preparação na pregação do Evangelho, seus pés trilham caminhos tortuosos e o compromisso com o Reino vai perdendo o valor. Em pouco tempo, seu ministério perde expressão e seriedade.

A Bíblia, antes companheira de viagens, aos poucos foi substituída pelos livros de auto-ajuda. As mensagens inflamadas que desafiavam os ouvintes à santidade, foram trocadas por temas menos encorajadores. É alvo fácil de Satanás, pois por trás do homem da Palavra, está um completamente desprotegido a ponto de descuidar do polimento espiritual que é a oração, o jejum, a leitura diária das Escrituras. A consagração a Deus.

Têm abandonado a espada. Com mensagens pré-elaboradas, repetitivas, o homem de Deus vai se tornando um profissional do Evangelho e perde a capacidade de passar algumas horas com uma Bíblia aberta para que Deus lhe dê algo novo. Algumas espadas estão cobertas de ferrugens, sem brilho e sem fio.

Continua...

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