quinta-feira, 25 de março de 2010

Aconselhamento Cristão (5ª parte)


JESUS E AS TÉCNICAS

Jesus Cristo é certamente o melhor exemplo que possuímos de um “maravilhoso conselheiro”, cuja personalidade, conhecimento e habilidade capacitaram-no eficazmente para assistir às pessoas que precisavam de ajuda.

Quando tentamos analisar o aconselhamento de Jesus, existe sempre a tendência, inconsciente ou deliberada, de encarar o ministério de Cristo de modo a reforçar nossas próprias opiniões sobre como as pessoas são ajudadas. O conselheiro diretivo-confrontacional reconhece que Jesus às vezes tinha esta qualidade; o não diretivo, “centrado no cliente”, encontra apoio para esta abordagem em outros exemplos de ajuda aos necessitados prestada por Jesus.

É indiscutivelmente exato afirmar que Jesus fez uso de várias técnicas de aconselhamento, dependendo da situação, da natureza do aconselhado e do problema específico. Ele algumas vezes ouvia cuidadosamente as pessoas sem dar muita orientação, às claras, mas em outras ocasiões ensinava incisivamente. Ele encorajava e apoiava, embora também confrontasse e desafiasse. Jesus aceitava pessoas pecadoras e necessitadas, mas também exigia arrependimento, obediência e ação.

A personalidade de Jesus era, entretanto, básica ao seu estilo de ajuda. Ele demonstrou em seu ensino, cuidado e aconselhamento naqueles traços, atitudes e valores que o tornaram eficaz como ajudador das pessoas e que servem de modelo para nós.

Jesus exerceu um trabalho absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente amadurecido. Ele dedicou a servir o seu Pai celestial e seus semelhantes (nessa ordem), preparou-se para sua obra mediante períodos freqüentes de oração e meditação, conhecia profundamente as Escrituras, e buscou ajudar as pessoas necessitadas a se voltarem para ele, onde podiam encontrar paz, esperança e segurança.

Jesus servia as pessoas em muitas vezes, através de sermões, mas também combateu os céticos, desafiou os indivíduos, curou os doentes, falou com os necessitados, encorajou os desanimados e deu exemplo de um estilo de vida santo.Em seus contatos com o povo, ele compartilhou exemplos tirados de situações reais e buscou constantemente estimular outros a pensarem e agirem de acordo com os princípios divinos. Ele aparentemente acreditava que alguns precisam de ouvido compreensivo que lhes dê atenção e consolo, e que discutam o problema, antes de poderem aprender através do confronto, desafio, conselhos ou pregação pública.

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