quinta-feira, 25 de março de 2010

Aconselhamento Cristão (6ª parte)


IMITANDO A JESUS

De acordo com a Bíblia, os cristãos devem estimular tudo o que Cristo nos ordenou e ensinou. Isto inclui certamente doutrina a respeito de Deus, autoridade, salvação, crescimento espiritual, oração, a igreja, o futuro, anjos, demônios e a natureza humana. Todavia, Jesus também ensinou sobre o casamento, interação entre pais e filhos, obediência, relação entre raças, e liberdade tanto para homens como para mulheres. Ele ensinou igualmente sobre assuntos pessoais como sexo, ansiedade, medo, solidão, dúvida, orgulho, pecado e desânimo.

Todas essas são questões que levam as pessoas a procurarem o aconselhamento hoje. Quando Jesus tratava com essas pessoas ele freqüentemente ouvia suas perguntas e as aceitava antes de estimulá-las a pensar ou agir de modo diferente. Às vezes dizia o que deveriam fazer, mas também orientava as pessoas para que resolvesse os seus problemas através de indagações hábeis e divinamente orientadas. Tomé foi ajudado em sua dúvida quando Jesus mostrou-lhe a evidência; Pedro aparentemente aprendeu melhor por refletir (com Jesus) sobre os seus erros; Maria de Betânia aprendeu ouvindo; e Judas parece que não aprendeu nada.

Ensinar tudo o que Cristo ensinou, portanto, inclui instrução na doutrina, mas abrange também, ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.

Essas questões que se referem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas, são destinadas a todos praticamente. Alguns aprendem através de palestras, sermões ou livros; outros pelo estudo pessoal da Bíblia ou discussões; outros ainda aprendem através de aconselhamento formal ou informal; e talvez a maioria de nós tenha aprendido mediante uma combinação dos elementos acima.

No centro de toda ajuda cristã, particular ou pública, acha-se a influência do Espírito Santo. Ele é descrito como um ajudador que ensina “todas as coisas”, nos faz lembrar das palavras de Jesus, nos guia a toda a verdade e convence as pessoas do pecado.

Através da oração, meditação sobre as Escrituras e entrega deliberada a Cristo todos os dias, o conselheiro-professor se coloca à disposição como um instrumento mediante o qual o Espírito Santo pode operar, ajudar, ensinar, convencer ou guiar outro ser humano. Este deve ser o alvo de todo crente – pastor leigo, conselheiro profissional ou ajudador leigo: ser usado pelo Espírito Santo para tocar vidas, modificá-las e levá-las em direção à maturidade tanto espiritual como psicológica.

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