terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Grande Obra de Neemias (2ª parte)


A OBRA É EXCELENTE!

“Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer. Por que cessaria?” (Ne 6.3).

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja” (1Tm 3.1).

Tal qual Neemias, o obreiro do Senhor tem diante de si o desafio de cumprir bem o mandado que lhe foi confiado pelo Dono da Obra.

Paulo chama essa obra espiritual de “excelente”, ao expressar a grandeza do ministério em 1Tm 3.1: “Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja”.

“Excelente” significa melhor do que os melhores; algo extremamente desejável e perfeito.

1. A obra é excelente pelo privilégio daqueles que são chamados para a sua realização

Neemias era o homem certo, na hora certa e no lugar certo. Atender o chamado de Deus é algo imensurável. A pregação do evangelho é privilégio que até os anjos anelam ter (1Pe 1.12). Os ministros usufruem do privilégio que os próprios anjos gostariam de gozar.

É um privilégio ser arauto, o proclamador oficial da mensagem do rei. É um privilégio ser o atalaia, homem que vigia sobre a sua cidade. É um privilégio ser chamado para ser testemunha do que Cristo faz por nós.

2. A obra é excelente pela nobreza do seu glorioso propósito

Embora Neemias estivesse a serviço do bem-estar de seus irmãos e sob a autoridade divina, seu trabalho, em princípio (reconstrução dos muros e das portas) estavam ligados a valores materiais. Somente num segundo momento o resultado de suas atividades alcançou objetivos espirituais (o povo se arrependeu dos pecados e adorou a Deus).

Os objetivos das obras deste mundo fenecem, são efêmeros, seus valores são temporais (1Jo 2.17). Até mesmo a profissão da medicina, tão nobre e respeitada, cuida apenas de coisas temporais, pois a vida que temos neste mundo é passageira.

O propósito primordial da Obra de Deus é o resgate de almas eternas (Mt 4.19). Uma alma tem mais valor do que o mundo inteiro (Mc 8.36). Esta é a causa da nobreza da obra em que estamos.

Esta verdade fascinava o grande coração de Jesus Cristo (Jo 4.34). Esta verdade abrasava o coração de Paulo (Rm 9.3). Esta verdade compungia a alma de João Knox: ajoelhado na praia ele orava ao Senhor: “Dá-me a Escócia ou eu morro”. Esta grande verdade, hoje, deve fazer vibrar as nossas almas.

3. A obra é excelente pela grandeza de seus resultados

Neemias e Esdras viram o resultado do efeito da Palavra de Deus na vida do seu povo (Ne 8).

A colheita é garantida e certa, ainda que semeemos com lágrimas (Sl 126.5,6). A Palavra que levamos não volta vazia (Is 55.11). A obra que fazemos tem recompensa (2Cr 15.7). A nossa obra não é vã (1Co 15.58).

Homens de rua têm se tornado pregadores do evangelho; prostitutas têm se tornadas mulheres santas e drogados testemunham o poder libertador da Palavra.

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